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Archive for novembro \29\UTC 2010

Sobre idéias e ideais…

Para rever sempre…

“Greetings from Fairbanks!
Arrived here two days ago.
Might be a very long time before I return south.
I now walk into the wild”*

Baseado no best seller de Jon Krakauer, Into The Wild (Na Natureza Selvagem) conta a história verídica de Christopher Johnson McCandless (12/02/1968 – 18/08/1992) , um jovem que, aos 22 anos de idade, decide largar tudo e partir em busca de aventura. Com roteiro adaptado e direção de Sean Penn, o filme ganhou o merecido Globo de Ouro na categoria de Melhor Canção por “Guaranteed” – letra e música de Eddie Vedder.
Cansado do moralismo hipócrita da sociedade e dos conflitos familiares, Christopher, interpretado por Emile Hirsch (Alpha Dog, Um Show de Vizinha), doa todas as suas economias para a caridade, deixa para trás a família e um futuro promissor e inicia sua viagem pelo país usando o nome de “Alexander Supertramp”.
Influenciado pelos textos de Leo Tolstoy, Henry David Thoreau, entre outros, ele ruma ao Alasca, onde viveria sem qualquer contato com a civilização, dependendo única e exclusivamente de seus próprios esforços e do abrigo de um ônibus abandonado para sobreviver.
Durante a jornada, “Supertramp”, que alterna momentos de completo isolamento e outros de sociabilidade [talvez para não perder o hábito], faz amizade com uma série de personagens interessantes, que vêem suas vidas mudadas pelo passante.
Temas como a liberdade não são tratados pelas falas dos personagens tanto quanto pela seqüência de cenários, que deixam o espectador submerso. As montanhas infinitas de gelo são filmadas de tal maneira, contrastando com os braços abertos de Hirsch, que o inóspito Alasca chega a parecer um lugar aconchegante!
O elenco conta também com a participação de Vince Vaughn (Separados Pelo Casamento; Impulsividade), Catherine Keener (Quero Ser John Malkovich; A Intérprete) e Marcia Gay Harder (Pollock; Sobre Meninos e Lobos).
Enfim, vale a pena rever.

*Saudações de Fairbanks!
Cheguei há dois dias.
Pode levar um bom tempo até que eu volte para o sul.
Agora eu caminho na natureza.

Fonte e imagem adaptados de meltalk/wordpress

PARADA VEGETARIANA

Categorias:ATIVISMO

Do Twitter

Categorias:ECONOTÍCIAS

Dinamarca investe em impostos altos para incentivar tecnologias verdes

novembro 23, 2010 1 comentário

A Dinamarca tem investido na idéia de prêmio/castigo para incentivar o uso de tecnologias verdes. Até 2020, o governo daquele país pretende que todas as casas construídas sejam “verdes”. Como incentivo, estuda beneficiar financeiramente quem construir essas casas . A ideia é que as pessoas que utilizarem painéis solares e sistema de reaproveitamento de água, por exemplo, paguem menos impostos.

A Dinamarca quer ser verde via imposto

Conforme Sabine Righetti, jornalista da folha enviada a Copenhague, a Dinamarca quer ser verde via imposto. Ela diz que para incentivar bicicletas e evitar desperdício, carros e conta de luz têm, respectivamente, 60% e 50% de impostos.

Com taxas bastante gordas, o governo dinamarquês está conseguindo, por exemplo, reduzir a emissão de CO2 nos transportes e diminuir o consumo de energia elétrica pela população.
Hoje, 37% dos moradores de Copenhague, a capital do país, circulam todos os dias de bicicleta por cerca de 1,2 milhão de km de ciclovias. A meta é chegar a 50% em 2015.
O motivo de tantas bikes nas ruas é simples: um carro na Dinamarca custa caro, e cerca de 60% do valor dos automóveis vai em impostos.
“Temos uma política de impostos agressiva. É uma maneira de atrair as pessoas economicamente para a questão ambiental”, diz Lars Hansen, da Associação de Energia Dinamarquesa- espécie de conselheira do governo para assuntos verdes.
Também há incentivos para deixar os carros movidos a combustíveis fósseis na garagem. “Os veículos elétricos têm menos impostos e a partir do ano que vem estarão mais baratos”, diz Hansen.
Hoje, boa parte dos táxis dinamarqueses é elétrica e identificada com uma espécie de selo verde.

PARA APAGAR A LUZ

As contas de consumo de energia elétrica, por sua vez, têm uma incidência de 50% de impostos. O objetivo é motivar os dinamarqueses a evitarem desperdício.
Um casal tira da carteira cerca de R$170,00 (cerca de 70 euros) por trimestre para pagar a conta de energia- o que é considerado bastante caro no país.
Mas, de acordo com Hansen, os dinamarqueses decidiram se tornar “verdes” independentemente dos impostos. “É uma questão de opção de vida”, analisa.
Um exemplo disso, na opinião dele, é o alto consumo de produtos orgânicos no país: mais da metade do que se come na Dinamarca tem origem orgânica- trata-se de um recorde mundial. E esses produtos custam de 10 a 20% a mais do que aquele que utilizam agrotóxicos.
A onda verde atingiu também hotéis e restaurantes locais, e fez com que a rede de supermercados Irma, fundada em 1886, aumentasse significativamente seu faturamento quando passou a ter foco em produtos orgânicos.
A meta do governo dinamarquês é que 80% do total consumido no país seja orgânico em 2015.
Os dinamarqueses também podem optar pelo consumo de energia renovável, como a eólica, pagando cerca de R$ 45,00 (20 euros) a mais por trimestre nas suas contas de luz. “Cada vez mais pessoas fazem essa opção”, afirma Hansen.

QUESTÃO CULTURAL

O aumento de impostos para incentivar, por exemplo, o uso de bicicletas poderia não dar certo no Brasil.
“Nos países com distribuição desigual de renda, os mais ricos pagariam as contas altas e os mais pobres simplesmente não teriam como pagar”, diz Kristian Wederkinck Olesen, do Consórcio Climático da Dinamarca.
Na opinião dele, cada país deve analisar como implementar políticas ambientais de acordo com sua história e cultura da sua população. “Na China, pode ser que o governo teria de fiscalizar e punir quem não seja verde”, exemplifica ele.
“Por causa dessas diferenças culturais, é muito difícil chegar num acordo entre países em reuniões como a que aconteceu na Dinamarca ano passado”, conclui Olesen.

PROMESSÔMETRO DINAMARQUÊS

-50% da matriz enérgica tendo base eólica até 2050
Hoje, esse valor não passa de 20%, mas isso já faz do país o que mais aproveita o potencial energético dos ventos

-80% da matriz energética limpa até esse ano de 2050
Hoje, esse valor não chega a 30%, abaixo do Brasil (45%), mas acima da média dos países industrializados (13%)

-70% do transporte público no país (especialmente os ônibus) movido a energia renovável também até 2050
Ideia é utilizar especialmente a biomassa como combustível (como o etanol da cana-de-açúcar produzido no Brasil); hoje, esse valor é zero

País tem vasto plano de metas com promessas ambientais

Nem sempre a Dinamarca foi verde. O país teve de encontrar formas alternativas de energia durante a crise do petróleo, na década de 1970.
“Paramos de receber combustíveis fósseis e tivemos de buscar soluções”, explica Olesen, do Consórcio Climático da Dinamarca.
O foco recente do país, que hoje tem autonomia energética e várias metas ambientais, é a produção eólica. Hoje, a força do vento movimenta cerca de 20% do total energético do país- a maior participação desse tipo de energia no mundo.
O país almeja que 50% da sua matriz energética seja eólica em 2050-ano em que pretende extinguir o consumo de combustíveis fósseis.
Apesar de pouco ensolarado, o país também pretende aumentar a participação de energia solar, especialmente para aquecimento das casas.
A Dinamarca, aliás, foi sede da COP-15 (Conferência das Nações Unidas para o Clima), no fim do ano passado.
A reunião, no entanto, foi bastante criticada e terminou sem acordos e com o pedido de demissão da sua presidente, Connie Hedegaard.
“Vieram três vezes mais pessoas do que o esperado, muita gente ficou de fora do evento e estava muito frio”, analisa Olesen.
“O fracasso não foi culpa da Dinamarca. Essas discussões são difíceis no começo, mas estou otimista para a COP-16 e 17 [ no México e na África do Sul, respectivamente]”, conclui.

No Brasil

Apesar do vento, só 1% da energia brasileira é eólica

Enquanto o Brasil fala em explorar combustível fóssil do pré-sal, a Dinamarca está focada em energias renováveis.
E apesar do país escandinavo não ser muito rico em vento, a energia eólica é um foco. “Há 400 anos já se usava turbinas- os famosos moinhos de vento- para se produzir energia”, diz Hans Sorensen, especialista em energia eólica.
As turbinas, diz, tiveram um avanço significativo e hoje produzem menos ruído do que “o encontrado em um escritório”.
Além disso, hoje em dia é possível estudar as rotas de migrações de pássaros para evitar o impacto desses animais com as turbinas. “Há lugares com bons ventos, mas que não podem ter turbinas por causa das aves”, diz Sorensen.
O Brasil, do outro lado do oceano, tem o maior parque eólico da América Latina e aumentou em 15 vezes sua capacidade eólica nos últimos dez anos.
Mas o vento representa hoje menos de 1% da energia produzida no país, apesar da ótima qualidade do vento brasileiro- principalmente no Nordeste.
A energia eólica teve um impulso extra com o Proinfa (Programa de Incentivo a Fontes Alternativas), lançado em 2002. Cinco anos depois, o imposto para importação de aerogeradores, cuja alíquota que era 14%, foi zerada.
A iniciativa gerou reação no setor industrial, que já tinha empresas nacionais trabalhando em energia eólica e se sentiu prejudicado. Desde então, a discussão sobre energia eólica brasileira ficou bastante estacionada.

Fonte: FSP, 18/10/2010, Ciência, p. A20
FSP, 21/11/2010, Ambiente,

Categorias:ECONOTÍCIAS

9 produtos que contém ingredientes vindos de animais (e você nem sabia)

Mas até no açúcar???

Veganos, abram os olhos! Para não consumir nenhum produto de origem animal, é preciso se preocupar com muito mais do que as letrinhas miúdas das embalagens de comida.

Artigos simples, como sacolinhas de plástico e pneus de bicicleta são feitos com algum produto de origem animal. Segundo a OFAC (Conselho de Pecuária de Ontário, no Canadá), dos animais presentes na alimentação humana, 45% é utilizado para fabricar artigos não-comestíveis.

Confira essa lista e aumente sua paranóia.

Sacolas Plásticas

Muitos tipos de plástico, inclusive as sacolinhas de supermercado, contém um ingrediente que diminui o efeito estático que o material pode causar: gordura animal. Mais um motivo para usar uma ecobag.

Pneus de carro e de bicicleta

Para se certificar que seu meio de transporte é livre de produtos animais, cheque se o fabricante utiliza a versão vegetal do ácido esteárico, usado para conservar a forma do pneu sob atrito intenso. Segundo lista do fórum de Malhação Vegana (em inglês), a Michelin é animal-free.

Cola de madeira usada em instrumentos musicais

Aparentemente, a cola feita com ossos e tecido conjuntivo cozidos é o melhor adesivo para fixar violinos, pianos e outros instrumentos musicais feitos de madeira. Além disso, ela também é usada pelos carpinteiros para colar mesas, portas, armários… Existe uma cola sintética, mas, para saber qual foi utilizada, só perguntando ao fabricante.

Biocombustível

Tá pensando que só existe álcool de cana de açúcar e biodiesel de óleo de mamona? Ele também pode ser feito com gordura de carne de boi e de frango. Bizarro.

Fogos de artifício

Além de fazerem mal para o meio ambiente (a fumaça polui o ar e carrega metais tóxicos, que contaminam o solo e a água), eles também têm ácido esteárico em sua fórmula – e não dá pra saber se eles são de origem animal ou vegetal…

Amaciante de roupas

Ele contém dihydrogenated tallow dimethyl ammonium chloride em sua fórmula. Esse derivado da amônia vem das ovelhas, cavalos e vacas. Melhor ficar com as roupas menos macias, caro vegano.

Shampoo e condicionador

Sim, eles contém mais de 20 ingredientes vindos de animais! “Pantenol”, “aminoácidos” e “vitamina B”, por exemplo, podem ter origem animal ou vegetal. A melhor forma de saber com certeza é procurando marcas veganas. O site Guia Vegano recomenda a marca Surya, que tem certificação e tudo.

Pasta de dentes

A glicerina, também presente no shampoo e condicionador, pode ter origem animal e vegetal. Tente marcas veganas, como a Contente, Condor, Welleda e Natura.

Açúcar branco e mascavo

Por essa você não esperava! Algumas marcas utilizam cinzas purificadas feitas com ossos no refinamento do açúcar. Há como fazer o mesmo processo com carbono granulado ou um sistema de troca de íons. Opte por açúcar cristal orgânico, se ficar na dúvida.

Fonte: Super Interessante, Blog do Wilson Grassi

Pare com investimentos radioativos

Ativistas pedem que banco francês suspenda financiamento de obras nucleares, entre elas a de Angra 3

Paris, França, 21 de outubro 2010 – Esta manhã ativistas do Greenpeace em diversos países europeus convocaram o banco francês BNP Paribas para “parar com investimentos radioativos perigosos”, incluindo o plano do banco de financiar um reator nuclear obsoleto e perigoso no Brasil.

Veja fotos das atividades na França, Rússia e Turquia.

Em Paris, ativistas do Greenpeace utilizaram um caminhão ornamentado e blindado para distribuir milhões de falsos “bilhetes radioativos BNP-Paribas” para a sede da Areva, a companhia responsável pela construção de Angra 3, expondo assim a ligação entre as duas empresas.

O grupo bancário, que provê mais financiamento do que qualquer outro banco no mundo para a indústria nuclear, planeja financiar parte da a construção do reator nuclear de Angra 3, cidade distante 150 quilômetros do Rio de Janeiro, como parte do consórcio bancário francês. A quantia total que está em negociação é de 1,1 bilhão de euros.

Angra 3 tem que ser cancelada. A tecnologia utilizada na usina é anterior ao desastre nuclear de Chernobil. Países que estão financiando Angra 3 não permitiriam que esse tipo de tecnologia fosse utilizada em seus territórios. Não há análise de segurança apropriada e a legalidade do projeto é duvidosa. Isso não beneficiará o povo brasileiro”, diz Jan Beránek, responsável pela campanha de energia nuclear do Greenpeace Internacional.

“A clientela do BNP têm o direito de saber que o banco está utilizando indevidamente seu dinheiro. O Brasil não precisa mais de energia nuclear, lá existe vento abundante, além de fontes de água e de biomassa – alternativas baratas que não criam riscos para a saúde e têm baixo impacto ambiental”, diz Beránek.

A construção de Angra 3 começou em 1984 e parou em 1986 em seguida ao desastre nuclear de Chernobil. A maioria do equipamento que será usado para construir o reator possui tecnologia anterior ao acidente de Chernobil e foi deixado no local da construção por pelo menos 25 anos. O reator, portanto, ficou perigosamente obsoleto.

A tecnologia de Angra 3 está muito aquém da atual geração de reatores, que por si só já sofrem com problemas de segurança, atrasos de construção e custos estratosféricos. Atualização em larga escala e adaptações necessárias para suprir os novos requisitos de segurança terão como consequência não só aumento dos custos de construção como também de riscos de interrupções não planejadas durante o funcionamento do reator.

“Os financiadores têm nos dito por muito tempo que eles não são responsáveis pelos rumos da energia e que isso é um problema político. Na verdade eles são sim responsáveis, assim como os fabricantes, que permitem que esses projetos nucleares perigosos se tornem realidade”, afirma Sophia Majnoni d’Intignano, campaigner de energia nuclear do Greenpeace França.

“É hora dos bancos cumprirem suas responsabilidades. Greenpeace convoca BNP Paribas a anunciar seu imediato afastamento de Angra 3 e permitir que seus investimentos radioativos tenham total transparência”.

O Greenpeace lançou esta campanha no dia 16 de outubro, quando voluntários iniciaram a colocação de cartazes em torno de placas da BNP e adesivos em seus caixas de autoatendimento perguntando ao público: “Você sabe o que seu banco faz com seu dinheiro?”

fonte: Greenpeace

Canadá declara-se livre da experimentação animal em faculdades

novembro 13, 2010 1 comentário

Enquanto aqui em Porto Alegre assistimos a luta travada em tribunais pela UFRGS defendendo o direito de continuar usando animais em salas de aula, a Memorial University de Newfoundland, no Canadá, optou por abolir o uso de animais vivos nos laboratórios da Faculdade de Medicina. Cada escola de medicina no Canadá agora usa métodos que não envolvem a experimentação animal.

Segundo informações do site El Activista, o anúncio do fim da experimentação em porcos, que era realizada nos laboratórios da Universidade, foi feito via e-mail ao Comitê de Médicos por uma Medicina Responsável (PCRM).

Porcos eram vítimas de experimentos na faculdade (Foto: El Activista)

O uso de animais em laboratórios tornou-se polêmico após a universidade saber que o Comitê de Médicos por uma Medicina Responsável registraria uma reclamação jurídica ao Conselho Canadense de Animais, argumentando que o uso de porcos vivos pela Universidade violava as diretrizes federais.

Atualmente, no Canadá, todas as faculdades optaram pelo ensino sem crueldade, ou seja, utilizando métodos que não envolvem a tortura nem a utilização de outras espécies, substituindo a experimentação animal por simuladores humanos.

“O Canadá eliminou completamente o uso de animais vivos em laboratórios nas faculdades; este deve ser um sinal claro para as poucas faculdades de medicina dos EUA que ainda utilizam estes procedimentos desumanos e nada educativos”, disse o cardiologista do Comitê de Médicos por uma Medicina Responsável, John Pippin. “Está na hora de estas sete faculdades nos EUA decidirem eliminar completamente a utilização de animais e abraçar o verdadeiro futuro da educação médica”, acrescentou.

Fonte: adaptado da matéria de Raquel Soldera – ANDA – http://bit.ly/agB8lQ

Categorias:ANIMAIS, ÉTICA, SOCIEDADE