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Estudo mostra que pessoas abrem mão de padrões morais para comer carne

‘The role of meat consumption in the denial of moral status and mind to meat animals’ (Stephen Loughnan, University of Kent; Nick Haslam, University of Melbourne; Brock Bastian, University of Queensland) is published in the August issue of Appetite.

Estudo coordenado pelo Dr. Steve Loughnan, pesquisador associado da Escola de Psicologia da Universidade de Kent, no Reino Unido, juntamente com colegas da Austrália mostra que as pessoas negam capacidade de sofrer dos animais para continuar comendo carne.

PARADOXO DA CARNE

Ao negar que os animais que elas comem tinham a capacidade de sofrer, as pessoas fogem do paradoxo da carne (gostar de comer carne e não gostar de ferir os animais). Elas simplesmente desenvolvem a capacidade de abstrair que animais são mortos para produzir carne, negando o problema na origem.
Embora poucas pessoas tenham realmente tal ignorância, alguns comedores de carne podem viver em um estado de negação tácita, incapazes de associar um bife com uma vaca, bacon com um porco, ou mesmo frango frito com um frango vivo.
Conforme Dr Loughnan, “Algumas pessoas optam por deixar de comer carne quando descobrem que os animais sofrem para que se produza a carne. A esmagadora maioria das pessoas, contudo, não para de comer carne. Nossa pesquisa mostrou que uma forma que as pessoas usam para continuar comendo carne é relaxando sua preocupação moral com os animais ao se sentar à mesa de jantar.”
Ao envolver-se na negação, os participantes do estudo relataram uma quantidade reduzida de animais com os quais eles se sentem obrigados a demonstrar uma preocupação moral – a escala variava de cães e chimpanzés até caracóis e peixes.

ESQUECENDO-SE DA MORAL

Conforme o estudo, quando há um conflito entre a maneira preferida de pensar e a maneira preferida de agir, em vez de mudar seu comportamento, são os pensamentos e padrões morais que as pessoas abandonam primeiro.
“Em vez de mudar suas crenças sobre os direitos morais dos animais, as pessoas têm a opção de mudar seu comportamento,” disse Loughnan. “Entretanto, nós suspeitamos que a maioria das pessoas não está disposta a negar a si mesmas o prazer de comer carne, e negar os direitos morais dos animais lhes permite manter-se comendo a carne com a consciência limpa,” diz o cientista.

Os resultados do estudo foram publicados em agosto deste ano na revista de psiquiatria clínica Appetite.

Fonte: http://www.kent.ac.uk/research/stories/meat-eaters-study/2010

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