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Pelos Direitos dos Animais?

Após o resgate de Beagles usados em testes de Laboratório, vale reler o texto do PETA sobre

                                                                                                      

                                                                                              Direito dos Animais:

animais

Quase todos nós crescemos comendo carne, vestindo roupas de couro, e indo para circos e zoológicos. Muitos de nós compramos nossos amados “pets” em lojas de animais que mantinham belos pássaros em gaiolas. Usávamos lã e seda, comemos hambúrgueres do McDonald, e pescados. Nós nunca consideramos o impacto dessas ações sobre os animais envolvidos. Por alguma razão, você está agora fazendo a pergunta: Por que os animais devem ter direitos?

Em seu livro Libertação Animal , Peter Singer afirma que o princípio básico da igualdade não requer igual ou idêntico tratamento , que exige igual consideração . Esta é uma distinção importante quando se fala sobre os direitos dos animais. As pessoas sempre perguntam se os animais devem ter direitos e, muito simplesmente, a resposta é “sim!” Animais certamente merecem viver suas vidas livres do sofrimento e exploração. Jeremy Bentham, o fundador da escola utilitária reforma da filosofia moral, afirmou que ao decidir sobre os direitos de um ser, “A questão não é ‘Eles podem raciocinar? nem ‘eles podem falar? ” mas ‘Eles podem sofrer? “ Nessa passagem, os pontos de Bentham à capacidade de sofrimento como característica vital que dá a um ser o direito a igual consideração. A capacidade de sofrimento não é apenas mais uma característica como a capacidade para a linguagem ou matemática superior. Todos os animais têm a capacidade de sofrer da mesma maneira e com a mesma intensidade que os humanos. Eles sentem dor, prazer, medo, frustração, solidão e amor maternal. Sempre que pensar em fazer algo que pudesse interferir com as suas necessidades, estamos moralmente obrigados a levá-los em conta.

Os defensores dos direitos dos animais acreditam que os animais têm um valor inerente, um valor completamente distinto da sua utilidade para os seres humanos. Acreditamos que toda a criatura com uma vontade de viver tem o direito de viver livre de dor e sofrimento. Direitos dos animais não é apenas uma filosofia, é um movimento social que desafia a visão tradicional da sociedade de que todos os animais não-humanos existem apenas para uso humano. Como fundador do PETA Ingrid Newkirk, disse: “Quando se trata de dor, amor, alegria, solidão e medo, um rato é um porco é um cão é um menino. Cada um valoriza sua vida e luta por ela. ”

Apenas o preconceito nos permite negar aos outros os direitos que esperamos ter para nós mesmos. Se ele está baseado em raça, gênero, orientação sexual, ou espécie, o preconceito é moralmente inaceitável. Se você não comeria um cachorro, por que comer um porco? Os cães e os porcos têm a mesma capacidade de sentir dor, mas é o preconceito de espécie, que nos permite pensar em um animal como um companheiro e o outro como o jantar.

O Filósofo e as Baratas

outubro 21, 2013 5 comentários

b2Quem não viu a coluna de Luis Felipe Pondé na edição de 16 de setembro da Folha de São Paulo ?  Trata-se de “A Ética das Baratas”, na minha opinião um texto caricato e preconceituoso. Coloco hoje o texto do Pondé e, em seguida a réplica feita pelo Filósofo Carlos Naconecy. Leiam e tirem suas conclusões.

 

A ética das baratas

 

Luis Felipe Pondé 

As pessoas têm crenças desde a pré-história. Nossa constituição frágil é uma das razões para tal. Hoje, cercados de luxo e levados a condição de mimados que somos, até esquecemos que há anos atrás mais da metade de nossas mulheres morriam de parto. Elas viviam por conta de ficarem grávidas e pronto. Hoje existe essa coisa de “escolha”, profissão, filhos depois da pós, direitos iguais, ar-condicionado, reposição hormonal, bolsa Prada.

Esquecemos que direitos e escolhas são produtos mais caros do que bolsa Prada. Pensamos que brotam em árvores.

Mas existem crenças mais frágeis do que outras, algumas que beiram o ridículo. E algumas delas até recebem bênçãos de filósofos chiques.

Em 1975, o filósofo utilitarista australiano Peter Singer publicou um livro chamado “Animal Liberation”, que deixou o mundo de boca aberta.

Para Singer, “bicho é gente” (porque também sente dor). A partir daí, ele encampou toda uma gama de militantes que gostaria de tornar a alimentação carnívora um crime como o canibalismo.

Achar que se pode comer animais se basearia no preconceito de que os animais seriam “seres inferiores”, daí o conceito de “especismo” como análogo ao de “racismo”, o conhecido preconceito contra certas raças que foram consideradas inferiores no passado.

Tudo bem a ideia de que devemos tratar os animais com respeito e carinho e sem maus-tratos (eu pessoalmente gosto mais dos meus cachorros do que de muitas pessoas que conheço, e um deles é mais inteligente do que muita gente por aí), mas esta discussão quando toca as praias dos fanáticos puristas (essa praga que antes era limitada a crente religioso, mas hoje também se caracteriza por ser um ingrediente do fanatismo sem Deus de nossa época) é de encher o saco. Se um dia eles forem maioria, o mundo acaba.

O mundo não sobreviveria a uma praga de pessoas que não usam sapatos de couro porque os considera fruto da opressão capitalista contra os bichinhos inocentes.

Ainda bem que esta “seita verde” tende a passar com a idade, e aqueles que ainda permanecem nessa depois de mais velhos ou são hippies velhos que fazem bijuteria vagabunda em praças vazias (tem coisa mais feia do que um hippie velho?) ou são pessoas com tantos problemas psicológicos que esta pequena mania adolescente até desaparece no meio do resto de seus sofrimentos com a vida real.

Recentemente ouvi uma história hilária: alguém contra matar baratas porque não se deve matar nenhuma forma de vida. Risadas? É bom da próxima vez que alguém te convidar para ir na casa dela você checar se ela defende os direitos das baratas.

Nem Kafka foi tão longe ao apontar o ridículo de um homem que, ao se ver transformado num enorme inseto marrom, se preocupou primeiro com o fato de que iria perder o bonde e por isso perder o emprego.

Eu tenho uma regra na vida: quando alguém é mais ridículo do que alguns personagens do Kafka, eu evito esta pessoa.

Às vezes me pergunto o que faz uma pessoa razoável cair num delírio como esse. Como assim “não se deve matar nenhuma forma de vida”?

A pergunta é: essa moçadinha seguidora de uma mistura de filosofia singeriana aguada e budismo light (com pitadas de delírio) já olhou para natureza a sua volta?

A natureza é a maior destruidora de vidas na face da Terra. Ela mata sem pena fracos, pobres e oprimidos. A natureza é a maior “opressora” da face da Terra. E mais: normalmente essa moçadinha é bem narcisista e muito pouco solidária com gente de carne e osso.

Se todo mundo defender o direito da baratas, um dia vamos acordar com baratas na boca, nos ouvidos, na xícara do café da manhã. A mesma coisa: se não comermos os bois e as vacas, eles vão fazer uma manifestação na Paulista pedindo direito a pastos de graça (“os sem-pastos”) para garantir a sobrevivência de seus milhões de cidadãos bovinos.

Pergunto a esses adoradores de baratas: ele já pensou que as alfaces também sofrem? ela já pensou que quando come uma alface está interrompendo toda uma vida feliz de fotossíntese? Que as alfaces também choram? Malvados e insensíveis… 

 

A RÉPLICA:

O FILÓSOFO E AS BARATAS

Dr. Carlos Naconecy 

Não conheço tudo que Luiz Pondé escreve, mas, no que se refere aos animais, meu colega filósofo dá belos escorregões. No seu artigo “A Ética das Baratas”, na Folha de S. Paulo on-line, de 16/9/2013, ele nos brinda como uma boa demonstração de quão raso pode ser o nível de argumentação de um filósofo profissional, ainda que se trate de um intelectual com pretensões pop. Chega a ser constrangedor, para quem tem a mesma filiação acadêmica do autor do texto, ler o que ele se propôs a escrever. Pondé dispara afirmações, como se fossem argumentos, contra a noção de consideração moral pelos animais. Pior que isso, quando argumenta, seus argumentos não são apenas ruins, mas tolos.

Pondé sugere que o vegetarianismo se leva muito a sério, a ponto de beirar o ridículo. Para ilustrar essa ideia, ele evoca o pensamento do filósofo Peter Singer, que popularizou a temática animal durante as últimas décadas. Pondé mostra que, se leu Singer, não o compreendeu: o australiano não disse que “bicho é gente (porque também sente dor)”. Singer disse, sim, que bicho é suficientemente semelhante a nós a ponto de merecer uma consideração moral também semelhante quanto ao seu sofrimento e a sua dor. Apenas isso.

Pondé também convida seu leitor a “olhar para a natureza a sua volta” a fim de constatar que ela é “a maior destruidora de vida na face da Terra”. Isso, supostamente, ofereceria um argumento para matarmos, sem qualquer remorso, os animais a nossa volta. Afinal, na natureza os mais fracos são eliminados; nenhum animal respeita o outro; pelo contrário, eles se matam.

Mas o que se pode deduzir desse dado de realidade? Ora, Pondé pode até optar por destruir as vidas dos animais sem pestanejar, mas não pode se basear no que ocorre na natureza para justificar tal escolha. Tampouco um homicida poderia dizer a mesma coisa, em sua defesa, em qualquer tribunal criminal deste país. Também tenho certeza de que, se a própria esposa de Pondé adoecesse, ele não usaria a natureza, que “elimina os mais fracos”, como modelo de conduta, deixando-a morrer. Estou certo de que ele levaria sua companheira para um hospital e faria o que fosse necessário para que ela continuasse bem viva ao seu lado. Então por que, em se tratando da nossa relação com os animais, a implacável lei do mais forte deve servir de orientação para o comportamento humano?

Dos animais comestíveis, Pondé passa para o caso das baratas. Se ele estivesse correto, a corrente filosófica chamada de Ética da Vida seria simplesmente absurda. Os acadêmicos dessa área sabem que esse tema envolve discussões filosóficas cirúrgicas e é foco de publicações acadêmicas respeitáveis. De qualquer maneira, Pondé pergunta surpreso “como assim ‘não se deve matar nenhuma forma de vida'”? A linhagem dos pensadores em prol do Respeito pela Vida, tendo Albert Schweitzer como mentor filosófico, nunca sustentou tal ideia. O que ele e outros tantos já defenderam é que eu não devo matar nenhuma forma de vida quando isso puder ser feito com um mínimo de esforço de minha parte, isto é, sem implicar um significativo prejuízo pessoal ou impedir a condução de uma vida minimamente boa. De qualquer forma, o ônus dessa justificação, o ônus probanti, estaria com aquele que destrói vida – e não com aquele que a preserva.

Pondé, corretamente, nos lembra de que uma vida se sustenta de outra para continuar existindo. Mas quem precisa esmagar uma barata como o único meio para garantir a sua sobrevivência, a preservação de sua saúde ou de sua integridade física? E se Pondé opta por fazer isso, é por outro motivo que não o ecológico: repugnância estética, desconforto psicológico, condicionamento social ou algo que o valha. Essa atitude de desrespeito pela vida permitiria a destruição não apenas da barata nojenta, mas também a eliminação do cão pestilento, da criança com deformidade física e de qualquer coisa mais que venha a mobilizar sua suscetibilidade biocida.

Nesta perspectiva, pergunta-se, o que haveria para ser respeitado? Ora, tudo aquilo que respira sobre a face da Terra (Pondé, eu e baratas inclusive) nos mostra que valoriza a própria vida, em si mesma, ao buscar de forma autônoma e ativa aquilo que o beneficia. Ou ao evitar e resistir àquilo que ameaça a sua existência (como o sapato de Pondé). É justamente esse esforço contínuo em permanecer vivo e evitar a morte que deve receber nosso respeito. Neste sentido, não há um vazio axiológico no inseto. Por quê? Porque uma barata, enquanto estiver viva, está permanentemente valorando coisas: ela prefere comer a passar fome, proteger-se a desabrigar-se, calor ao frio, escuro à claridade, enfim, ela prefere viver a morrer – e viver bem, enquanto barata.

É claro que um inseto não lança e nem é capaz de lançar mão dos mesmos recursos que Pondé se utiliza, no seu dia a dia, para atingir esse intento. Diferentemente de uma barata, Ponde, eu e o restante da humanidade usamos nossa racionalidade abstrata e criatividade, desenvolvemos ciência e construímos civilizações para manter nossa existência nos padrões humanos. Sob essa ótica, portanto, haveria apenas e tão somente uma diferença de sofisticação e complexidade entre pessoas e insetos nesse processo de manutenção de um modo especifico de vida e de valoração existencial.

A propósito, o artigo em questão me fez recordar que afirmei anos atrás, durante uma entrevista de televisão, em horário nobre, ao vivo, que não se deveria matar as baratas que invadissem a nossa casa. Por quê? Ora, o problema a ser resolvido era a presença dela no nosso recinto – e não a sua existência neste planeta. Caso haja um desagrado estético ou um incômodo psicológico com a presença desse inseto, existem modos não letais de evitar que ele compartilhe o mesmo espaço de alguém. E há modos não letais de fazê-lo deixar de compartilhar esse mesmo espaço, uma vez dentro dele. Meu entrevistador logo emendou a seguinte objeção: mas a barata não transmite germes e bactérias nocivas à saúde humana? Respondi que os sapatos dos amigos que veem a minha casa também carregam germes e bactérias, e eu não os mato por causa isso. No mesmo ano dessa entrevista, defendi uma tese de doutorado (em Filosofia) sustentando exatamente esta ideia – Respeito pela Vida –, na qual mencionei, da primeira à última página, baratas, formigas e moscas para ilustrar meu ponto. E não me lembro de alguém na banca de avaliação ter rido do que eu disse à época.

Nenhum animal é um “zero moral”. Nossa relação com insetos inclusive não se dá em um vazio ético absoluto. Eles não são meras coisas, passíveis de serem destruídas sem o menor escrúpulo. Matar um animal, por mais minúsculo ou insignificante que ele possa parecer, não é moralmente equivalente a destruir um brinquedo de plástico. Nem mesmo a vida de uma singela barata é gratuita e esbanjável. E isso não é filosoficamente tão risível quanto o Sr. Pondé desejaria que fosse.

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Carlos Naconecy é filósofo (UFRGS) e doutor em Filosofia (PUCRS). Foi pesquisador visitante em Ética Animal na Universidade de Cambridge, Inglaterra. É membro do Oxford Centre for Animal Ethics. Dentre outras publicações, é autor do livro Ética & Animais, edipurs, 2006.

 

Um banheiro chic para o gato

Olha que bonito e “privativo” ficou esse banheiro para gato:

caixinha do gato

Reciclagem para o Dia dos Animais

Em homenagem ao Dia dos Animais aí vão algumas ideias:

Para fazer com aquele Mac antigo:

mac gatos

Vai jogar sua maquina de lavar fora? Então use o plástico da porta para fazer uma janela de cão:

janela para cão - tampa de maq de lavar

E aqueles tecidos que sobraram? Podem servir para fazer a alegria de seu gato:

gato na rede

Como limpar xixi de gato – receita caseira

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Independente do motivo, depois que o xixi está feito quem tem que viver com o cheiro somos nós. Mesmo que a gente limpe super bem, a possibilidade de ficar um resquício do odor é grande – talvez a gente nem perceba tanto, afinal nosso olfato é uma porcariazinha. Mas o olfato do gato…ah, esse é fenomenal, e ele vai sentir aquele resquício de cheiro, e achar que ali é um novo banheiro, e pimba, xixi de novo no mesmo local!

Existem vários produtos no mercado que prometem tirar o cheiro, mas o que vamos fazer aqui é passar uma receitinha que é muito eficaz, fácil e barata.

Ingredientes:
vinagre branco
bicarbonato de sódio
detergente de louça
água oxigenada a 3%

1. Se o gato fez xixi recentemente no carpete, tapete ou estofado, primeiro absorva o máximo possível da urina usando toalhas de papel ou uma toalha velha. Não esfregue, mas sim pressione com força a toalha sobre a área e vá trocando por limpas até que não absorvam mais nada.
Se o xixi é antigo e só sobrou o cheiro, você pode detectar o lugar exato usando uma lâmpada negra. Em um ambiente escuro a mancha de urina ficará fluorescente sob a luz ultra violeta. Ou, na falta de uma lâmpada dessa, você pode usar seu nariz e ir cheirando até descobrir o lugar exato 🙂

2. Depois de secar a urina, umedeça a área com uma solução de 50% de vinagre branco com 50% de água. Coloque em um borrifador e borrife o suficiente para que penetre até as fibras mais profundas. Deixe agir por algum tempo. Depois do tratamento com vinagre seque o local o máximo possível. Você pode usar toalhas de papel como descrito acima.

3. Salpique uma porção de bicarbonato de sódio sobre a área afetada. Misture ¼ de xícara de água oxigenada a 3% com uma colher de chá de detergente para louça, e borrife a solução sobre o bicarbonato de sódio. (NÃO usar detergente para máquina de lavar louça!)
CUIDADO: não use água oxigenada mais forte do que 3% (ou 10 vol.), porque ela poderá descorar o tecido. Sempre use a solução em uma pequena área escondida antes, para testar.

4. Esfregue bem no tecido, escovando com uma escova de limpeza, escova de dente, ou mesmo usando seus dedos. Deixe secar. Depois de completamente seco aspire o bicarbonato seco que ficou. Use uma escovinha para soltá-lo, se necessário. Você pode ajudar no processo de secagem com um aquecedor ou ventilador.

Em algumas receitas que pesquisamos o bicarbonato de sódio (cerca de 1 colher de sopa) é misturado direto com a água oxigenada e o detergente. Essa receita é para áreas pequenas. Para áreas maiores aumente as quantidades proporcionalmente.

O ácido acético do vinagre irá neutralizar a amônia, e a água oxigenada é um oxidante poderoso capaz de matar as bactérias que causam o cheiro da urina. O bicarbonato de sódio é um desodorizador que absorve odores.

Importante: como a urina do gato contém amônia, nunca use produtos a base de amônia para limpá-la, isso só vai piorar o problema.

Pisos de madeira e de cerâmica também pode ser limpos com essa solução. A urina é absorvida pela madeira, portanto deve ser limpa o mais rápido possível. Pisos de cerâmica são mais fáceis porque não são tão porosos, mas o rejunte absorve o xixi rapidinho também. SEMPRE utilize a solução em uma pequena área escondida, para ver se não mancha!!

Xixi nos livros!!

Dai é complicado mesmo, e na maioria das vezes, o estrago é permanente. Mas, demos uma pesquisada e encontramos a seguinte dica, dada por uma bibliotecária gateira. Vale a pena tentar antes de dar o livro por perdido:

Se o xixi acabou de acontecer e o livro está molhado, antes de mais nada absorva o excesso com um pano ou toalha de papel (não esfregue!).
Coloque o livro dentro de um saquinho plástico tipo ziplock, grande o suficiente para conseguir abrir o livro e virar as páginas sem abrir o saquinho. Coloque um punhado de bicarbonato de sódio dentro do saquinho, e alise para tirar o excesso de ar (não precisa tirar tudo, só não deixe o saquinho ‘gordinho’).
Deixe o livro com o bicarbonato de sódio dentro do saquinho por alguns dias, e nesses dias, sempre que vc passar por ele dê uma sacudida para que o bicarbonato se espalhe. Abra o livro e deixe as páginas virarem enquanto o bicarbonato está ‘voando’ dentro do saquinho, para que todas as páginas entrem em contato com ele, principalmente perto da costura. Preferivelmente, faça isso umas 4x por dia, e no final do dia, tire o livro do saquinho, jogue fora o bicarbonato usado, e então coloque bicarbonato fresco novamente dentro do saquinho, coloque o livro, e feche novamente.
Pode levar alguns dias para o cheiro sair. Se levar mais do que uma semana, provavelmente o estrago foi tão grande que não tem conserto.

fonte: http://www.catsofaustralia.com/urinestainremoval.htm

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Categorias:ANIMAIS, SAÚDE, SOCIEDADE

Cães e Gatos: Disputa territorial e diversão motivam as perseguições

 

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Axl e gordo, convivência pacífica.

Eles brigam como cão e gato! Quem já não ouviu tal frase? Nos desenhos animados, cachorros perseguem felinos, reforçando a ideia de que os animais são inimigos mortais. E na vida real, a inimizade entre eles é verdadeira?
Nem sempre, segundo os veterinários. É certo que muitos cães não aceitam a convivência com gatos e vice-versa, mas eles não são espécies inimigas naturais, já que não há relação de predador e caça entre ambos. Cães não se alimentam de gatos!
Quando esses bichos se estranham, trata-se de uma disputa territorial, na maioria das vezes. O cachorro vê seu domínio invadido por outro animal e reage, latindo ou rosnando. O gato responde arrepiando os pelos e também emitindo sons característicos. O cão interpreta esses sinais como uma agressão ou provocação e a perseguição começa. Ele agiria da mesma forma com qualquer outro animal que representasse uma ameaça a seu território.
Além disso, cachorros adoram correr atrás de tudo o que se move rapidamente. Assim, um gato assustado parece uma ótima brincadeira. Tal comportamento aflora a memória genética de seus ancestrais, os lobos, que caçavam coelhos e pequenos roedores. Esse é outro motivo pelo qual cães perseguem gatos, parecendo caçá-los. Mesmo os cachorros que chegam a matar os felinos, não os comem; quando o “brinquedo” para de se mexer, perde a graça.
Mas nem sempre é assim. Em muitas casas, esses animais convivem pacificamente. Se ambos são criados juntos desde filhotes, tudo fica mais fácil. Caso contrário, a aproximação deve ser feita aos poucos. Os donos precisam ensinar para os bichos quais são os seus limites e até repreendê-los quando for necessário.

 

fonte: correio riograndense

Categorias:ANIMAIS

BOA CONVIVÊNCIA ENTRE CÃES

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Axl e Sam, meus pitts (irmãos de mesma idade e não castrados) mantém convivência pacífica.

Render-se ao estado de guerra entre os cães da casa e ter de desfazer-se de um deles ou mantê-los separados s demais, quando não era essa a intenção inicial, é uma derrota. Afinal, cada cão entra na nossa vida acompanhado das melhores expectativas.

Acontece que introduzir um cão onde há outros é uma empreitada a ser conduzida com estratégia. Mesmo porque na natureza não é comum as matilhas receberem bem novos membros vindos de fora – expandem-se graças aos filhotes que elas próprias produzem.

HIERARQUIA É HARMONIA

A tentativa de um cão se impor sobre outro na hierarquia da matilha é a principal causa das brigas entre cães. São os chamados testes de dominância, que se intensificam entre cães maduros, machos e fêmeas, a partir de dois anos de idade, aproximadamente. Definidas as posições de cada cão no grupo, reina aparente tranqüilidade – um rosnado ou mordida leve, de vez em quando, são pequenas agressões comuns na vida em grupo e costumam ser suficientes para prevalecer o convívio sem grandes confrontos.

Veja o que levar em conta ao ter vários cães:

Buscar diferentes grous de dominância: é a maneira de as posições hierárquicas logo se definirem. Cães com dominâncias semelhantes brigam sempre, sem jamais chegar a uma conclusão de qual é o dominante.

Respeitar a hierarquia: para os cães, o topo da hierarquia é ocupado pelo dono. Em seguida, na escala, vem o cão mais dominante. Ele tem direito a prioridade em tudo. Inclusive em receber agrados do líder, comida ou convites para subir na cama ou para brincar com ele. Dar esse tipo de atenção a outro cão antes – mesmo que seja um filhote – ou tirar algo do dominante e dar ao submisso, tumultua a hierarquia e induz o dominante a atacar o submisso para manter clara a supremacia. Ou o submisso a se encorajar a desafiar o dominante, julgando-se apto a substituí-lo. Se o dominante comer o alimento do submisso, deixe que ele se sacie e só depois sirva nova porção ao submisso. Se o dominante urinar num passeio, não permita ao submisso fazer isso no mesmo lugar – seu cheiro sobre o do dominante perturbará o equilíbrio hierárquico. Ao chegarem casa, o primeiro a ter direito à liberdade de movimentos é ele, o dominante. Solte-o antes.

Controlar o dominante e o submisso: sempre que o dominante der dentadas em um submisso, deixe clara a sua insatisfação: dê bronca no dominante. Mas também não permita ao submisso desafiar o líder. Ao pegá-lo dando o típico rosnado, dê bronca nele.

Cada cão com seus objetos: disputas hierárquicas serão evitadas se cada cão tiver o seu comedouro e bebedouro, a sua cama e os seus brinquedos.

Separação temporária: se um cão aborrecer outro por motivo contornável, como espaço insuficiente para descansar ou tomar sol, ponha o mais submisso em outro cômodo até resolver a situação.

Socializar e treinar obediência: cães socializados brigam menos e os treinados em obediência são muito mais controláveis.

COMO ENFRENTAR UM BRIGA

Diversos fatores podem causar confrontos entre cães na busca pela liderança, como o envelhecimento do dominante, a presença de um cão novo no grupo, alterações hormonais e até a atenção dada ao cão em posição inferior em detrimento do líder. Para reduzir os efeitos negativos das brigas:

  • Mantenha cada cão com sua coleira para ter onde segurá-lo quando necessário.
  • Tente separar cães grandes, em briga, direcionando sobre eles um ou mais baldes de água fria. Pode-se também puxar um cão em pleno ataque pelas pemas traseiras, levantando-as ao mesmo tempo, desde que a experiência indique que, ao ser contrariado, ele não atacará a pessoa.
  • Quando os briguentos estiverem separados, leve-os na guia para um bom passeio, um por vez, saindo antes com o mais dominante. Deixe os dois, depois, descansarem juntos sob supervisão temporária – cansados, após a caminhada, é pouco provável que voltem á brigar. Matilha unida caça unido e descansa unida, assim determina o instinto natural. Uma variante interessante é os dois cães passearem levados por condutores diferentes e se encontrarem em ambiente neutro, para interagirem à vontade, sempre na guia, é claro.

COMBINAR NOVATO COM VETERANOS

As características do cão novato em combinação com as dos veteranos influem muito nas chances de haver ou não brigas:

Dominância: o ideal é que o novato tenha um grau de dominância diferente dos veteranos. A opção menos arriscada é o novato ser mais submisso que os veteranos. Outra possibilidade é ele ser o mais dominante. Para avaliar as dominâncias, observe os cães interagindo. É mais dominante o exemplar que anda mais firme e direto em direção aos outros cães, de cauda mais erguida, que os encara mais, põe a cabeça e o pescoço por cima deles e quer montar sobre eles, rosna, tenta mordê-los, lhes tira o brinquedo. São sinais observáveis desde as seis semanas de idade, entre irmãos de ninhada. A dominância do filhote com 49 dias de idade pode ser medida pelo teste de Volhard (itens 3 a 5), que a divide em seis diferentes graus e está disponível aqui.

Sexos: briga menos um macho com uma fêmea e mais um macho com outro macho. Disputas entre fêmeas pela dominância costumam ser resolvidas com rosnados, mas elas podem protagonizar lutas mais feias que as dos machos, em certos casos. Por exemplo, se a submissa quiser acasalar com um macho e a dominante não permitir.

Características raciais: tendem a brigar menos os cães de companhia como o Poodle e Maltês, os de caça em matilha, como o Beagle, e os de caça em dupla com o caçador, como os retrievers. Os cães de rinha, como o American Staffordshire, o Bull Terrier e o Pit Bull, são os mais agressivos contra outros cães. Raças muito territoriais ou ligadas ao dono, como as de guarda e as de pastoreio, também brigam com cães, bem como terriers e teckels, aprimorados para tarefas solitárias.

O CONTATO INICIAL

É fundamental que o primeiro encontro entre o cão novato e os veteranos vá bem. Não é nada fácil reverter uma hostilidade surgida desde o início.

As chances de o primeiro contato ser pacífico aumentam quando se apresenta o cão novato aos veteranos fora do território de ambos. Pode ser em frente à nossa casa, na rua, se for tranqüila. Deixe os cães praticarem o ritual de reconhecimento até parecerem relaxados – eles vão se cheirar e interagir. Mantenha-os com as guias para uma eventual intervenção em caso de briga. Se houver mais de um cão veterano, apresente um por vez ao novato. Comece pelo líder e termine pelo mais submisso. Acabadas as apresentações, conduza o cão novato ao local onde ficará. Se o levar junto a um veterano, é bom lembrar que o cão dominante deve ser sempre encorajado a entrar na frente dos mais submissos, em qualquer ambiente. Observe-os por algum tempo para certificar-se de que tudo está bem. Se a apresentação transcorrer sem sinais de rivalidade, deixe o novato com os demais cães: eles precisam viver em “família”. Se houver dúvida quanto à boa receptividade do novato, a estratégia é deixá-lo primeiro com o cão veterano mais submisso, em local reservado, para formarem um laço de companheirismo. A matilha aceita melhor um novato se ele for amigo de um de seus membros.

Evite paparicar o filhote recém-chegado diante do cão dominante, para não bagunçar a hierarquia. Crie até uma associação positiva para a chegada dele, começando a dar, quatro semanas antes, menos atenção aos veteranos. E volte a dar mais atenção a eles quando o filhote chegar. De qualquer forma, não deixe o cãozinho recém-chegado a sós com os veteranos. Apesar de, em geral, o filhote ser bem aceito pelos cães adultos, há casos de ataques e a chance de lesões graves são altas.

CASTRAÇÃO

É a maneira se obter uma drástica redução na produção da testosterona, hormônio que torna os cães mais propensos a lutar. A castração ideal é feita antes dos oito meses, quando tanto o macho como a fêmea ainda não desenvolveram comportamentos de dominância – depois disso, mesmo castrados, eles poderão manter hábitos adquiridos antes, mas mesmo assim o problema diminui na maioria das vezes. A castração da fêmea evita também brigas por alterações hormonais, como pode ocorrer por ocasião do cio, do nascimento dos filhotes ou se houver gravidez psicológica.

A idade ideal da castração salta para mais de dois anos de idade no caso de fêmeas masculinizadas (aquelas que levantam a pata para urinar e são briguentas) – manter nelas o hormônio feminino por um bom tempo reduz a propensão a brigas.

fonte: cães e cia

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