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Como fazer seu Aquecedor Solar

Como aproveitar o calor do Sol para se aquecer e diminuir seu impacto ambiental no inverno?
Nada como um banho quente para relaxar ao final de um dia cansativo. Ainda mais no inverno, quando é tão gostoso tomar banhos mais demorados. Infelizmente, banhos demorados não
ajudam só a relaxar: também aumentam as contas de água e de energia elétrica.

Em média, um chuveiro elétrico fica ligado por cerca de 40 minutos por dia para atender uma família com 4 pessoas. Com uma potência média de 5 KW, o consumo anual será de 1204
KWh. Além do impacto que o uso exagerado causa em nosso bolso, cada KWh consumido no chuveiro produz cerca de 0,6 Kgde gás carbônico CO2 em usinas termelétricas ou, em usinas hidrelétricas, usa 7 metros cúbicos de água das represas.

Agora, imagine esse consumo multiplicado por cerca de 40 milhões de famílias brasileiras. Quanta água se faz necessária para gerar essa quantidade de energia? Observe que o simples hábito de tomar banho é responsável por uma parcela significativa das emissões de gases do efeito estufa, além de fazer uso de um recurso natural tão precioso – a água – para fins menos nobres.

Felizmente, podemos ajudar a reduzir esses impactos sem sair de casa, usando um sistema de custo relativamente baixo e com excelente taxa de retorno: o aquecedor solar.

O aquecedor solar tradicional é um sistema que usa coletores planos em vidro com serpentinas em cobre, geralmente com acabamento em alumínio, e um reservatório térmico de 200 litros em aço inox. A água fria desce do reservatório, passando pelas serpentinas. Quando aquecida, sobe para o reservatório, sendo conservada quente até seu uso. Possui grande durabilidade, com garantia de fabricação de 5 a 10 anos. As principais desvantagens desse sistema são a necessidade de tubulações de cobre para a água quente e o preço, algo em torno de R$ 1.400,00.

Outros modelos de aquecedor solar presentes no mercado são feitos de materiais de baixo custo, o que os torna economicamente mais acessíveis sem perda de eficiência. A instalação também é mais simples, pois usa a própria tubulação da casa (em PVC) sem necessidade de quebrar paredes. Possuem garantia de 3 anos e custam em torno de R$ 700,00.

Para os adeptos da categoria econômica “faça você mesmo”, existe o aquecedor solar de baixo custo – ASBC – desenvolvido pela Sociedade do Sol, que se adapta à caixa d’água existente na residência, tem um custo estimado de R$ 300,00 e um reservatório de 500 litros. O manual que ensina o passo-a-passo da montagem do Aquecedor Solar de Baixo Custo está disponível no site da Sociedade do Sol, na seção “Como fazer”, em Manuais. O tempo de retorno desse investimento gira em torno de 9 meses, considerando que o aquecedor solar substitui cerca de 75% do uso de energia elétrica a um custo médio de R$ 0,43 por KWh.
Investir em aquecimento solar também ajuda a garantir o banho quentinho em regiões sem acesso à energia elétrica, bem como em apagões. Por isso, adotar um sistema de aquecimento solar vai
além da economia no orçamento doméstico: significa aumentar nossa independência dos serviços públicos e diminuir o impacto de nossos hábitos de consumo no planeta.

Funcionamento do sistema ASBC
1.1 – Camada de água quente: seu volume é comandado pela diferença de altura entre a saída de água fria e o nível da água da caixa.
1.2 – Camada de transição: interliga a camada de água quente com a camada de água fria.
1.3 – Camada de água fria: tem a função do reservatório tradicional.
1.4 – Isolamento térmico da caixa d’água: cobre as áreas da caixa ocupadas pelo volume de água quente. Evita perda de calor no decorrer do período, dia e noite.
1.5 – Sistema de “dutos furados”: distribui na caixa de água os fluxos provenientes respectivamente dos coletores solares e da (torneira de) bóia.

2 – Coletores solares simplificados
Têm a mesma função dos coletores tradicionais (aquecer água). Caracterizam-se por serem mais simples, sem cobertura de vidro, mais econômicos. Não esquentam a água tanto quanto o coletor
solar tradicional, o que traz três vantagens: reduz as perdas térmicas de todo o circuito de circulação de água, minora o perigo da água quente ferir crianças e permite o uso dos dutos de água tradicionais da casa brasileira (PVC) para a água quente.

3 – Misturadores de água quente
Apesar da água quente dificilmente ultrapassar a temperatura do corpo, o usuário tem o direito de tomar um banho frio. Para que isto seja possível, a água quente que vem pelo duto G, deverá
ser adicionada à água fria do duto H. Com um registro 3, a água quente será controlada, temperando a água oferecida ao usuário através do duto I e do chuveiro elétrico.

4 – Dutos de água do sistema ASBC – A, B, C, G e H Diante das relativamente baixas temperaturas que envolvem o aquecimento do ASBC, todo o sistema poderá ser desenvolvido com dutos de PVC, muito conhecidos por todos os envolvidos em construção e reformas de habitações no Brasil.

Fonte: Sociedade do Sol, Revista Deusas

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Categorias:Ecodesign, SOCIEDADE
  1. agosto 22, 2011 às 1:01 pm

    Muito bom o texto.
    E o aquecedor solar se paga em prazo relativamente curto diante da economia de energia elétrica.

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