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ENERGIA NUCLEAR NO RIO GRANDE DO SUL ?

 

Aos poucos   aqui e ali, estamos vendo conversações sobre a geração de energia nuclear no estado do Rio Grande do Sul. Mas e os gaúchos sabem disso?  O que se pensa a respeito?

São ainda indícios… conversas espaçadas. Vejam exemplos e reflitam: Queremos uma Angra Gaúcha ?

 

  • Itamaraty – Ministério das Relações Exteriores
    Usina nuclear no RS?
    12/08/2010
    É ainda inicial, mas já um sinal. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e a Eletronuclear assinaram acordo para estudos preliminares de seleção de novos locais, inclusive no Estado, para instalar usinas nucleares de geração de energia elétrica.
    O trabalho, que complementará um estudo da Eletronuclear só com o Nordeste, vai abranger Sul, Sudeste, Sul e parte do Centro-Oeste.
    O Rio Grande do Sul será um dos pesquisados, juntamente com outros oito Estados. Mauricio Tolmasquim, presidente da EPE, justificou a procura por novas fontes energéticas pelo fato de o potencial hidrelétrico brasileiro começar a se esgotar em cerca de 20 anos.
    Na opinião dele, isso tornaria a energia nuclear uma boa opção para ampliar o parque de geração do Brasil, ao lado de outras fontes alternativas como a eólica e biomassa.
    De acordo com os planos feitos pela União, além de Angra 3 (foto) – cuja construção foi retomada em 2009 –, há necessidade de mais quatro usinas até 2030, com potência instalada de 1 mil megawatts cada uma.
    Fonte: http://www.itamaraty.gov.br/sala-de-imprensa/selecao-diaria-de-noticias/midias-nacionais/brasil/zero-hora/2010/08/12/usina-nuclear-no-rs

    Eletronuclear – Eletrobras
    EPE e Eletrobras Eletronuclear vão estudar áreas que poderão receber novas usinas nucleares

    A Empresa de Pesquisa Energética – EPE e a Eletrobras Eletronuclear assinaram nesta quarta-feira (11), no Rio de Janeiro, Acordo de Cooperação Técnica para o desenvolvimento de estudos preliminares de seleção de sítios para a instalação de usinas nucleares de geração de energia elétrica. O trabalho complementará um primeiro estudo de seleção de áreas feito pela Eletrobras Eletronuclear, exclusivamente na região Nordeste.
    Os levantamentos estarão centrados em áreas que poderão receber as novas usinas nucleares nas regiões Sudeste, Sul e parte do Centro-Oeste. Os estados pesquisados serão Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso do Sul. Outras unidades da federação poderão ser abarcadas no estudo, mediante aditivo contratual.
    A assinatura do Acordo de Cooperação Técnica contou com as presenças dos presidentes da EPE, Mauricio Tolmasquim; e da Eletrobras Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva. Participaram ainda da cerimônia de assinatura o diretor de Estudos Econômico-Energéticos e Ambientais da EPE, Amilcar Guerreiro; e os diretores da Eletrobras Eletronuclear: Luiz Soares (Técnico), Persio Jordani (Planejamento, Gestão e Meio Ambiente) e Edno Negrini (Administração e Finanças).
    Segundo Mauricio Tolmasquim, a parceria com a Eletrobras Eletronuclear será muito importante para a execução dos estudos de planejamento da EPE relacionados à expansão da geração nuclear no país. “Devido à expertise no que se refere às questões ligadas à energia nuclear, a Eletrobras Eletronuclear muito auxiliará a elaboração dos estudos de planejamento energético da EPE”, disse ele. Já Othon Luiz ressaltou a importância do planejamento de longo prazo, requisito para a construção de usinas, estar diretamente ligado ao planejamento do país.
    Os estudos utilizarão preferencialmente bases de dados públicas de fácil obtenção, entre as quais as do Ministério do Meio Ambiente, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE , da Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel, da Agência Nacional de Águas – ANA, entre outras. Como complementação dos dados básicos, serão adquiridas pela EPE imagens detalhadas dos sítios a serem escolhidos.
    Caberão à EPE e à Eletrobras Eletronuclear compartilhar informações e dados que sejam do interesse dos estudos, além de identificar e selecionar métodos, critérios e modelos aplicáveis à pesquisa. O valor total do Acordo é de pouco mais de R$ 3,3 milhões, sendo que a participação estimada da EPE na execução dos trabalhos é de até R$ 1,280 milhão. O prazo de vigência do Acordo é de 24 meses, podendo ser prorrogado.
    A necessidade de expansão do parque de geração nuclear brasileiro nas próximas décadas foi apontada em 2007 no Plano Nacional de Energia – PNE 2030, estudo de longo prazo do Governo Federal para a área energética elaborado pela EPE. Além de Angra 3 – cuja construção foi retomada no final do ano passado – identificou-se a necessidade de mais quatro usinas até 2030, com potência instalada de 1.000 MW cada.
    Fonte: http://www.eletronuclear.gov.br/noticias/integra.php?id_noticia=932

 

    Jornal do Comércio
    Governo abre espaço para discutir leilões regionais

    Evento na Capital vai debater perspectivas da energia nuclear

    Jefferson Klein

    A perspectiva de que a região Sul do Brasil, principalmente o Rio Grande do Sul, enfrente dificuldades quanto ao fornecimento de energia entre 2013 e 2015 faz com que o Ministério de Minas e Energia avalie a possibilidade de implementar leilões regionais de energia. Conforme o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Daniel Andrade, na semana passada foi realizada, em Brasília, uma reunião com o ministro Márcio Zimmermann para discutir o assunto e ele se demonstrou "sensibilizado" quanto à questão.
    Andrade revela que Zimmermann solicitou para a área de planejamento do ministério e para a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) uma revisão do plano energético do Estado. O secretário destaca que a definição dos leilões regionais depende apenas de uma decisão política. Esses certames, atualmente, não fazem discriminação da localização dos empreendimentos, apenas da natureza da fonte de geração (eólica, térmica, hídrica). Saem vencedores dessa disputa, e por consequência do papel, os projetos que apresentam os menores preços de comercialização.
    Andrade, que também é presidente do Fórum Nacional de Secretários de Estado para Assuntos de Energia, é um dos defensores da descentralização do planejamento energético brasileiro e do aproveitamento das vocações naturais de geração de cada região do País.
    No caso do Rio Grande do Sul, ele cita como exemplo a disponibilidade das maiores reservas de carvão do Brasil. O dirigente adianta que uma nova reunião com a EPE e o setor de planejamento do ministério deverá ser feita para abordar a regionalização.
    Antes disso, nesta quinta-feira, será realizado no hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre, o encontro do Fórum Nacional de Secretários de Estado para Assuntos de Energia. Um dos assuntos que serão tratados, informa Andrade, será a discussão sobre as perspectivas da energia nuclear, que será abordada pelo diretor-presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva. O secretário lembra que há "rumores" quanto a estudos a serem elaborados na região Sul para o aproveitamento dessa fonte de energia. Já o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, palestrará sobre os requisitos energéticos regionais para atendimento das demandas da Copa de 2014.
    Fonte: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=40104

    Zero Hora
    Energia Nuclear no Estado?
    Ana Maria Xavier*, Artigos Zero Hora
    O emprego de energia nuclear em medicina já está consolidado no Rio Grande do Sul e vem possibilitando o diagnóstico precoce de diversas doenças do coração, rim, fígado, pulmão e tireóide, entre outras, bem como o diagnóstico e tratamento de diversos tipos de câncer. Só em Porto Alegre, existem 11 clínicas de medicina nuclear e sete unidades de radioterapia operando rotineiramente. A medicina nuclear e a radioterapia estão também disponíveis em diversas cidades, como Caxias do Sul, Santa Maria, Passo Fundo, Pelotas, Rio Grande, Erechim, Ijuí e Bagé, entre outras.
    Recentemente, em função da quebra do monopólio da União que impedia a fabricação de fontes radioativas pela iniciativa privada, entrou em operação, em Porto Alegre, uma instalação para produção, fracionamento e distribuição de radio fármacos de meia-vida muito curta e que, por essa razão, precisam estar disponíveis a pequenas distâncias das clínicas onde serão utilizados. As aplicações de materiais radioativos em laboratórios de pesquisa, em instalações industriais que empregam medidores nucleares de nível, densidade e espessura e em metalúrgicas, siderúrgicas e petroquímicas onde são realizados controle de qualidade de soldas e de materiais, por meio de técnicas de radiografia industrial, são práticas bastante difundidas. A irradiação de alimentos, para eliminação de micro-organismos presentes em produtos agrícolas e conseqüente aumento de seu tempo de prateleira, é uma aplicação da energia nuclear que vem ganhando espaço e que contribui para minimizar o desperdício de alimentos e para o combate à fome no mundo.
    Surgem, então, as perguntas que não querem calar: o povo gaúcho seria contra a geração de energia nucleoelétrica no Estado? Mesmo sabendo que é uma energia limpa, que não contribui para o efeito estufa e para a chuva ácida? As universidades estariam dispostas a formar engenheiros, geólogos, físicos, biólogos, farmacêuticos etc. para atuar no setor nuclear?
    Claro, o medo da energia nuclear, sempre associada à bomba atômica, permeia o imaginário coletivo. No entanto, como reatores nucleares não são capazes de explodir como uma bomba atômica e tendo em vista que a tecnologia de segurança de reatores ocidentais está sendo cada vez mais aprimorada, com projetos muitíssimo mais seguros que o de Chernobyl, não seria o caso de se começar a pensar nessa fonte de energia para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul?
    *Engenheira química, pesquisadora titular da Comissão Nacional de Energia Nuclear

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Categorias:ATIVISMO, ECONOTÍCIAS
  1. FERNANDA
    setembro 24, 2010 às 3:13 pm

    O ruim é que está tudo vindo para cá mesmo! Temos de ficar de olho nesses planos de construções de usinas aqui no RS!

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