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Archive for novembro \17\UTC 2012

Ursinho feito com meia usada

novembro 17, 2012 1 comentário

Aqui o passo a passo para fazer o ursinho:

 

Fonte:
http://themetapicture.com/this-is-how-you-create-a-teddy-bear-from-a-sock/

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Categorias:costura, Receitas, RECICLAGEM

FRUTAS: QUANDO COMER?

                                       

ESCRITO POR DR ERIC SLYWITCH

Diversas informações deixam o leitor confuso quando o assunto é “frutas”.

Algumas linhas de alimentação preconizam que elas sejam consumidas isoladamente. Outras sugerem que sejam utilizadas sempre com as refeições principais, mas para uns antes e para outros depois.

Vamos conversar sobre esse tema.

O funcionamento do estômago

O estômago tem a capacidade de acomodar cerca de 1500 mL numa única refeição.

Quando o alimento ingerido chega ao estômago, diversos estímulos são desencadeados para que ele possa misturar esse alimento, digerir os nutrientes e encaminhar o seu conteúdo para frente (para o intestino).

No momento que ingerimos o alimento ocorre o processo de acomodação e relaxamento na sua região mais alta (próxima do esôfago) para receber o que foi ingerido. Nesse processo há diversos mecanismos relacionados ao sistema nervoso central. Quando estamos descontraídos, essa acomodação é mais eficiente e os estímulos para produção das enzimas digestivas (do estômago e dos demais órgãos relacionados à digestão) se torna mais pronunciado. Por isso, faça as suas refeições em local calmo e com a mente tranqüila.

A parte mais baixa do estômago (próxima do intestino) “tritura” o alimento. Os seus movimentos começam cerca de 5 a 10 minutos após a ingestão da refeição e persiste enquanto há alimentos nele. Essa parte do estômago procura reduzir o tamanho dos alimentos para menos de 2 milímetros, pois só assim eles são “autorizados” a passar para o intestino.

Portanto, alimentos mal mastigados exigem mais atividade do estômago e demoram mais para serem liberados para o intestino e digeridos. Portanto, mastigue!!

O esvaziamento do estômago

De forma geral, após uma refeição, o alimento permanece 1 a 5 horas no estômago.

Para que o alimento saia do estômago existem algumas regras:

Quando a refeição ingerida é líquida: o esvaziamento ocorre a partir do momento que chega ao estômago.
Quando a refeição é quase líquida (contém alguns pedaços): o início do esvaziamento se dá após cerca de 5 minutos.
Quando a refeição é sólida: o esvaziamento começa após 20 minutos.
Os alimentos que contêm as seguintes característicasretardam o esvaziamento : ácidos, alta osmolaridade (muito doce ou salgado), ricos em calorias, elevado teor de fibras, elevado teor de gordura. Alimentos mal mastigados também demoram mais para sair do estômago.
Calorias – regra geral: o estômago libera para o intestino cerca de 200 calorias por hora

Isso tudo quer dizer que o tempo e a velocidade de esvaziamento do estômago é dependente de diversos fatores. A ingestão de um líquido ácido e que tenha maior osmolaridade (suco de limão com açúcar, por exemplo), tem um tempo de permanência maior no estômago, sendo diferente da ingestão de um copo de água (que também é líquida).

Combinações

O que conversamos anteriormente nos dá a base mínima necessária para conversarmos sobre as frutas com as refeições, ou longe delas.

De forma geral, um benefício muito importante para a saúde é a união, na mesma refeição, de alimentos ricos em ferro com vitamina C, pois isso favorece a absorção de ferro. A combinação clássica são as frutas com os demais alimentos, especialmente os feijões, cereais integrais e verduras. Afastar as frutas das refeições principais envolve alguns cuidados.

1- Consumindo as frutas sozinhas

A escolha por não misturar frutas com os demais alimentos (arroz, feijão…) é regra para algumas linhas “alternativas” de alimentação objetivando “facilitar” a digestão, pois quando em contato com os demais grupos alimentares a fermentação e a má digestão seria quase que inevitável, segundo eles.

Não temos estudos científicos que suportem essa observação e nem essas explicações (algumas delas pseudo-científicas). No entanto, é fato que muitas pessoas realmente se sentem melhores quando não fazem essa mistura.

Portanto, apesar de não haver respaldo científico para apoiar e incentivar essa separação, a sensação da pessoa que faz a combinação da refeição dessa forma pode justificar as suas escolhas e hábitos.

O maior cuidado nesse caso seria o de escolher sempre alimentos ricos em vitamina C (verduras e legumes) para compor as refeições principais, pois isso é importante para otimizar a absorção do ferro.

2- Consumindo as frutas com as refeições principais

Utilizar as frutas junto com as refeições significa consumi-las antes, durante ou depois, com arroz, feijão, salada…

Essa prática traz o benefício da união do ferro com a vitamina C (mais abundante nas frutas).

Antes, durante ou depois? Depende do objetivo!

a) Frutas antes – há pessoas que recomendam o seu uso antes da refeição com o objetivo de preparar o estômago para a digestão e para reduzir a vontade de comer doces após a refeição.

Essa “preparação do estômago” não é suportado por estudos científicos, pois nada muda com relação à chegada da fruta no estômago um pouco antes dos demais alimentos. Tudo será misturado por horas.

A redução da vontade de comer doces após a refeição é uma sensação individual e você pode fazer a experiência.

No estômago, o suco da fruta permanece menos tempo do que a fruta que foi comida (mastigada). As ácidas permanecem mais tempo do que as demais. Assim, se o objetivo de utilizá-la antes é de não misturar com a refeição ingerida na seqüência, isso só será possível se o tempo esperado após a ingestão do suco for de pelo menos 30 min, pois é esse o tempo necessário para que um copo de líquido (consumido isoladamente) seja esvaziado pelo estômago.

Se o líquido é ácido (laranja, limão, tangerina, tamarindo…) esse tempo pode ser maior. Frutas mastigadas permanecem mais tempo ainda.

b) Frutas durante ou depois – o uso de frutas (inteiras ou como suco) logo após a refeição traz o mesmo efeito que utilizá-las durante. Como o esvaziamento do estômago pode demorar 5 horas após uma refeição “caprichada”, consumir a fruta logo depois do almoço, inevitavelmente vai fazer com que ela encontre com os demais alimentos ingeridos. Para a absorção do ferro isso é excelente.

Para os que querem optar por separar as frutas das refeições, pelo menos 3 horas seria um tempo razoável para evitar que ela encontre os demais alimentos ingeridos anteriormente, mas lembre-se de ingerir verduras cruas em abundância na refeição para otimizar a ingestão de vitamina C.

Resumidamente

Por mais que existam explicações que justifiquem as vantagens fisiológicas de não misturar frutas com os outros alimentos, essas explicações, apesar de às vezes utilizarem termos científicos, não são científicas.

O que pode justificar retirá-las das refeições principais, ou da mesma alimentação que contenha outros grupos alimentares, é a sua sensação corporal e digestiva com essa combinação.

O ponto de maior atenção é: as frutas são excelentes fontes de vitamina C, que é o nutriente mais potente para favorecer a absorção do ferro contido nos alimentos. Não adianta comer alimentos ricos em ferro numa refeição e ricos em vitamina C em outra. O ferro e a vitamina C devem se encontrar no estômago na mesma refeição. Assim, se você não utiliza frutas nas refeições principais, utilize verduras e legumes (de preferência crus) em abundância nessas refeições.

Cerca de 1/3 da população mundial sofre de carência de ferro e essa porcentagem é a mesma para onívoros e vegetarianos. Não descuide!

fonte: alimentacaosemcarne.com

Categorias:SAÚDE, VEGetariANISMO

Tudo sobre a vitamina B12

Importantíssimo para VEGANOS, o texto do Dr ERIC SLYWITCH:

VITAMINA B12 (TUDO SOBRE A B12)

ESCRITO POR DR ERIC SLYWITCH

Vitamina B 12, ou Cobalamina, é um dos nutrientes mais comentados quando pensamos na alimentação vegetariana.

Há razões claras para a B12 estar em foco, mas também há exageros ao pensar que essa preocupação é apenas para vegetarianos.

Entremos em acordo: vitamina B12 e cobalamina são sinônimos!!

Nesse artigo vamos conhecer essa vitamina hidrossolúvel (solúvel em água) de cor rosa.

Recomendo que, após essa leitura, leia o texto “Vitamina B12: 30 informações importantes”, onde apresento os principais pontos de dúvidas que as pessoas têm.

Histórico 

Em 1824 já existiam relatos de uma doença (anemia perniciosa), geralmente fatal em 1 a 3 anos após o seu diagnóstico.

A solução terapêutica surgiu apenas em 1926 quando George Minot e Willian Murphy demonstraram que a ingestão diária de uma dieta contendo bife de fígado levemente cozido levava a uma remissão da anemia após alguns meses.

A vitamina B12, ou Cobalamina, foi isolada pela primeira vez em 1948 simultaneamente nos Estados Unidos e na Inglaterra.

Em 1963 foram descobertas suas primeiras funções metabólicas.

Em 1979 as suas funções metabólicas foram elucidadas e a sua síntese concluída.

Desde o seu desenvolvimento histórico 2 prêmios Nobel foram recebidos devido a ela.

Para que serve a B12 ?

Resumidamente: para a formação do sangue, manutenção do sistema nervoso e funcionamento normal da vitamina B9 (ácido fólico).

Quanto precisamos ingerir dessa vitamina ?

Precisamos absorver (transportar do intestino para o sangue) 1 mcg de B12 por dia.

Como a absorção dessa vitamina é cerca de 50% da quantidade ingerida, a recomendação de ingestão é dobrada e acrescida de uma margem de segurança.

As doses recomendadas podem apresentar pequenas variações de um estudo para outro, mas as que utilizamos como referência são:

IDADE mcg/dia
0 a 6 meses 0,4
6 a 12 meses 0,5
1 a 3 anos 0,9
4 a 8 anos 1,2
09 a 13 anos 1,8
Acima de 14 anos 2,4
GESTAÇÃO 2,6
LACTAÇÂO 2,8

A B12 E OS ALIMENTOS

Como essa vitamina é formada ?

A cobalamina é fabricada (sintetizada) por bactérias.

Portanto, são as bactérias quem produzem a vitamina B12.

Se são as bactérias que produzem a B12, por que ela pode ser encontrada nas carnes e no fígado ?

A presença de vitamina B12 nas carnes se deve ao fato de que os animais ingerem ou absorvem (quando produzidas pelas bactérias do seu trato gastrointestinal) a vitamina (produzida pelas bactérias).

A presença de vitamina B12 no leite e nos ovos se deve à passagem dela do animal para as suas secreções.

Aliás, 50 a 90 % da vitamina ingerida pelos animais é estocada no fígado. Por isso o fígado é citado como o principal “alimento” para obtenção de B12 e de alguns outros nutrientes.

A cobalamina não pode ser encontrada em alimentos de origem vegetal ?

Vamos deixar isso bem claro: quem produz essa vitamina são as bactérias !!

Da mesma forma que frango e peixe não são vegetais, bactérias também não são vegetais.

Plantas não produzem vitamina B12 !!!

Além disso, a B12 não é necessária para o metabolismo das plantas e, por isso, ela não é absorvida pelo vegetal.

Portanto, se existir B12 em qualquer alimento de origem vegetal isso ocorreu por contaminação bacteriana.

Pode também ocorrer vitamina B12 por contaminação das carnes, mas o alto teor de cobalamina existente nelas se deve à sua presença na própria carne (ingestão e absorção do animal) e não por contaminação.

Curiosidade

Morcegos de fruta obtêm B12 pelo consumo inadvertido de insetos nas frutas.

Morcegos mantidos em cativeiro recebendo uma dieta com frutas limpas (lavadas) morrem de neuropatia (doença dos nervos) decorrente de falta de B12 em 9 meses.

Nós temos bactérias no intestino grosso. Elas são capazes de produzir B12 para nós ?

Capazes de produzir sim. O problema é absorvê-la.

Os principais microorganismos intestinais que produzem a B12 se chamam actinomices.

Veremos mais adiante que o local que essas bactérias habitam (intestino grosso) é posterior ao local de absorção (60 cm finais do intestino delgado).

Não somos ruminantes. Não temos várias câmaras gástricas e nem a mesma abundância de flora desses animais. Não somos capazes de adquirir a B12 da mesma forma que as vacas.

Os estudos publicados até o momento, onde a flora intestinal humana foi otimizada na tentativa de melhorar a B12 do organismo, falharam em demonstrar que isso é possível.

A Índia é um país pobre onde as condições de higiene são precárias e grande parte da população come com a mão. Tudo a favor das bactérias e da proliferação de B12.

Um estudo na Índia com 15.000 pessoas, quase todas vegetarianas demonstrou que 54 % tinham baixas concentrações sanguíneas de B12.

Portanto: não confie nas bactérias como fonte de cobalamina na dieta vegetariana!
Vegetarianos ingerem menos B12 ?

Depende da quantidade de produtos animais ingeridos e de quem estamos comparando.

Alguns estudos demonstraram que onívoros:

Homens comendo 2400 kcal e 70 g de proteína – ingeriam 5,2 mcg de B12 por dia
Mulheres comendo 1400 kcal e 53 g de proteína – ingeriram 5,6 mcg de B12 por dia

A ingestão de fígado contribuía para essas diferenças.

Ingestão com a dieta vegetariana: 0,25 a 0,5 mcg/dia – proveniente principalmente de derivados de leite ou ovos ingeridos, assim como de alimentos fortificados.

Tudo é uma questão de comparação! Se um onívoro come poucos derivados animais, e um vegetariano come mais derivados animais, o vegetariano pode ingerir mais B12 que o onívoro.

Não dê mole para a B12!

O que leva as pessoas a se preocuparem com a B12 na dieta vegetariana é o fato dela poder estar ausente nos alimentos escolhidos (no caso dos veganos) ou em baixa quantidade (no caso dos ovolactovegetarianos).

No entanto, não podemos considerar apenas o que comemos, mas sim o que nosso organismo é capaz de fazer com o que comemos. A B12 é muito mais influenciada pelo nosso metabolismo do que pela quantidade que ingerimos.

Veja as como a deficiência está distribuída:

Vegetarianos: 50% dos indivíduos têm deficiência
Onívoros: 40% dos indivíduos têm deficiência.

Vamos conversar mais sobre essa questão mais à frente.

Inúmeros estudos demonstram que vegetarianos têm níveis sanguíneos mais baixos de B12 do que onívoros. No entanto, esses dados mostram que os onívoros também não apresentam níveis adequados da vitamina.

Se eu cozinhar o alimento perderei a B12 contida nele ?

A vitamina B12 é termoestável, ou seja, resiste à elevação de temperatura.

Pesquisas demonstram que ela se mantém estável a 100oC por longos períodos. Portanto ela resiste ao cozimento !

No entanto, a cobalamina é destruída na presença de pH > 9, oxigênio, íons metálicos (Cu, Mo, Mn) e agentes redutores (ascorbato).

Com relação à destruição por oxigênio, devemos lembrar que no alimento ela está protegida, pois se encontra ligada aos nutrientes.

As fontes de vitamina B12 (em mcg) nos alimentos (em 100 g):

Alimento Teor de B12 (em mcg)
Queijo mussarela 0,73 a 2,31
Queijo prato 1,50
Ricota 0,29 a 0,34
Ovo mexido (de galinha) 0,77
Leite de vaca semi-desnatado 0,46
Carne de frango sem gordura 0,40
Músculo bovino 3,16
Fígado bovino 70,58
Presunto magro 0,75
Bacon 0,00

Alguns alimentos no mercado brasileiro já são fortificados com essa vitamina.

Já ouviu falar sobre os análogos da Vitamina B12 ?

Existem algumas substâncias ingeridas muito parecidas com a vitamina B12, mas que não têm a mesma função dela. São os chamados análogos da vitamina B12.

Os análogos da B12 podem ser produzidos por técnicas de preservação de alimentos, pelo cozimento, pela microflora intestinal (as bactérias intestinais) e por algumas bactérias presentes em alimentos ou algas.

Esses análogos podem interferir com a absorção da B12 verdadeira (atrapalha a sua ligação com uma substância chamada Fator Intrínseco) ou apresentar efeitos tóxicos se absorvidos.

Alimentos não confiáveis como fonte de B12

Alimentos como algas marinhas e espirulina podem conter análogos da B12.

As algas, por um processo simbiótico com bactérias podem incorporar a B12 produzida pelas bactérias. As mais ricas são as Chlorella e Nori, mas os estudos sugerem que a B12 que elas contêm são inativas no nosso organismo. Além disso, podem alterar o exame de sangue (dosagem da B12), fazendo com que ela pareça mais elevada do que de fato é.

Nem as algas e nem os produtos fermentados de soja (missô, temphê, shoyu) podem ser considerados fontes confiáveis de B12.

O METABOLISMO DA VITAMINA B12

Para compreender melhor a cobalamina precisamos entender o seu metabolismo. Vamos lá!

Sempre que vamos estudar bioquímica ou fisiologia precisamos primeiro conhecer as regras do assunto. Eis as regras:

1- Só para relembrar a anatomia, a ordem dos compartimentos na digestão é (em negrito estão os pontos principais para entender a vitamina B12):
–    boca (tem enzimas digestivas e pH alcalino)
–    esôfago (serve apenas como passagem para o alimento). Mede 25 cm.
–    estômago (armazena e digere os alimentos, principalmente protéicos. Tem pH ácido). Mede 25 cm. Produz uma substância chamada fator intrínseco (guarde bem essa informação sobre o fator intrínseco. Ela será necessária para a leitura do resto do texto !!!)
–    Intestino delgado. É dividido em 3 porções:
a)    duodeno (tem cerca de 25 cm, recebe as secreções digestivas do pâncreas e da vesícula biliar e alcaliniza o conteúdo gástrico proveniente do estômago)
b)    Jejuno – mede 2 a 3 metros – função de absorção, principalmente.
c)    Íleo – mede 3 a 4 metros – função de absorção, principalmente.
–    Intestino grosso (Tem cerca de 1,5 m, alta concentração de bactérias e função de absorção de líquidos e outras substâncias)

2- quando ingerimos um alimento com B12 precisamos torná-la disponível. Aí entra o processo digestivo. Não existe B12 livre nos alimentos. É necessário haver ácido no estômago para que a B12 seja retirada dos alimentos.

3- É absolutamente necessário haver a produção de uma substância chamada Fator intrínseco. Quem produz o fator intrínseco é o estômago.

4- A vitamina B12 não consegue ser absorvida sozinha. Para ser absorvida ela precisa estar ligada ao Fator intrínseco. Portanto: se não há Fator intrínseco não há absorção de B12.

5- O Fator intrínseco só consegue se ligar à B12 em pH alcalino.

6- A absorção da B12 (ligada ao Fator intrínseco) ocorre no íleo terminal.

Vamos ver então como tudo ocorre.

Escreverei FI no lugar de Fator intrínseco.

Ao ingerirmos um alimento com B12, precisamos deixar essa B12 disponível para ser ligada ao FI.

Começa a digestão. O estômago é o principal órgão responsável pela liberação da B12 do alimento, através das suas enzimas, em pH ácido.

Ok: B12 liberada do alimento no estômago. Vamos unir o FI com a B12. Essa ligação ocorre no intestino (pH alcalino).

Agora temos a vitamina B12 ligada com o FI.

No final do intestino (nos últimos 60 cm do íleo terminal) esse complexo (FI + B12) é absorvido.

Essa absorção também depende de cálcio, pH alcalino (maior que 6) e componentes da bile (composto liberado pela vesícula biliar).

Pontos importantes

1- Quem tem estômago menos ácido, inclusive provocado pelo uso de anti-ácidos, tem risco maior de deficiência de B12.

2- Algumas pessoas têm problemas em produzir o Fator Intrínseco. Isso faz com que tenham dificuldade de absorver a B12, independente de consumirem boas fontes. A anemia decorrente dessa falha recebe um nome específico: anemia perniciosa.

3- Há um limite de absorção para a quantidade de B12 ingerida em uma única refeição.

A explicação se deve ao fato de que os transportadores do FI + B12 ficam cheios (saturados) e não conseguem absorver mais do que a oferta.

Podemos absorver em uma única refeição  1 a 1, 5 mcg de B12.

A capacidade de absorção volta ao normal após 4 a 6 h da primeira dose.

Assim, podemos absorver de 1 a 1,5 mcg a cada 4 a 6 horas.

Portanto, se forem feitas 3 refeições com boa quantidade de B12 podemos absorver 4,5 mcg por dia.

4- A maior concentração de bactérias intestinais está presente no intestino grosso, que é posterior ao local de absorção (intestino delgado final, ou íleo terminal). Temos uma válvula que impede que o conteúdo do intestino grosso volte ao delgado. Se essa válvula está incompetente, o retorno do conteúdo fecal piora a absorção da B12 no intestino delgado.

O que ocorre depois que a vitamina B12 é absorvida ?

Ela é transportada para diversas células. Ocorrem diversas reações complexas.

Dessas reações, o que é interessante saber é que quando há pouca vitamina B12 o nível sanguíneo de 2 compostos ficam elevados:  o Ácido Metilmalônico e a Homocisteína.

Por que saber isso ?

Porque podemos dosar essas substâncias no sangue. Se encontrarmos os seus valores elevados é possível que haja falta de B12.

No entanto, essa dosagem é completamente dispensável para a avaliação da B12.

O ARMAZENAMENTO E O CONSUMO DA B12

Quanto um adulto pode armazenar de Vitamina B12 ?

Cerca de 3 a 5 mg.

Aproximadamente 50 a 90 % está no fígado.

Se o estômago for completamente retirado (gastrectomia total) ocorrerá falta do FI. Quanto tempo irá demorar para surgir anemia por deficiência de B12 ?

O tempo depende do estoque de B12 que a pessoa tem antes da cirurgia.

Alguns autores demonstraram que isso geralmente demora de 4 a 7 anos quando os estoques estão cheios.

Por que demora esse tempo todo ?

O que ocorre é que o organismo tem meios de reaproveitar a vitamina.

O nosso próprio organismo elimina uma pequena quantidade de B12. Ela é lançada no intestino pela vesícula biliar e sai pelas fezes.

Ao invés de eliminá-la pelas fezes o nosso organismo consegue colocá-la de volta no organismo. Esse ciclo é chamado de ciclo êntero-hepático (ciclo que leva a vitamina do êntero (intestino) para o hepático (fígado)).

Esse ciclo reaproveita 1 mcg/dia de B12, o que corresponde a 10 a 60% da vitamina que é excretada por essa via.

Somando os fatos:

Estoque de B12 3 a 5 mg (3.000 a 5.000 mcg)
Reaproveitamento 1 mcg/d  (ciclo êntero-hepático)

Se não ingerirmos nada de B12 (ou não tivermos mais o FI) os nossos estoques serão suficientes para 2500 dias (6,8 anos) ou mais.

Mas atenção!! Jamais confie nesse cálculo!! Ele é apenas para divertir quem estuda fisiologia, pois como as variações individuais são muito grandes, não encontramos isso na prática.

Encontramos inclusive pessoas com elevada ingestão de B12 com deficiência.

Quem ingere muita B12 também pode ter deficiência!

Parece estranho, mas é verdade.

A B12 tem uma capacidade limitada de ser absorvida, mas um potencial muito elevado de ser utilizada pelo corpo em situações distintas.

Pessoas com atividade intelectual ou mental excessiva tendem a consumir mais B12.

Além disso, nossa vesícula biliar pode lançar até 10 mcg de B12 ao intestino diariamente. Se o potencial de absorção do nosso organismo não for bom, perderemos quase a totalidade dela. Lembre-se de que, uma dieta onívora pode não alcançar essa quantidade de B12. E mesmo que alcance, não é adequado que a pessoa consuma todas as fontes de uma só vez, pois conseguimos absorver até 1,5 mcg a cada 4 ou 6 horas.

Assim, na melhora das possibilidades (absorvendo 1,5 mcg a cada 4 horas), o máximo de absorção pelo alimento será 9 mcg por dia.

Isso quer dizer que a pessoa pode ficar com um balanço negativo, mesmo comendo adequadamente.

A DEFICIÊNCIA DE VITAMINA B12

Os sinais e sintomas da deficiência de B12

Os sintomas neurológicos são os predominantes na falta de B12. Raramente encontramos anemia por deficiência de B12.

Na deficiência de B12 a célula vermelha (blasto) fica grande (mega), e por isso chamamos a anemia (quando ela ocorre) de megaloblástica.

Os sintomas mais comuns que encontro em consultório são ligados à redução da atividade cognitiva (concentração, memória e atenção), com desconforto para as atividades intelectuais, levando à dispersão, queixa de memória, além de formigamento nas pernas após pouco tempo com elas cruzadas.

Esses sintomas regridem após uso da B12.

Outras associações que ocorrem na deficiência: ateroma (acúmulo de placas de gordura nos vasos sanguíneos), defeito de formação do tubo neural (alteração que faz com que crianças nasçam com sérias alterações na coluna vertebral e paralisia das pernas irreversível), esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado).

Em estágios mais avançados, a pessoa pode ter sintomas psiquiátricos (depressão, transtorno obscessivo-compulsivo, manias) e pode até entrar em coma.
Como pode ocorrer a deficiência por B12 ?

Existem algumas formas de ocorrer deficiência de B12. Vejamos as mais comuns :

1) Por deficiência alimentar
Isso só pode ocorrer se não houver ingestão de alimentos de origem animal (carnes, ovos e lácteos); portanto nos veganos.

2) Distúrbios da absorção de B12

a)    Má absorção da cobalamina alimentar

Ocorre em pessoas com pouca secreção de ácido no estômago (lembre-se de que a B12 precisa ser separada do alimento e isso ocorre principalmente no estômago, em meio ao pH ácido).

Essa situação é mais comum em idosos (podem apresentar hipocloridria – pouco ácido no estômago). Pode ocorrer também em pacientes que tiveram o estômago retirado em cirurgias (tumores, por exemplo).

b)    Insuficiência pancreática

Alteração da secreção do pâncreas e dificulta a ligação da B12 com o FI.

Esse tipo de alteração pode ser decorrente do alcoolismo.

c)    Alteração no funcionamento do FI (Fator Intrínseco)

Alguns indivíduos podem ter alterações no sistema imunológico fazendo com que as suas células de defesa destruam outras células benéficas do próprio organismo. Isso se chama alteração auto-imune com produção de auto-anticorpos.

Isso pode ocorrer com o FI. O organismo cria anticorpos que destroem ou atrapalham a absorção do FI.

Sem FI disponível não conseguimos absorver a B12.

Esse tipo de anemia se chama anemia perniciosa.

d)    Infestação de bactérias no intestino delgado

A contaminação de bactérias do intestino grosso no intestino delgado chama-se “Síndrome do intestino delgado contaminado”.

As bactérias intrusas competem com o nosso organismo para consumir a B12 que chega ao final do intestino delgado (lembre-se que a absorção do FI+B12 ocorre nos 60 cm finais do intestino delgado).

Esse tipo de complicação pode ocorrer em pessoas com divertículos (com estagnação), passagem anormal do cólon para o delgado (fístulas) ou estreitamentos intestinais (doenças inflamatórias intestinais).

**OBS – o intestino grosso tem 10.000 vezes mais bactérias do que qualquer outra região do trato gastrointestinal.

e)    Ressecção intestinal

Pacientes que realizaram cirurgias e não têm mais o final do intestino delgado e podem desenvolver deficiência.

f) Doenças que cursam com má absorção alimentar

Aqui são incluídas diversas condições ou doenças que podem causar má absorção (não apenas de B12). Exemplos: sensibilidade ao glúten, lesão por radiação (radioterapia para pacientes com câncer em região abdominal).

g) Interação medicamentosa

Inúmeros medicamentos podem dificultar a absorção da B12.

3) Por perda ou excesso de consumo do organismo

Na prática, observo ser o motivo mais frequente.

Podemos perder pelas vias biliares (que lançam a B12 do sangue ao intestino).

Podemos consumir demais pela demanda intelectural.

O DIAGNÓSTICO DA DEFICIÊNCIA DE B12

Como saber se estou com deficiência de B12 ?

Fique atento aos sinais e sintomas da deficiência vitamínica.

Porém isso apenas não é suficiente.

O diagnóstico de deficiência de B12 não pode ser feito baseado apenas nos sinais e sintomas de um indivíduo.

A constatação por exames laboratoriais é muito importante.

Muitos estudos demonstraram que cerca da metade dos indivíduos que têm a vitamina B12 em níveis baixos no sangue não apresentam sintomas consideráveis. Eu percebo que eles têm sintomas, mas nem imaginam que é por falta de B12.

O acompanhamento médico é fundamental.

Quais são os exames laboratoriais que podemos utilizar ?

Alguns exames podem auxiliar no diagnóstico.
Na prática, basta a B12.

Hemograma: pode demonstrar a anemia (hemoglobina e hematócrito reduzidos) e o tamanho da célula (a parte do hemograma que mostra o tamanho é o VCM – volume corpuscular médio).
Se a anemia se torna mais grave ocorre diminuição das células de defesa (neutropenia) e das plaquetas (trombocitopenia).

Atenção :

Pessoas com baixa concentração de B12 no sangue podem mostrar células de tamanho normal. Portanto: hemograma normal não significa B12 normal no sangue !!

Lembra daquele estudo comentado anteriormente da Índia com 15.000 pessoas, quase todas vegetarianas, que demonstrou que 54 % tinham baixas concentrações sanguíneas de B12? Esse estudo demonstrou que apenas 10 pacientes por ano eram vistos no hospital local com anemia megaloblástica.

Reticulócitos:
 são as células vermelhas jovens. Na deficiência de B12 os seus níveis sanguíneos ficam reduzidos (para o grau da anemia). Esse exame pode ser influenciado por outros nutrientes e condições clinicas.

Dosagem de B12 no sangue: é o método padrão para diagnosticar deficiência de B12 (definida quando o valor está abaixo de 150 ou 200 pg/ml, dependendo do método de dosagem utilizado). No entanto já foi observado deficiência em pessoas com níveis normais de B12 no exame (350 pg/ml).
Vitamina B12 abaixo de 490 pg/ml (quando a referência vai de cerca de 200 a 900 pg/mL) deve ser corrigida!

Ácido Metilmalônico: Na deficiência de B12 ocorre aumento do ácido metilmalônico (esse aumento não ocorre na deficiência de ácido fólico). Esse aumento pode ser detectado no sangue e na urina.
Esse exame é caro e, na prática clínica, dispensável. É usado mais para pesquisas clínicas.

Homocisteína: se eleva na deficiência de B12 (e também na de B9 e B6). Algumas doenças como hipotireoidismo e doença de Down podem alterar o nível desse composto, assim como diversos medicamentos. A avaliação da homocisteína exige muitos cuidados. Esse exame pode ser dispensado para a avaliação da B12.

Holotrascobalamina II: é a proteína que transporta a B12 no sangue. Não costuma ser feito no Brasil. Como você pode imaginar, é extremamente caro.

Dosagem sanguínea de anticorpo anticélula parietal e de anticorpo bloqueador do fator intrínseco: serve para diagnosticar a anemia perniciosa. O anticorpo bloqueador do FI é mais específico.

Dosagem de folato (vitamina B9) no sangue: pode ser usado na dúvida da etiologia da anemia (B 12 ou B9). A dieta vegetariana é rica em vitamina B9 (ácido fólico). Isso pode mascarar a deficiência de B12, que muitas vezes só é diagnosticada quando surgem alterações no sistema nervoso. A deficiência de B9 causa manifestações muito parecidas com as da deficiência de B12, exceto pela neuropatia.

Atenção !! Todo exame laboratorial deve ser corretamente interpretado pelo seu médico!
TRATANDO A DEFICIÊNCIA DE B12

Para elevar os níveis de B12 no organismo e assim tratar a deficiência há algumas possibilidades:

1-   Via injetável

Eu já utilizei muito essa forma de correção e raramente utilizo atualmente, pois a via oral (desde que em dose adequada e por período adequado), é muito mais eficiente e fisiológica para essa correção.  Eu não sugiro mais essa forma de correção. Costumo deixar a via injetável para quadros de emergência neurológica por privação de B12.

Essa forma de tratamento (via injetável) é a mais antiga e mais conhecida pelos médicos. Sendo assim, é a mais utilizada e divulgada.

2- Via oral

A via oral também pode ser utilizada para tratar a deficiência, desde que o seu médico saiba prescrever a quantidade e freqüência necessária para tratá-la.

Essa forma de correção pode ser muito segura, mesmo para quem nao tem estômago. Mas atenção! A dose a ser utilizada é o que determina a segurança dessa forma de uso.

É a forma que tenho recomendado.

Quando menos de 5 mcg de B12 cristalina é ingerida de uma só vez, cerca de 60% é absorvida.
Quando se usa uma dose de 5000 mcg, cerca de 1% é absorvida.

Não há relato de toxicidade pelo uso excessivo de B12.

A resposta após o tratamento com B12.

A via injetável traz efeitos muito rápidos de bem estar em quem tem deficiência de B12, mas pode trazer alterações em alguns minerais no organismo, com efeitos finais nocivos ao organismo.

A B12 injetável leva ao aumento rápido da B12 sanguínea, mas tende a ocorrer redução rápida também.

A via oral (em dose adequada e por tempo adequado) apresenta resultados excelentes e duradouros no tratamento da deficiência. É a forma que tenho feito há alguns anos com resultados excelentes.

A manutenção da vitamina B12

Nesse momento vamos entender que os seus níveis de B12 estão adequados, e pretendemos mantê-los adequados.

1- Com o uso da B12 diária, por via oral

A dose preconizada para isso é de 5 mcg de B12 por comprimido, no mínimo. Alguns suplementos no mercado apresentam doses maiores do que essa, como 10 ou 15 mcg. Não há problema em utilizá-los.

Na minha experiência profissional, verifico que essa dose é insuficiente para manter os níveis adequados. São pouquíssimas pessoas que conseguem fazer uma manutenção com doses tão baixas.

2- Com o uso da B12 semanal, por via oral

A dose de manutenção preconizada para ser tomada 1 vez por semana é de 2.000 mcg.

No entanto, na minha prática profissional, também observo que essa dose não é adequada. A dose para uso semanal, além de individual, para ser eficiente, deve ser bem maior que essa.

3- Com o uso da forma injetável

Para isso pode ser utilizada uma aplicação de B12 com cerca de 5.000 UI a cada 6 meses ou um ano.

Essa é a recomendação médica que existe na literatura e que eu mesmo prescrevi por algum tempo. No entanto, atualmente raramente prescrevo dessa forma, pois tenho visto que a via oral é muito mais eficiente.

Sugiro não confiar na aplicação semestral da B12 intramuscular.

4- Com a alimentação

Muito cuidado aqui!! Os alimentos que contém B12 ativa são as carnes, queijos, leite e ovos, além dos alimentos enriquecidos.

A ingestão de B12 por meio de derivados animais precisa ser constante e em quantidade adequada. Apenas para termos uma idéia, a quantidade de leite necessária para conseguirmos uma quantidade diária mínima de B12 seria de cerca de 650 mL por dia.


Se eu consumir mais alimentos integrais e melhorar minha flora intestinal, vou melhorar a absorção de B12?

O uso de alimentos integrais melhora a flora intestinal. Isso pode até ocasionar uma maior produção de B12, mas ela não será absorvida de forma eficiente.

Pelos inúmeros motivos descritos anteriormente nem a sua flora e nem qualquer alimento de origem vegetal (nem algas e nem fermentados !!!) são capazes de suprir adequadamente a vitamina B12.

 

VITAMINA B12 (30 INFORMAÇÕES IMPORTANTES)

Vitamina B12.  Esse assunto não é polêmico, mas tenho recebido diversas dúvidas por e-mail e dos pacientes que atendo devido a dados desencontrados, tanto de profissionais de saúde, quanto de pessoas adeptas ao vegetarianismo ligadas a filosofias e à espiritualidade.

Nesse artigo vamos conversar sobre diversos assuntos, que vão desde os sintomas da deficiência, tratamento e até questões filosóficas.

 

 

Apenas para relembrar: vitamina B12 só é encontrada em carnes, leite, queijos, ovos e suplementos. A B12 encontrada em algas e alimentos fermentados é diferente da que necessitamos para o nosso metabolismo.

Cerca de 50% dos vegetarianos têm carência de vitamina B12
Cerca de 40% dos não vegetarianos têm carência de vitamina B12

 

1)    Quais são os primeiros sintomas da deficiência?

A deficiência de vitamina B12 traz sintomas bastantes inespecíficos, o que, algumas vezes, dificulta o diagnóstico clínico (por meio de sinais e sintomas), sendo necessário a avaliação por exames laboratoriais para descartar outros problemas com sintomas semelhantes.

O sintoma mais precoce que tenho visto em pacientes que atendo são queixas de formigamento nas pernas após poucos minutos sentado com as pernas cruzadas. Da mesma forma, as queixas de redução da atividade cognitiva (concentração, memória e atenção) são regra. Na deficiência de B12 há dificuldade de manter a atividade intelectual com conforto.

A deficiência de B12 pode se manifestar com alteração da sensibilidade dos pés e das pernas, redução da propriocepção (a pessoa tem dificuldade de perceber adequadamente o próprio corpo) e sintomas psiquiátricos.

A anemia por falta de B12 pode ocorrer, mas é menos comum do que os sintomas neurológicos citados acima.

2)    Por que alguns profissionais não chegam à mesma conclusão no diagnóstico da B12?

A resposta é bem simples: porque nenhum profissional consegue saber tudo de todos os assuntos. O acúmulo de conhecimentos faz com que exista a necessidade de especialistas em diversas áreas. Isso não é uma fragmentação do todo, mas sim uma necessidade de aprofundar mais algumas áreas do conhecimento.

O diagnóstico da deficiência da B12 é claro quando o profissional conhece o assunto, e não há margem para equívocos quando há esse domínio.

3)    Como fazer o diagnóstico da falta de B12?

Esse diagnóstico é feito, basicamente, pela avaliaçaõ da B12 no sangue, associado ou não aos sintomas de deficiência. O diagnóstico pode ser complexo em algumas poucas situações, e depende dos exames que temos em mãos. Na maioria das vezes é muito simples.

4)    A dosagem da vitamina B12 no sangue

Esse exame é o mais comumente utilizado, e sujeito a muitos erros de interpretação. Para entendermos o porquê, é necessário conhecermos a forma que ele foi elaborado.

No passado, foram recrutadas cerca de 250 pessoas aparentemente normais, sendo coletado o sangue dessas pessoas. Dos valores encontrados, 95% delas estavam entre 200 a 900 pg/mL de vitamina B12.  Assim, esse valor foi utilizado como faixa de normalidade.

Veja que problema é essa faixa de normalidade! Primeiro: a normalidade foi estabelecida de forma muito subjetiva. Segundo: a faixa é muito ampla (200 a 900 pg/mL, o que já sugere uma flexibilidade exagerada na análise dos dados).

Com marcadores sanguíneos diferentes, verificamos que estar nessa faixa de normalidade não significa estar com bons níveis sanguíneos.

Logo abaixo veremos os níveis que ela deve ser mantida.

5)    Então a avaliação da B12 no sangue não é útil para o diagnóstico?

Ela é útil sim, inclusive é o melhora parâmetro de análise, mas deve ser avaliada com critério pelo seu médico, pois é necessário correlacioná-la com outros dados clínicos e laboratoriais.

6)    Ouvi dizer que a dosagem de B12 não é adequada para o diagnóstico, pois ela é feita no sangue, e não dentro da célula (intracelular).

A dosagem da B12 no sangue é muito útil para o diagnóstico sim! Os níveis no sangue refletem os níveis dentro das células.

A deficiência de B12 pode ser dividida em 4 estágios. Nos 2 primeiros estágios, os compostos que ficam alterados (já decorrentes da falta de B12) só podem ser dosados em laboratórios muito especializados, e por isso não conseguimos o diagnóstico precoce. Nesses dois estágios iniciais, a B12 já está baixa dentro da célula (no plasma intracelular), e por isso os compostos ficam alterados.

No terceiro estágio, outros compostos estão alterados, como a homocisteína e o ácido metilmalônico. Portanto, a alteração desses 2 compostos, que podemos dosar, já indica uma deficiência mais avançada.

No quarto e último estágio, além das alterações já descritas, podem aparecer os sintomas e alterações no hemograma.

Assim, desde os estágios mais precoces da deficiência a B12, ela já se encontra reduzida dentro das células. A B12 no sangue simplesmente reflete a B12 intracelular.

7)    Então quais são os exames necessários para avaliar a B12?

A dosagem da B12 no sangue sempre deve ser feita. É o primeiro exame que deve ser pensado para avaliá-la.

A dosagem da homocisteína e do ácido metilmalônico (que se elevam na deficiência da B12) podem ser utilizados, mas na prática, são desnecessários.

O hemograma, para ser utilizado, depende de muita habilidade de quem o lê, pois diversos fatores interferem nos parâmetros que podem indicar a deficiência de B12.

8)    A B12 deve sempre permanecer acima de 490 pg/mL!!

Esse número não é um número mágico e muito menos arbitrário.

Estudo publicado há vários anos já demonstrou que quando a B12 está abaixo de 490 pg/mL (sendo a referência de 200 a 900 pg/mL), ela já é potencialmente deficiente.

Outro estudo demonstrou que quando a B12 está abaixo de 350 pg/mL, muitas pessoas podem apresentar sintomas de deficiência de B12, especialmente relacionados ao sistema nervoso.

9)    Qual é o valor ideal que a B12 deve ser mantida?

Essa pergunta pode ser respondida de formas diferentes.

A melhor forma de avaliar isso é por meio de diversos exames interligados, pois a B12 muda vários parâmetros do nosso metabolismo.

Assim, como regra simples, utilizando como referência um estudo científico que fez essas correlações com dezenas de indivíduos (vegetarianos e não vegetarianos), podemos seguir as seguintes diretrizes:

– quando a B12 no sangue está acima de 490 pg/mL, raramente um indivíduo tem carência de B12;
– a homocisteína é outro parâmetro, e deve permanecer sempre abaixo de 8 mcmol/L.Essa dosagem é dispensável.

Assim, a dica é:

Mantenha sempre a B12 acima de 490 pcg/mL. A homocisteína deve permanecer abaixo de 8 mcmol/L.
Pessoas com níveis abaixo de 490 pg/mL podem ou não estar com deficiência de B12, mas isso só pode ser avaliado por um médico que domine o assunto.

10)    Talvez você se confunda ao avaliar os exames laboratoriais.

Talvez não, com certeza haverá confusão, pois essa avaliação deve ser feita pelo seu médico.

Não basta olhar as referências de normalidade nos exames, pois é necessário conhecer diversas condições do organismo. Avaliação de exames não se faz simplesmente olhando as faixas de normalidade.

11)    Tratamento da deficiência e manutenção são coisas diferentes

Quando a pessoa está com deficiência há necessidade de tratar a deficiência, elevando os níveis de B12 para valores seguros. Após a pessoa ter níveis adequados de B12, o suplemento ou a alimentação, é utilizada para manter esses níveis adequados.

Assim, a dose e freqüência de uso da B12 para tratar a deficiência são diferentesdo utilizado para a sua manutenção.

12)    O custo da B12

A B12 é barata. Algumas pessoas questionam que a necessidade de uso da B12 é uma mentira inventada pela indústria farmacêutic para ter lucro, mas isso não é verdade. Ela é muito barata, além de ser necessária. Basta avaliar os sintomas de quem tem deficiência, o que corresponde a cerca de 50% das pessoas.

13)    Absorção da B12

Após ingerida, retirada do alimento (o que depende em parte do ácido do estômago), ligada ao Fator Intrínseco (produzido no estômago), a B12 é absorvida no final do intestino delgado. Só para relembrar: para a B12 ser absorvida em condições fisiológicas, ela deve estar ligada ao fator intrínseco.

Precisamos absorver, para manter os níveis de B12 no organismo, cerca de 1 mcg de B12 por dia. A recomendação de ingestão diária de 2,4 mcg para um adulto leva em consideração o fato de que conseguimos absorver a metade do que ingerimos numa dieta onívora, de forma geral.

A absorção intestinal é limitada. A B12 não entra aleatoriamente no organismo. No intestino há “seguranças” (receptores de B12) que permitem a entrada de cerca de 1 a 1,5 mcg de B12 a cada 4 a 6 horas. Dessa forma, se você pensou na matemática, calculou que, considerando 3 refeições, podemos absorver até 4,5 mcg de B12 por dia.

Pronto! É aqui que começa a confusão, pois medicina é diferente de matemática!!

Vamos começar pela manutenção e depois falaremos sobre o tratamento da deficiência.

14)    Manutenção dos níveis de B12

Nesse momento vamos entender que os seus níveis de B12 estão adequados, e pretendemos mantê-los adequados.

14.1- Com o uso da B12 diariamente, por via oral

A dose preconizada para isso é de 5 mcg de B12 por comprimido, no mínimo. Alguns suplementos no mercado apresentam doses maiores que essa, como 10 ou 15 mcg. Não há problema em utilizá-los.

Na minha experiência profissional, verifico que essa dose é insuficiente para manter os níveis adequados. São pouquíssimas pessoas que conseguem fazer uma manutenção com doses tão baixas. As doses de manutenção não podem ser padronizadas, pois a variação de necessidade de uma pessoa para outra são enormes. Um pessoa pode necessitar menos que 10 mcg por dia ou até mais que 2.000 mcg por dia.

14.2- Com o uso da B12 semanal, por via oral

Há tempos atendi uma pessoa que fez o seguinte cálculo: se preciso ingerir 2,4 mcg de B12 por dia, isso significa que devo tomar uma dose única semanal de 16,8 mcg (2,4 mcg x 7 dias). Esse cálculo é lógico para a matemática, mas não para a biologia.

A dose de manutenção preconizada para ser tomada 1 vez por semana é de 2.000 mcg.

No entanto, na minha prática profissional, também observo que essa dose não é adequada. Atendo muitas pessoas tomando essa dose que estão fazendo manutenção da deficiência. A dose para uso semanal, além de individual, para ser eficiente, costuma ser bem maior que essa.

Mas por que devo tomar 2.000 mcg 1 vez por semana se consigo absorver apenas 1 a 1,5 mcg a cada 4 ou 6 horas? Não vou perder o que ingeri?

Mais uma vez: biologia e matemática são coisas diferentes.

Quando a B12 ingerida é proveniente da alimentação, ou de suplementos com baixas doses, a regra de absorção de 1 a 1,5 mcg a cada 4 ou 6 horas é válida, pois os “seguranças do intestino” (os receptores intestinais) conseguem limitar a entrada da B12.

No entanto, quando uma megadose de B12 é administrada ocorre um “arrastão de B12”, que entra no intestino passando por cima dos “seguranças”.

Tecnicamente dizemos que a absorção de B12, que segue o processo de pinocitose, passa a ser por difusão.

Assim, apenas para ilustrar, a B12 é uma pessoa que quer entrar numa festa (dentro do organismo). Para isso ela chega na porta, onde está o segurança da festa (o receptor intestinal), que a deixa entrar conforme as suas possibilidades. No entanto, se há muitas pessoas (uma multidão) para entrarem na festa, elas começam a pular o muro.

14.3- Com o uso da forma injetável

Para isso pode ser utilizada uma aplicação de B12 com cerca de 5.000 UI a cada 6 meses ou um ano.

Essa é a recomendação médica que existe na literatura e que eu mesmo prescrevi por algum tempo. No entanto, raramente prescrevo dessa forma, pois tenho visto que a via oral é muito mais eficiente. Sugiro não confiar na aplicação semestral da B12 intramuscular.

14.4- Com a alimentação

Muito cuidado aqui!! Os alimentos que contém B12 ativa são as carnes, queijos, leite e ovos, além dos alimentos enriquecidos.

A ingestão de B12 por meio de derivados animais precisa ser constante e em quantidade adequada. Apenas para termos uma idéia, a quantidade de leite necessária para conseguirmos uma quantidade diária mínima de B12 seria de cerca de 650 mL por dia.

Muitos vegetarianos que utilizam derivados animais, tendem a reduzir o consumo desses produtos, o que torna a ingestão de B12 ainda menor.

São raros os pacientes ovolactovegetarianos que atendo com níveis adequados de B12, após anos de dieta vegetariana.

E mesmo ingerindo até mais que o preconizado (2,4 mcg), você pode ter deficiência, pois essa vitamina depende muito mais do funcionamento do nosso organismo do que da quantidade que ingerimos.

Não complique! Dose a B12 no sangue!

A biodisponibilidade da vitamina B12 nos alimentos

De forma geral, a quantidade de B12 que conseguimos absorver dos seguintes “alimentos” é a seguinte:

Alimento Biodisponibilidade da B12 (%)
Carne vermelha 56 a 77
Peixe 42
Frango 61 a 66
Leite 65
Ovos menos do que 9

O teor de B12 nesses alimentos é variável (veja a tabela no meu livro: Alimentação sem carne – guia prático; na página 61)

15)    Tratamento da deficiência

Para elevar os níveis de B12 no organismo e assim tratar a deficiência há algumas possibilidades:

15.1-    Forma injetável

Eu já utilizei muito essa forma de correção, raramente utilizo atualmente, pois a via oral (desde que em dose adequada e por período adequado), é muito mais eficiente e fisiológica para essa correção.  Eu não sugiro mais essa forma de correção.

Essa forma de tratamento (via injetável) é a mais antiga e mais conhecida pelos médicos. Sendo assim, é a mais utilizada e divulgada.

A quantidade de aplicações, a sua freqüência e a dose de B12 em cada aplicação deve ser levada em consideração de acordo com as características da pessoa tratada e da sua evolução frente às aplicações.

2- Via oral

A via oral também pode ser utilizada para tratar a deficiência, desde que o seu médico saiba prescrever a quantidade e freqüência necessária para tratá-la.

Essa forma de correção pode ser muito segura. É a que tenho recomendado.

PERGUNTAS FREQÜENTES

16)    Por que antes as pessoas não falavam da deficiência de vitamina B12? Essa descoberta é recente?

Os maiores estudos científicos com populações vegetarianas começaram a ser publicados na década de 70. Esses estudos começaram a demonstrar que os vegetarianos tinham baixa ingestão de B12 (no caso dos ovolactovegetarianos) ou nula (no caso dos veganos).

Em novembro de 1993, o parecer oficial da Associação Dietética Americana já recomendava, explicitamente, que os vegetarianos fizessem a suplementação dessa vitamina.

Portanto essa recomendação é antiga e já adotada pelo menos desde 1993.

17)    Conseguíamos B12 do solo e da pouca higiene dos alimentos na antiguidade?

Provavelmente, e historicamente não. Não vou entrar em aspectos religiosos da existência humana, mas apenas em questões históricas.

Há mais de 3 milhões de anos existiu um hominídeo que chamamos Paranthropus bosei . Segundo suas características fósseis eram vegetarianos.

Esse hominídeo não era exatamente como nós, e se alimentavam de partes dos vegetais que nós hoje não conseguimos. Eles foram dizimados na era das glaciações, pois houve escassez de alimentos vegetais.

Todos os demais hominídeos, incluindo os nossos descentes, eram onívoros. Eles comiam carne e não era pouca.

A idéia do ser humano antigo numa vida completamente harmônica com a natureza não encontra respaldo em inúmeras pesquisas. A vida era bem selvagem (talvez não menos, mas uma forma diferente da que é hoje). A história da medicina e nutrição mostra claramente as inúmeras carências nutricionais que sempre existiram, mas que não eram diagnosticadas por falta de conhecimento na época. As descobertas vieram aos poucos, como é de se esperar.

Os nossos remotos ancestrais conseguiam a B12 provavelmente porque comiam carne.

18)    Se precisamos suplementar a vitamina B12 quer dizer que a dieta vegetariana não é adequada ao ser humano?

Não, não quer dizer isso.

Em diversos ciclos da vida e condições orgânicas pode ser necessário o uso de suplementos. Isso pode ocorrer por baixa ingestão dos alimentos ou nutrientes, por dificuldade de retirarmos o nutriente do alimento ou por problemas no organismo que fazem com que a sua absorção, utilização ou perda seja comprometida.

Todas as descrições que farei agora são para as pessoas onívoras.

Como exemplo, a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que as crianças, dos 6 meses aos 2 anos de idade, recebam suplementação de ferro, frente ao elevado índice de anemia nesse período. É estimado que metade das crianças com menos de 5 anos e 1/3 das gestantes no Brasil tenham carência de ferro.

A suplementação com ácido fólico é feita para mulheres que querem engravidar. Diversos obstetras prescrevem rotineiramente suplementações vitamínicas e minerais para gestantes. A gestação exige aporte de ferro extra, com suplementação.

O Instituto de Medicina dos Estados Unidos recomenda que as pessoas com mais de 50 anos de idade utilizem suplementos de B12, pois pelo menos 30% dessa população mostra deficiência dessa vitamina.

O iodo é adicionado ao sal que consumimos, para que esse mineral chegue a pessoas que moram em regiões distantes do mar. A sua falta causa sérios problemas mentais em crianças (cretinismo), além de dificuldade de produção de hormônio da glândula tireóide.

A fortificação das farinhas com ferro e ácido fólico não visa atingir os vegetarianos, mas sim a população onívora.
Como você pode notar, mesmo os onívoros estão sujeitos a diversas deficiências nutricionais.

O fato que incomoda alguns profissionais de saúde é o fato de que mesmo com uma dieta bem balanceada, uma dieta vegana não supre todos os nutrientes (por causa da B12).

No entanto, assim como o ferro, a B12 depende muito mais do nosso metabolismo, do que da quantidade que ingerimos. Enquanto 50% dos vegetarianos apresentam deficiência de B12, isso ocorre com 40% dos onívoros da América Latina. Veja que a diferença é pequena!

19)    Há pessoa que são vegetarianos há anos e não têm sintomas de deficiência de vitamina B12. Como explicar isso?

O nosso organismo pode estocar a B12 por muitos anos.

Uma pessoa com bom estoque de B12 precisa absorver, diariamente, 1 mcg de vitamina B12 proveniente da dieta para manter os bons níveis dela.

Por meio da secreção biliar, 1 a 10 mcg de vitamina B12 são lançados diariamente no intestino e ela pode retornar para o sangue após ser absorvida.

Assim, conseguimos “reciclá-la” evitando a sua perda intestinal por meio desse ciclo que chamamos êntero-hepático (do intestino para o fígado). No entanto, mesmo com esse ciclo preservado, pequenas perdas de B12 para as fezes ocorrem e os seus níveis sanguíneos são reduzidos. Assim, quem não ingere B12, vai perdendo gradativamente a que tem no organismo.

Existe a possibilidade do indivíduo excretar muito pouca B12 pelas vias biliares ao intestino e reabsorvê-la com muita eficiência, fazendo com que mantenha a B12 no organismo facilmente. São poucos os indivíduos com essa habilidade.

Pessoas que são vegetarianas há muito tempo podem não ter sintomas de deficiência, mas costumam apresentar níveis baixos dela. Com isso, compostos que dependem da B12 para serem metabolizados ficam alterados e isso é nocivo para a saúde.

Lembre-se que diversas alterações orgânicas são assintomáticas, mesmo sendo nocivas. Para ilustrar, o colesterol elevado não traz sintomas, assim como o início de problemas renais e hepáticos também não. Muitos órgãos no nosso corpo “avisam” que estão com problemas apenas quando o seu comprometimento limita 70 a 80% das suas funções. A sua artéria carótida (que fica no pescoço e leva sangue ao cérebro) pode ter uma obstrução (entupimento) de mais de 50% e não trazer sintoma algum.

Não é prudente aguardar os sintomas aparecerem para verificar o que ocorre. Um bom profissional de saúde está apto a fazer uma avaliação para verificar como está a sua saúde.

Na minha experiência profissional, vejo que praticamente todos os indivíduos com níveis baixos de B12 têm sintomas, mas esses sintomas não são atribuídos à falta de B12 até que seja mostrado à pessoa que não é normal sentir o que ela sente. Esses sintomas desaparecem ao utilizar a B12.

20)    Só após 5 anos de dieta vegetariana devo começar a me preocupar com a B12?

Claro que não! Essa idéia surge pelo fato de podermos estocar a B12 e o estoque ser possível para o seu uso por 3 a 5 anos.

Preste bem atenção: a matemática nem sempre serve para as ciências biológicas. E nesse caso, definitivamente, não serve!

O cálculo do estoque que dura 5 anos é teórico. Além disso ele parte do princípio que o estoque está cheio no momento que a pessoa se torna vegetariana. Ledo engano!

Tenho pacientes, vegetarianos há 1 mês, com deficiência de B12. Claramente o problema não é devido à dieta vegetariana, pois o tempo de prática dela não seria suficiente para isso. Há fatores orgânicos e dietéticos que influenciam o estoque de B12.

Portanto, vegetariano ou não, você deve avaliar a B12 desde já. Todo profissional que recebe no consultório alguém que tem e intenção de se tornar, ou que já é vegetariano, deve dosar os níveis de B12 dessa pessoa imediatamente, não importando o tempo e o tipo de dieta seguida.

Todo profissional que acompanha vegetarianos deve solicitar a dosagem de B12 na primeira consulta, independente da pessoa ter sintomas ou do tempo que é vegetariana.

Não falo isso apenas baseado em estudos publicados, mas sim pela experiência em consultório. Tem muito vegetariano com baixos níveis de B12! E da mesma forma, muitos onívoros com carência dela!

21)    Ciência e espiritualidade

Não existe diferença entre ciência e espiritualidade.

Ciência é um conjunto de métodos lógicos que permitem a observação sistemática de fenômenos empíricos visando a sua compreensão. A idéia de buscar uma explicação satisfatória que demonstre o funcionamento das leis físicas e divinas não exclui a rejeição do “sobrenatural”. No entanto, esse “sobrenatural” também tem regras que devem ser descobertas.

Se alguém diz que consegue materializar a B12 no seu próprio organismo sem ingeri-la, e após análise verificamos que realmente isso ocorre é porque há leis para isso. Essa pessoa tem algo diferente que permite isso. A ciência simplesmente vai investigar, sem preconceitos, como isso pode ocorrer.

Um pesquisador que utiliza animais em experimentos está tentando fazer ciência, da mesma forma que outro que repudia essa atitude. Ambos estão atrás de respostas, mas com conceitos éticos completamente divergentes. Não confunda: ciência busca explicações. O ser humano é que escolhe como fazer isso: de forma ética ou não.

Podemos aplicar a ciência em todas áreas da nossa vida, desde os relacionamentos humanos, nas áreas mais técnicas da biologia e das ciências exatas, assim como nas religiões e filosofias espiritualistas.

A ciência e a espiritualidade devem chegar ao mesmo consenso. Quando isso não ocorre é porque uma delas, ou ambas, ainda não conseguiu decifrar as leis de funcionamento da vida.

Cuidado com o ser humano: gostamos de ouvir aquilo que gostamos de ouvir. Sem imparcialidade não há condições de um julgamento adequado.

Quem defende um ponto de vista de forma parcial não pode ter uma visão ética dos seus propósitos. Não são as leis divinas que têm que se adaptar às nossas convicções, mas sim as nossas impressões se ajustarem às leis divinas após exaustivas verificações com olhar não tendencioso.

Seja neutro nas suas avaliações e confira os resultados com a prática.

Seja qual for a filosofia que você segue, não descuide da B12, pois ela é um fator de atenção nas dietas vegetarianas e não vegetarianas.

22) De onde vem a B12 utilizada nos suplemento?

A B12 é proveniente de cultura de bactérias em laboratório.

Preste atenção se você for utilizar produtos comprados em farmácias, pois alguns deles podem conter alguns derivados animais. O fato é que a B12 provém de bactérias.

23) Algas, alimentos fermentados e o levedo de cerveja contém B12?

Nenhum desses alimentos podem ser considerados fontes seguras de B12. Apesar de algas e alimentos fermentados, como o missô, poderem apresentar pequenas quantidades de vitamina B12, ela é considerada uma forma inativa da vitamina, não sendo adequada aos seres humanos.

Muitas algas necessitam de B12 para o seu desenvolvimento e metabolismo e, por um processo simbiótico com bactérias (que são as produtoras de B12), incorporam essa vitamina. As algas Nori e Chorella são as que apresentam teor mais elevado. No entanto, nenhuma delas, até o momento, se mostrou adequada para corrigir os baixos níveis de B12 apresentados em humanos que se submeteram a testes de correção ingerindo essas algas.

Portanto, nenhuma alga deve ser consumida com o intuito de obtenção de vitamina B12. Não se arrisque!!

24) Consumo ovos, derivados de leite e alimentos fortificados. Devo me preocupar com a B12?

Sim, deve! Apesar de esses produtos conterem B12, a quantidade necessária para a manutenção do organismo, via de regra, não é mantida a longo prazo. São inúmeros os pacientes ovo-lactovegetarianos que atendo com baixos níveis de B12. Apesar desses indivíduos ingerirem B12, e o decaimento teórico dela no sangue ser mais lento do que o dos veganos, a longo prazo costuma haver redução dos níveis sanguíneos.

25) Posso utilizar a B12 sem saber como está o seu nível no meu organismo?

Como não há relato de efeitos tóxicos por excesso de B12 na literatura científica, podemos considerar que ela é uma vitamina bastante segura (quanto a toxicidade) para uso, mesmo se você estiver com bons níveis no sangue.

No entanto, seu uso sem correta avaliação pode causar consumo metabólico de outros elementos no organismo.

A importância de saber como estão os seus níveis sanguíneos se faz para a definição da conduta terapêutica (tratar a deficiência ou fazer apenas a manutenção), assim como para saber se outros cuidados devem ser tomados em conjunto.

26) Devo utilizar a B12 proveniente de farmácia de manipulação ou das indústrias farmacêuticas?

Para se utilizar qualquer produto proveniente de farmácias de manipulação deve-se ter o cuidado de conhecer bem a farmácia e a qualidade dos insumos que ela trabalha.

Os produtos provenientes de grandes marcas da indústria farmacêutica costumam ser confiáveis.

27) Quais os cuidados que devemos ter na gestação e infância com relação à B12?

Nesses ciclos da vida sempre é recomendada a suplementação de B12, independente do indivíduo consumir ovos ou laticínios.

Para bebês e crianças costumo prescreve-la na forma de xarope.

É importante realizar a dosagem de B12 para todas as gestantes e bebês.

Mulheres, vegetarianas ou não, que pretendem engravidar devem, obrigatoriamente, avaliar a B12. A vitamina B12 tem a mesma importância que o Ácido Fólico para a formação do bebê.

Gestantes e crianças: toda a atenção deve ser tomada com relação à B12.

28) O consumo de carne garante um bom estado nutricional de vitamina B12?

Não, não garante!

Tanto é que 40% das pessoas que comem carne têm carência dessa vitamina, enquanto que isso ocorre com 50% dos vegetarianos. Veja que a diferença é pequena.

29) Por que podemos ingerir boa quantidade de B12 e mesmo assim ter deficiência?

Porque ela depende mais do seu metabolismo do que da sua dieta.

Há 2 formas principais para perdermos a B12 que está no nosso organismo.

Uma delas é pelo processo de reciclagem intestinal que todos nós temos (tecnicamente chamamos isso de ciclo êntero-hepático). Nossa vesícula biliar pode lançar até 10 mcg por dia de vitamina B12 no intestino. O intestino procura colocá-la de volta no sangue. Essa quantidade lançada ao intestino e a habilidade dele reabsorver a vitamina é variável de pessoa para pessoa. Uma dieta rica em carnes, queijo e ovos (fontes de B12) dificilmente conseguirá atingir 7 mcg. Isso significa que pode haver mais perda pelas fezes do que a pessoa consegue ingerir.

30) Minha recomendação

Dose sempre a B12 no sangue. Esse exame deve fazer parte de qualquer avaliação nutrológica.

As doses para correção ou manutenção são variáveis e não é possível estabelecer uma dose padrão para todas as pessoas.

 

fonte: alimentaçãosemcarne.com

Categorias:SAÚDE, VEGetariANISMO

REAPROVEITANDO: Calça de moletom vira Cama para Gato!!!!!

Material:
* 1 calça de moleton que não serve mais;
* Enchimento de acrílico. Um pacotão custa 24,00, usei 1/6 do pacote = R$4,00
*Tesoura, linha, agulha e 1 hora de trabalho
Corte as pernas da calça bem rentes ao “cavalo”. Se precisar, peça ajuda ao Iuri
Encha as duas pernas com o acrilico. Bem cheinho ficará mais fofo.

Junte uma perna na outra e costure com pontos invisíveis.

Depois junte a outra extremidade e costure para formar uma “boia”.

Descosture o elástico da calça, para ganhar mais tecido

A sobra de tecido que fica no “cavalo” da calça, deve ser cortada e unida com pontos invisíveis para que fique um retângulo  Este retângulo será o fundo da boia.

Vá unindo o retangulo à boia, sempre com pontos invisíveis. Use as costuras laterais das pernas como guia, assim facilita a união. Costure toda a volta mas, antes de fechar tudo, encha com acrílico o retângulo e aí sim, termine de fechar. Remexa o enchimento para dar formato arredondado e uniformizar o enchimento.

Pronto! Agora coloque do lado correto e chame o seu gato para fazer o controle de qualidade.

Gato é exigente! Ele virá “amassando” um pouquinho e vai confirmar que está bem fofinho.

Um bocejo será inevitável…

Enrola as patas feito buda…

E se afunda no macio que ficou… relaxante…

Nossa, isso aqui é bem quentinho…

Cindi! Deixe-o dormir! Farei uma para você também!
Uma cama boia com 58 cm de diâmetro, custa em média R$ 60,00 nas lojas especializadas. Com um pouco de habilidade, você faz uma quase de graça. Se quiser usar um moletom novo, nos supermercados ele pode custar entre R$ 10,00 e R$ 15,00 e o enchimento R$ 4,00 o que totalizará R$15,00 a R$20,00. Gastei 1 hora de trabalho, aproveitando este sábado molhado e gelado com 10° de temperatura e fiz meu gato feliz!!

ALIMENTAÇÃO VEGANA PARA ANIMAIS

Como vegana, acho importante abordar esse tema. O veganismo é uma opção de vida fundamentalmente ética, logo a alimentação dos animais de estimação dos veganos é uma questão controversa.

Se por um lado um vegano respeita todas as formas de vida, o que implica não sujeitar os outros à sua opção de alimentação/vida
vegana, não deveria submeter um animal a uma alimentação vegetariana. Mas por outro lado comprar comida “normal” para animais domésticos é dar apoio à mesma indústria da carne, com toda a sua crueldade, exploração, desperdício e danos ambientais, à qual o veganismo se opõe.

Os cães e os gatos podem receber uma dieta vegetariana, mas não são veganos por natureza – os cães são omnívoros e os gatos são carnívoros. Embora ambos pertençam à classe dos carnívoros, isso não é muito significativo, pois o urso panda também pertence à mesma classe e é quase vegano. No entanto, é necessário estabelecer dietas especiais para gatos, pois estes precisam de um aminoácido chamado taurina, encontrado nos músculos de animais. Parecem não ser capazes de sintetizá-lo em quantidades suficientes, ao contrário dos humanos e dos cães.
Já se desenvolveu a taurina sintética, usada em alimentos comerciais (não vegetarianos), para gatos. Os animais que não comerem carne devem receber estes ou outros suplementos, pois a sua deficiência
pode causar cegueira e mesmo a morte do animal. Os gatos precisam ainda de vitamina A pré-formada e ácido araquidonico. Todos os alimentos veganos para estes felinos contêm esses ingredientes essenciais, e as empresas que os comercializam incluem-nos nos seus produtos.

Não fica mais caro dar uma dieta vegana a um animal de estimação, pois rações de qualidade também não são baratas. E mesmo quando se opta por usar comida “caseira” em vez de rações, os
ingredientes mais caros como castanhas e sementes são tão concentradas em energia e nutrientes que são necessárias pequenas quantidades para os deixarem saciados. O dono de um animal ao decidir dar-lhe uma dieta vegana tem apenas de ter atenção à alimentação, de forma a que não falte nenhum nutriente essencial.
Alimentar cães e gatos com uma dieta vegetariana por vezes tem ainda a vantagem de evitar alergias e outros problemas de saúde.

Onde encontrar ração vegetariana:

Nem todas as rações são veganas, mas todas são vegetarianas.

 

Veggie Pets
http://www.veggiepets.com
Loja online com rações vegetarianas e veganas para cães e gatos, de várias marcas
disponíveis no mercado.

 

Rações Fri-Ribe
http://www.fri-ribe.com.br

Fri-Dog Premium – Vegetariana – Ração 100% vegetal, com 25% de proteínas, à venda no
Brasil. Recomendada para alimentação diária de cães adultos de todas as raças e
portes.

 

Amí
http://ami.aminews.net
Produtos alimentares totalmente vegetarianos para cães e gatos. Sem corantes, nem conservantes nem
produtos transgênicos.

 

 

Referências:
http://www.vegetarianismo.com.br/animais.html
http://www.vegepets.info

PESQUISA DIZ: Pit bull perde para dachshund em ataque a pessoas

Como ainda existe polêmica sobre a agressividade da raça Pit Bull, resolvi publicar aqui uma pesquisa feita pela Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos.

Apenas faço antes a ressalva que nenhuma raça é agressiva gratuitamente. Os cães refletem a personalidade dos donos e, principalmente, o modo de criação. A raça pit bull como qualquer outra raça animal (inclusive a humana) tem sua personalidade moldada pelo aprendizado na infância. Assim o Pit Bull e o humano criados com carinho e respeito serão ambos animais equilbrados e carinhosos quando adultos.
 
Feita a ressalva, vamos a matéria:
“Nem pit bull nem rottweiler. O cão mais feroz do mundo é o dachshund, mais conhecido no Brasil como salsicha ou cofap. Segundo uma pesquisa feita pela Universidade da Pensilvânia, um em cada cinco representantes dessa raça já atacou ou tentou atacar estranhos, sendo que um em cada 12 avançou contra os próprios donos.
A vice-liderança dos bravos não é menos curiosa. Atrás do simpático salsichinha, está o chihuahua. A raça é a menor do mundo, mede entre 15 cm e 23 cm. É chamado de “o rei dos toys”, mas apresenta na pesquisa alta taxa de ataques a estranhos. Os menos agressivos, de acordo com o estudo são: bernesses, golden retrievers, labradores, são-bernardos, britanny spaniels e greyhounds.

As raças com fama reconhecida de maus, como pit bulls e rottweilers, apresentaram média de agressividade considerada normal, ou baixa, no que diz respeito a ataques contra estranhos. O levantamento norte-americano foi feito com 6.000 proprietários de cachorros de 30 raças diferentes durante dois anos. O estudo será publicado na próxima edição da “Applied Animal Behavior Science”, respeitada publicação da área.

O pit bull acabou redimido pela pesquisa. Só entra em sexto lugar na lista dos mais agressivos por ter alta taxa de investida contra outros cães (22%). A favor da raça que já esteve envolvida em vários casos de grande repercussão e até com vítimas fatais, os 6,8% de ataque contra estranhos é pequeno em comparação com os 20,6% do dachshund. A diferença, claro, está na força do golpe. “Uma mordida de um pit bull sempre causa mais estragos, ao contrário de uma de um dachshund”, diz James Serpell, diretor do Centro para a Interação dos Animais e Sociedade da Escola de Medicina Veterinária da Universidade da Pensilvânia.

O resultado surpreendeu até os pesquisadores. “Não esperávamos que as raças consideradas agressivas apresentassem números de ataques abaixo da média e os fofinhos, acima”, diz ele.

Os pesquisadores alertam sobre a diferença dos resultados da nova pesquisa comparados a outros levantamentos que usam estatísticas médicas de mordidas. Como os ataques de cães maiores costumam causar ferimentos mais graves que os menores, os números são distorcidos. “Quando um cachorro grande é agressivo, o estrago é proporcional”, pondera James. “Chegamos à conclusão de que as pessoas são mais indulgentes com agressões de animais pequenos.”

A pesquisa identificou uma forte relação entre agressividade e medo. De acordo com o pesquisador, os animais que mais atacam estranhos são os que sentem mais medo. É o caso do chihuahaua. “Eles agridem porque se sentem ameaçados. Deve ser assustador ser um minúsculo chihu. Tudo é gigante para ele”, justifica James.

Os animais foram avaliados em relação a ataques ao dono, a estranhos e a outros animais. O resultado apontou enorme diferença entre raças e o tipo de ataque. “O akita é a raça mais agressiva com outros cachorros, mas pouco agressiva com seres humanos”, compara o pesquisador.

Moda canina

Alexandre Rossi, zootecnista e mestre em psicologia animal pela USP, avaliou a pesquisa a pedido da Revista. Para ele o estudo é importante, mas aponta limitações. “Há uma variação enorme entre linhagens e localidades”, explica. O especialista afirma ainda que a pesquisa falha ao não considerar o perfil do dono. “O comportamento dos proprietários é o que define o comportamento dos animais”, resume.

Ele garante que a popularização das raças segue modismos. As preferências têm a ver com interesses, profissão, estilo de vida e idade dos donos. São características que determinam também a personalidade dos animais. Os cães acabam desenvolvendo comportamentos parecidos com os humanos. Donos permissivos criam cães sem limites. Donas que gritam levam seus cães a reagirem com histeria.

Tanto o especialista americano quanto o brasileiro concordam, porém, que atacar os próprios “pais” pode ser um sinal de excesso de mimos e passividade na relação com os pets. “O efeito proprietário é o que realmente define a agressividade e todos os problemas comportamentais”, resume Alexandre.

O novo vilão do mundo animal ficou famoso no Brasil depois de protagonizar uma série de comerciais. O salsichinha sempre aparecia ajudando a família. Em um dos filmes, ele chegava a deitar na frente do carro para impedir que seus donos viajassem. É difícil mesmo imaginar que o mimo de hoje pode virar a mordida de amanhã.

Veja os seis primeiros colocados do ranking:

1º – Dachshund
– Porte: cerca de 35 cm (o peito) e 7 kg
– Temperamento: amigável, nem nervoso nem agressivo
– Agressividade: 20,6% atacaram estranhos; 5,9%, os donos; 17,6%, outros cães
– Detalhe: é o que mais ataca pessoas

2º – Chihuahua
– Porte: cerca de 15 cm e entre 1,5 kg e 3 kg
– Temperamento: rápido, alerta, cheio de vida e muito corajoso
– Agressividade: 16,1% atacaram estranhos; 5,4%, os donos; 17,9%, outros cães
– Detalhe: é o que mais sente medo

3º – Jack russell terrier
– Porte: de 25 cm a 30 cm e entre 5 kg e 6 kg
– Temperamento: alerta, inteligente, destemido e amigável
– Agressividade: 7,7% atacaram estranhos; 3,8%, os donos; 21,8%, outros cães
– Detalhe: terceiro na lista de ataque a cães

4º – Akita
– Porte: cerca de 65 cm e entre 35 kg e 40 kg
– Temperamento: decidido e reservado, mas domina outros cães
– Agressividade: 3% atacaram estranhos; 1%, os donos; 29,3%, outros cães
– Detalhe: é o que mais ataca outros animais

5º – Pastor australiano
– Porte: de 46 cm a 58 cm e entre 18 kg e 30 kg
– Temperamento: corajoso, leal e afetuoso
– Agressividade: 6,2% atacaram estranhos; 0,6%, os donos; 14,7%, outros cães
– Detalhe: ataca dez vezes mais estranhos do que os donos

6º – Pit bull
– Porte: de 46 cm a 56 cm e entre 16 kg e 25 kg
– Temperamento: resistente, autoconfiante e alegre
– Agressividade: 6,8% atacaram estranhos; 2,3%, os donos; 22%, outros cães
– Detalhe: é a segunda raça mais agressiva com outros cães

ATENÇÃO: PLANTAS QUE INTOXICAM

Querendo deixar nossa casa ou nosso jardim mais bonito, podemos facilitar o acesso de nossos bichos a plantas venenosas. Algumas espécies ornamentais possuem princípios ativos que podem envenenar os animais e, em casos mais graves, até matá-los. e, claro, se fazem mal para os bichos, o fazem também para humanos. Por isso, tenha muito cuidado na hora de escolher o que fará parte do seu jardim.

Assim como há plantas venenosas, há também as benéficas para cães e gatos. Conheça o que pode e o que não pode rodear o seu bichinho.

Quais plantas devem ser escolhidas e quais devem ser evitadas quando há animais de estimação em casa?

USE SEM MEDO

A camomila alivia dores estomacais

Camomila (Matricaria chamomilla)
Herbácea de 20 a 50 cm de altura, de caule ramificado e flores miúdas. Usam-se suas folhas e flores, que auxiliam nas dores estomacais e gases intestinais, no bom funcionamento do fígado e na reposição de minerais

Erva-doce (Pimpinella anisum)
Com caule estriado e flores brancas e pequenas, em umbelas, é uma herbácea de medidas entre 30 e 50 cm. Folhas e flores ajudam a aumentar a lactação nas fêmeas e diminuem a excitação nervosa

Erva-de-gato (Nepeta cataria)
Esta herbácea cresce bem em solos úmidos e drenados, atingindo 90 cm de altura. Suas flores brancas ou lilases surgem no início do verão. Possui nas folhas um óleo volátil com odor de menta que atrai os gatos, deixando-os entorpecidos e brincalhões se o inalarem e ingerirem a planta em grande quantidade. Suas folhas e flores possuem efeito calmante e antiespasmódico. Também indicada para cólicas e diarreia

Grama-paulista (Cynodon dactylon)
Também conhecida como bermuda-grass, esta forrageira de até 20 cm, com várias variedades, é comum em campos esportivos. Suas folhas provocam vômitos, que auxiliam no alívio de cólicas

Capim-santo (Cymbopogon citratus)
A erva possui folhas aromáticas e estreitas, com mais de 50 cm de comprimento. É ótima para manter o sistema digestivo em ordem e evitar cólicas

ATENÇÃO: FUJA DESTAS ESPÉCIES

Comigo-ninguém-pode (Dieffenbachia ssp)
Herbácea de folhagem tropical grande e larga, com manchas brancas e caule grosso, cultivada em áreas sombreadas, em canteiros ou vasos. Partes tóxicas: folhas, caule e látex, que causam inflamação da língua, vômito, diarreia e asfixia

Comigo-ninguém-pode

Copo-de-leite (Zantedeschia aethiopica Spreng)
Produz flores brancas quase o ano todo se cultivada em solo fértil, sob sol pleno durante metade do dia. É uma herbácea que pode atingir até 90 cm de altura. A planta toda é tóxica. Pode causar inflamação da língua e vômitos

Bico-de-papagaio (Euphorbia pulcherrima)
Arbusto de até 3 m de altura, produz flores brancas e vermelhas que contrastam com a folhagem verde-escura. Parte tóxica: toda a planta. A seiva leitosa irrita a pele e a ingestão pode causar náuseas, vômitos e diarreia

Espirradeira (Nerium oleander)
Arbusto de até 2 m de altura, é usado na composição paisagística pela beleza das folhas verde-acizentadas e de suas flores nas cores rosa, amarelo, vermelho e branco, que aparecem na primavera e no verão. Aceita podas para a formação de copas. Pode causar distúrbios cardíacos e coma

Espirradeira

Onze-horas (Portulaca grandiflora)
Com folhas suculentas e flores coloridas na primavera, é usada como forração ou pendente em vasos. Atinge até 20 cm de altura. Partes tóxicas: folhas e flores, que, se ingeridas, causam inflamação da língua, queimação e vômitos. Pode matar por asfixia

Onze-horas

 

 

Fonte: Revista Casa e Jardim

Categorias:ANIMAIS, SAÚDE, SOCIEDADE, Verde