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Plantas que combatem a Poluição

Foto: Liana John (Philodendron sp.)


Para as pessoas já acostumadas com o excesso de concreto da paisagem urbana que troca árvores por calçadas de cimento, o pesquisador norteamericano Bill Wolverton escreveu um livro intitulado Plants, why can’t you live without them (Plantas, porque você não pode viver sem elas – Roli Books 2010) junto com o empresário japonês Kozaburo Takenaka, dono do maior negócio de leasing de plantas do mundo. Infelizmente, a obra ainda não foi traduzida para o português. A recomendação se estende também a How to grow fresh air (Como cultivar ar fresco), este só de Bill Wolverton, já traduzido em 15 idiomas (menos o português).

Os dois livros provam por A mais B a nossa imensa dependência das plantas. Não só para necessidades primárias – como comer e respirar – ou para obter medicamentos, resinas, fibras, cosméticos e demais produtos. Precisamos das plantas até para lidar com a poluição. Em especial, a poluição de interiores, bem mais ‘discreta’ e menos combatida do que a poluição das ruas, das chaminés de fábricas e dos escapamentos de veículos.

“Iniciei minhas pesquisas com plantas para filtrar o ar e a água há mais de 40 anos”, conta Bill Wolverton, em entrevista por email. “Para testar a eficácia na remoção dos poluentes de interiores, as plantas de cada espécies eram colocadas em um ambiente selado, uma câmara de testes na qual injetávamos um poluente por vez, medindo a capacidade da planta absorver ou destruir químicos como formaldeído, por exemplo”.

Tais experimentos foram realizados na Agência Espacial Americana (NASA), onde Wolverton foi pesquisador ambiental sênior durante 20 anos. Em 1990, ele se aposentou e montou sua própria empresa de consultoria, a Wolverton Environmental Services (WES), na qual continua desenvolvendo algumas pesquisas na mesma linha.

“Todas as plantas têm capacidade de remover algum poluente do ar, mas sua eficácia pode variar enormemente”, observa. “Em geral, as plantas de regiões tropicais úmidas são mais eficientes do que as de regiões áridas, pois possuem as mais altas taxas de transpiração”.

Entre as plantas brasileiras testadas por Wolverton e por ele recomendadas como excelentes ‘filtros vivos’ estão as folhagens ornamentais típicas de sub bosque, dos gêneros Spathiphyllum (como o lírio-da-paz); Philodendron (diversas espécies vulgarmente chamadas de filodendros) e Dieffenbachia (várias espécies conhecidas pelo mesmo nome: comigo-ninguém-pode).

Na opinião do especialista, estas plantas devem ser mantidas em todo escritório e qualquer prédio que permaneça fechado a maior parte do tempo. Elas são nossa defesa contra a contaminação por poluentes gerados pela operação de máquinas copiadoras ou pela evaporação de químicos perigosos contidos em produtos de limpeza, tintas, colas, carpetes e outras fontes. Esses poluentes não se dispersam porque permanecem ‘presos’ nos edifícios, eventualmente recirculando pelos sistemas de ventilação.

A forma mais eficiente de destruir os poluentes é cultivando as plantas ‘filtro’.

Mãos à obra, portanto: em nome de um ar saudável no ambiente de trabalho, troque alumínio e plástico por algumas aliadas da biodiversidade brasileira.

Fonte: biodiversa

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Categorias:ECONOTÍCIAS, SAÚDE
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