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Archive for the ‘ECONOTÍCIAS’ Category

Consórcio vence Leilão de Libra com proposta única

O consórcio formado por Petrobras, as chinesas CNOOC e CNPC, a francesa Total e a Shell Brasil apresentou o único lance e venceu o leilão de Libra, encerrado no Hotel Windsor, no Rio de Janeiro. Foi apresentada oferta de óleo-lucro ao governo de 41,65%, o mínimo determinado no edital.

O consórcio ganha o direito de explorar a área de Libra, a maior do pré-sal, por 35 anos, período no qual podem ser investidos até US$ 181 bilhões. O contrato deve ser assinado com o governo no próximo mês, tornando o consórcio apto a começar imediatamente a pesquisa e exploração da área de mais de 1,5 mil km2 na Bacia de Santos.

Área de Libra tem potencial estimado entre 8 bilhões e 12 bilhões de barris de petróleo Foto: Agência Petrobras / Divulgação

Área de Libra tem potencial estimado entre 8 bilhões e 12 bilhões de barris de petróleo
Foto: Agência Petrobras / Divulgação

Com o leilão do Campo de Libra, na Bacia de Campos, o Brasil aposta em combustíveis fósseis e poderá figurar entre os maiores emissores de CO2 do mundo. Muitos comemoram os investimentos que entram no país e que podem ajudar a equilibrar as finanças da estatal Petrobras e, ainda, financiar educação e saúde, por exemplo. No entanto, um olhar mais atento revela que não são apenas bons resultados que renderão deste dinheiro.

A decisão brasileira de explorar as reservas de petróleo do Campo de Libra resultará na emissão de até 5 bilhões de toneladas de CO2, o equivalente a mais de três anos das emissões totais nacionais de gases de efeito estufa.

Considerando os números totais estimados para as reservas do pré-sal – 80 bilhões de barris – a queima de todo o óleo será responsável pela emissão de 35 bilhões de toneladas de CO2 durante um prazo de 40 anos, mantendo o Brasil entre os dez maiores emissores mundiais. Para que o país consiga cumprir suas metas nacionais da Política Nacional de Mudanças Climáticas (PNMC) e os objetivos de mitigação das mudanças climáticas, o petróleo do pré-sal deveria permanecer intocado.

Além dos riscos climáticos, a plena exploração comercial da região do pré-sal demanda respostas a desafios técnicos e logísticos de extrema complexidade. Este é um questionamento frequente em relação ao pré-sal brasileiro e que ainda não foi respondido uma vez que o país segue sem um Plano Nacional de Contingência, que deve estabelecer as medidas necessárias a serem tomadas em caso de vazamentos. Ainda, o Brasil opera com tecnologia do passado, já que aproximadamente uma a cada três plataformas atualmente em operação no Brasil foram construídas há 30 anos ou mais e representam maior probabilidade de vazamentos.

Com um potencial abundante de geração renovável como eólica, solar e biomassa, o Brasil perde a chance de inovar e deixa de se posicionar como uma das economias mais sustentáveis e limpas do planeta. O relatório [R]evolução Energética mostra que o país pode reduzir a participação fóssil de sua matriz em 50% até 2050, economizando cerca de R$28,4 bi por ano até lá apenas no setor elétrico.

O campo de Libra é a principal descoberta já feita no Brasil e a maior oferta de um reservatório de petróleo já feita no mundo. O leilão e o modelo de partilha foram planejados para fortalecer a Petrobras, mas desde a descoberta do pré-sal, em 2007, parece que o inverso tem acontecido. A estatal petroleira se endividou ainda mais – um salto de R$49 bi para R$ 176 – e seu valor de mercado despencou 34%.

Além disso, os cofres da Petrobras vem sendo penalizados com o congelamento dos preços da gasolina para controlar a inflação no país. Não só o balanço financeiro de uma das empresas mais importantes do país é prejudicado com os preços fixos da gasolina, como também o setor de biocombustíveis, fundamental para o cumprimento da PNMC. O etanol já teve sua produção impactada nos últimos anos e tem se tornado progressivamente menos competitivo nos postos de abastecimento em relação à gasolina.

“Infelizmente, o governo investe uma enormidade de recursos em uma exploração arriscada do ponto de vista técnico e econômico e altamente danosa para o clima”, afirmou Ricardo Baitelo, coordenador da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil. “Estamos hipotecando 70% de todo o nosso investimento na área de energia em um único nicho que, se malograr, prejudicará toda a capacidade produtiva do país, com graves consequências”, continuou Baitelo.

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fonte: greenpeace, ag.rbs

Construindo a casa passo a passo

Com a técnica de Adobe veja as fotos abaixo e o passo-a-passo aqui.

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fonte: La bioGuia

Apagador transforma pó de giz em um giz novo

O dispositivo é um híbrido entre apagador

e aspirador que, com um pouco de água, consegue criar novos bastões

Muitas escolas enfrentem problema financeiros e acabam cortando gastos em qualquer tipo de material, como o giz. Mas e se o giz nunca acabasse? Um novo dispositivo criado por uma dupla de designers transforma o pó do giz dos quadros negros em um novo bastão. O equipamento, desenvolvido para as salas de aula, é um híbrido entre apagador e aspirador que, depois de limpar a lousa, armazena os resíduos de giz, e, com um pouco de água, consegue dar formato a um novo cilindro num curto período de tempo.

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divulgação  

O pó de giz é aspirado para dentro do aparelho, que o molda no formato original com a adição de um pouco de água.

Batizado de Chalkeeper, o objeto foi criado por Yonggu Do e Eunha Seo. Ele não só estimula o reaproveitamento do resíduo, diminuindo os gastos com giz, como também reduz a poluição do ar nas salas de aula, o que evita crises alérgicas e até diminui problemas respiratórios entre alunos, professores e outros funcionários.

Leia a matéria na íntegra no Ciclovivo.

Bijuteria feita a partir de restos de acrílico

 

Gonçalo Bexiga, 35 anos, e Fernando Brás, 32, juntaram-se para dar resposta a um desafio muito concreto: o que fazer com a matéria-prima não utilizada nos moldes e nas peças produzidos pela Acrilmolde? O procedimento habitual passa por triturar o material que sobra e vendê-lo para reciclagem. “Desta forma, desperdiçam-se toneladas de material em perfeitas condições e consome-se imensa energia desnecessariamente”, explica Fernando ao Green Savers.

A dupla decidiu então tentar dar um rumo alegre e colorido a esses materiais, criando a marca de acessórios em acrílico Fresh. Cumpre-se assim um ciclo ecológico na indústria e os desperdícios de uma empresa tornam-se na matéria-prima de outra.

Numa abordagem positiva, segundo a qual “a vida não tem de ser cinzenta”, a marca mostra que a reutilização é possível e traz um valor acrescentado às criações. A Fresh apresenta um leque de acessórios e bijuteria, com colecções constituídas por colares, anéis, pulseiras, brincos, clutchs e malas.

A base de todos os artigos é o acrílico, mas há complementos de outro tipo de materiais, como cortiça, metal e outras matérias recicladas. “Temos noção de que o acrílico é um tipo de plástico nada saudável para o meio ambiente, mas o nosso objectivo é a sua reutilização, ou seja, poupar o ambiente de pedaços soltos e sem utilidade que poderão persistir durante décadas”, afirma Fernando.

Uma das premissas do projecto é dar visibilidade ao talento português – nesse sentido, todas as criações são ideias de designers que propõem os seus trabalhos à marca. O preço dos artigos, todos com origem portuguesa, varia entre os €4 (R$ 12) e os €50 (R$ 148). Podem ser adquiridos através da loja online ou no LXMarket, onde a Fresh é presença assídua.

Fernando revela que, a curto prazo, é ambição da equipa aproximar-se do público com a abertura de uma loja própria. “Até lá, continuamos com o sonho de sermos diferentes a cada dia que passa e transmitir a felicidade que nos preenche ao fazer parte deste projeto”, acrescenta.

Fonte: green savers

ECODESIGN: Um capacete ecológico feito de madeira e cortiça

A Coyle é uma empresa de capacetes de madeira que começou como uma experiência de garagem e lentamente evoluiu para um negócio bem-sucedido. Sedeada em Corvallis, Oregon, nos Estados Unidos, a equipa usa uma concha de madeira e um sistema de amortecimento de cortiça para criar artigos originais, provenientes de fontes naturais.
De forma geral, o fabrico de produtos com base em materiais orgânicos é menos prejudicial do que com materiais sintéticos – o processo de fabrico, tal como qualquer lixo produzido, não é tóxico, ao contrário do que acontece com plásticos ou colas.
De acordo com o Inhabitat, na Coyle a maior parte da madeira utilizada advém de árvores que, de outra forma, se tornariam lenha ou seriam usadas em projectos artesanais. A empresa usa também subprodutos de moagem de madeira da indústria da construção.
O fundador, Dan Coyle, tem como ambição usar unicamente materiais orgânicos como os principais componentes dos seus artigos. Foi assim que começou a testar a cortiça para o acolchoamento das peças, ao contrário das tendências da indústria, acabando por descobrir que o material excedia os padrões de segurança exigido para capacetes.
Usar cortiça também lhe permitiu criar um produto verdadeiramente sustentável. Falamos de um produto que é recolhido manualmente dos sobreiros, sem danificar as árvores ou lhes reduzir o período de vida útil.
A Coyle surge assim como mais um óptimo exemplo de como repensar os processos de produção e fabrico na criação de produtos que conseguem ser bons e, ao mesmo tempo, amigos do ambiente.

Fonte: ecodesign

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GPS no guidão usa LEDs para indicar o caminho ao ciclista

A Helios Bars funciona conectado ao smartphone e acende luzes LED indicando para onde o ciclista deve virar

divulgação

As luzes LED do guidão piscam e ainda trocam de cores conforme aumenta a velocidade da bicicleta.

A empresa Helios pensou em uma maneira de tornar a bicicleta mais “inteligente” acoplando uma ferramenta GPS à magrela. Trata-se, na verdade de  um guidão com luzes LED que piscam indicando a direção a ser tomada: direita ou esquerda.

O sistema, chamado Helios Bars, funciona conectado com um smartphone via Bluetooth. O ciclista precisa ter um iPhone para baixar o aplicativo. Uma vez baixado, é só colocar o destino  e o app calcula a rota, acionando as luzes conforme as curvas vão aparecendo.

Além de indicarem o caminho, as luzes mudam de cor de acordo com a velocidade da bike. Elas ficam vermelhas quando o ciclista está parado, amarelas quando começa a pedalar e verdes quando ganha velocidade, mas o usuário pode mudar as cores.

A peça, que está para ser lançada, custará US$199 (cerca de R$400).

 

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Você conhece os direitos e deveres dos ciclistas? Leia a cartilha da OAB-SP e informe-se.

 

fonte: catracalivre

Google adquire a Makani – start-up voltada para produção de energia eólica

A Google acaba de comprar a Makani Power, start-up voltada para produção de energia eólica a partir de turbinas voadoras. A Makani agora faz parte do Google X laboratório de tecnologias avançadas da companhia.
A Makani, empresa com sede na Califórnia, vinha desenvolvendo turbinas eólicas no ar com o apoio do Google e do Departamento de Energia dos EUA. De acordo com alguns especialistas na área,ela é atualmente a líder mundial no desenvolvimento de sistemas de extração de energia eólica no ar .
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  A Makani trabalha com turbinas voadoras que, quando atingidas pelo vento, conseguem alçar voos de 250 a 600 metros. A companhia garante que esse método é mais eficiente e consome menos materiais do que as tradicionais turbinas fixas no chão.
Através de seu site, a Makani divulgou um comunicado afirmando que a aquisição dará à companhia “os recursos necessários para acelerar nosso objetivo de tornar o custo da energia eólica competitivo em relação ao dos combustíveis fósseis.”
O laboratório Google X, que a Makani fará parte, ainda é um projeto misterioso. Mas sabe-se que lá foram desenvolvidos o Google Glass e onde estão sendo projetados carros que dirigem sozinhos.