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Archive for agosto \28\UTC 2010

Notícias: Vanguarda Abolicionista recebe ativista alemã em Porto Alegre

Publico aqui na íntegra o texto do Márcio da Vanguarda Abolicionista sobre a visita da ativista alemã Janete Wood a Porto Alegre. Confiram:

por Marcio de Almeida Bueno, jornalista

Na noite desta quarta-feira, dia 25 de agosto de 2010, a Vanguarda Abolicionista promoveu um bate-papo em Porto Alegre com a ativista Janete Wood, do grupo alemão Vida Universal. O restaurante vegano Casa Verde lotou, com dezenas de pessoas interessadas nas experiências do Universelles Leben, que possui representantes em muitos países do Ocidente. Veganos, vegetarianos, ativistas, integrantes da VAL e do Projeto Pro-Animal, de São Leopoldo, se fizeram presente na ocasião, que reuniu alguns dos maiores nomes e pensadores da libertação animal no Rio Grande do Sul.

Janete falou sobre a atuação do Vida Universal na Alemanha e na Europa, com a compra de terras para instalação de fazendas onde é promovida a ‘agricultura pacífica’, e onde são abrigados animais salvos do abandono, da caça e da pecuária. “As áreas são unidas, para que a fauna possa circular livremente, e a colheita é feita apenas em parte, deixando alimento para as aves e outros animais”.

O Universelles Leben vende legumes e produtos veganos que estão além do conceito de orgânico, mantem canal de rádio e televisão, e publica livros, revistas e materiais diversos, com maciça distribuição gratuita. “Temos outdoors por toda a Euorpa, e nossas manifestações acontecem todos os meses, reunindo até 400 pessoas”, comenta Janete.

Com base espiritual cristã, o Vida Universal também é conhecido pelas críticas em relações às demais religiões, que se omitem na questão da exploração dos animais. Esse ponto foi bastante debatido pelos participantes durante o evento, já que o grupo alemão diz apenas seguir as palavras de Jesus Cristo – sem morte ou escravidão de animais, e preocupação também com a vida dos vegetais. “Criamos o conceito de ‘terrano’, um passo além do vegano, por exemplo colhendo as frutas que já caíram da árvore, no lugar de arrancá-las. Mas ainda há um longo caminho”, explica.


Reprodução

O bate-papo começou às 19h30min e seguiu até depois da meia-noite, com rodada de massas veganas, incluindo o inédito queijo ralado vegetal. Vários dos presentes fizeram questão de posar para fotos junto com a ativista, que ainda trouxe para a VAL revistas, camisetas, livretos e buttons.

 

É isso aí Marcio, e no domingo –  29/ago, o ativismo será na EXPOINTER.

Notícias: Câmara discute ciclismo como meio de transporte em Porto Alegre

bike

 

Ciclistas participaram da reunião da Comissão de Saúde e Meio Ambiente (Cosmam) da Câmara Municipal, na terça-feira (24/8). Foi discutida a implantação do Plano Diretor Cicloviário Integrado em Porto Alegre, aprovado pela Câmara no ano passado. Os ciclistas defenderam que o uso da bicicleta seja estimulada como alternativa a outros transportes mais poluentes e que geram mais transtornos ao trânsito da cidade. Para isso solicitaram campanhas de educação no trânsito sobre o uso do ciclismo, a construção de ciclovias e velódromos na Capital e a criação de bicicletários em vários pontos da cidade.

Coordenando a reunião, o vereador Beto Moesch lembrou que os participantes haviam decidido, no último encontro, realizar reuniões periódicas, na Câmara Municipal, para acompanhamento da implementação do Plano Cicloviário na Capital. Beto disse ainda que a Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov) informou que o Executivo está exigindo o enquadramento, no Plano Cicloviário, de todos os projetos atuais de alargamento ou construção de novas vias na cidade. No entanto, ele cobrou explicações dos representantes do Executivo para o fato do Plano Cicloviário ainda não constar entre as obras previstas para a Copa do Mundo de 2014, da qual Porto Alegre será subsede.

De acordo com o representante da Empresa Pública de Transporte e Ciculação (EPTC), arquiteto e urbanista Régulo Franquine Ferrari, além da ciclovia já existente desde 1993 no Bairro ipanema, será priorizada a implantação de novas ciclovias na Restinga (3,2km), na Avenida Ipiranga (6,6km) e na Avenida Sertório (7,8km). Outras também devem ser construídas na Avenida Diário de Notícias (2,1km), na Edvaldo Pereira Paiva, na Rua Voluntários da Pátria (PAC Copa), na Avenida Cruzeiro do Sul (PAC Copa), na Avenida Vicente Monteggia e no prolongamento da Avenida Severo Dullius.

Régulo informou que as obras na Restinga já se iniciaram, devendo ser aberta a licitação para as obras da ciclovia da Ipiranga ainda neste ano e, para a da Sertório, em 2011. Ferrari observou, no entanto, que os comerciantes da Avenida Nilo Wulff, na Restinga, têm mostrado resistências à construção de ciclovias naquele local, temendo transtornos à circulação de pessoas.

bike2 Para Paulo Roberto Alves, da Federação Gaúcha de Ciclismo, é importante priorizar campanhas de educação no trânsito. Ele também reivindica a construção de um velódromo na Capital. Márcio Antunes, proprietário da Estilo Bike, sugeriu a implantação de um bicicletário no Centro Histórico e em outros locais, como forma de estimular o uso da bicicleta como meio de transporte. Já o ciclista João Carneiro cobrou melhor sinalização das vias e espaço para estacionamento das bicicletas. Para ele, é preciso que o Poder Público crie as condições para a intermodalidade entre bicicleta, trens urbanos e ônibus, de modo que esses outros meios de transporte públicos disponibilizem espaços para bicicletas. "As campanhas de educação no trânsito devem enfatizar o respeito aos ciclistas e o compartilhamento das vias entre veículos dos diferentes modais", disse Carneiro. "É impossível pensar uma cidade baseada apenas no transporte com carros particulares."

O representante da Secretaria Municipal de Planejamento (SPM) e coordenador do Programa Viva o Centro, Glenio Bohrer, destacou que, com a inclusão de ciclovias nas obras para a Copa 2014, haverá aumento da malha cicloviária no Município. "É mais fácil implantar ciclovias em obras novas do que em vias já estabelecidas", disse Bohrer. "Falar em ciclovias em Porto Alegre, há cerca de dez anos, parecia fora da realidade."

O vereador Beto Moesch (PP) disse que solicitará ao Ministério das Cidades que destine recursos para implantar o modal ciclovia na Capital. Ele também observou que é preciso mudar a atuação da EPTC, que ainda prioriza muito apenas a fiscalização de carros. Beto lembrou que a educação para o trânsito em relação a diferentes modais e a criação de bicicletários em espaços públicos já estão previstas em lei. "O Executivo conhece o modelo de Bogotá, e o Plano Diretor Cicloviário leva em consideração este e outros modelos. O problema, no entanto, não é de convencimento dos técnicos e sim de como executar este projeto". O vereador prometeu enviar ofício à prefeitura solicitando o cumprimento da lei que determina a destinação de 20% dos recursos arrecadados com as multas para campanhas de educação no trânsito.

da Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Porto Alegre

Categorias:ATIVISMO, ECONOTÍCIAS

Coisas inusitadas: papeis higiênicos…

Olha só !

Garanto que você não encontra esses no seu supermercado:



















A criatividade nos papéis higiênicos!

 

Fonte: rostinhos bonitos

Categorias:CURIOSIDADES

Um passante

“Talvez uma alma pensante que passa descontente diante do que vê. Talvez um pequeno infante que não enxerga tanta graça no que tem a aprender. Talvez um ser delirante que não sente alegria na realidade de viver. Ou talvez somente um passante que procura melhor o mundo compreender…”

Pois é, me perguntava porque ainda não tinha escrito a coluna do Vista-se…e vinha uma sensação de quem quer dizer alguma coisa e resolve deixar prá lá… Isso era algo que já estava me incomodando. Então li aquilo que está ali em cima – e entendi.

 

É do http://pensamentoscabiveis.blogspot.com/ e tem muito mais. Vale a pena…dá uma olhada lá.

Categorias:COLUNAS

Curso de jornalismo ambiental do NEJ-RS – Inscrições Abertas

O curso traz a Porto Alegre o jornalista Hernán Sorhuet, colunista do jornal uruguaio El País, os professores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Rualdo Menegat (Doutor em Ciências) e Fernando Antunes (Mestre em Comunicação Social). Será entre 20 e 21 de agosto.

Por Eloísa Belling Loose – especial para a EcoAgência

O Núcleo dos Ecojornalistas do Rio Grande do Sul (NEJ-RS) realiza dias 20 e 21 de agosto o curso “Os Desafios do Meio Ambiente”. A atividade integra a programação especial alusiva aos 20 anos de atuação ambiental do NEJ-RS.

O curso traz a Porto Alegre o jornalista Hernán Sorhuet, colunista do jornal uruguaio El País, que cobre meio ambiente há vários anos. Também são convidados os professores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Rualdo Menegat (Doutor em Ciências) e Fernando Antunes (Mestre em Comunicação Social).

Embora tenha foco na preocupação com o trabalho jornalístico e as questões ambientais, as palestras abrangem todas as áreas e pessoas que se interessam por meio ambiente. A oficina do sábado (dia 21) é destinada especialmente aos jornalistas.

O investimento é de R$50 para estudantes, R$80 para assistir somente às palestras e R$100 para jornalistas que optarem realizar o curso completo. O evento tem apoio da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS, onde acontece a programação, e é patrocinado pela Petrobras.

SERVIÇO:
Curso: ‘Os Desafios da Cobertura de Meio Ambiente’
Quando: Dia 20 (das 19 às 21 horas) e 21 (das 9 às 12 horas e das 14 às 18 horas).
Onde: Auditório e laboratórios de informática da Fabico/UFRGS (Rua Ramiro Barcelos, 2705)

Inscrições:
Envie para o e-mail ecoagencia@ecoagencia.com.br:
Nome Completo:
E-mail:
Fone: Celular:
Profissão/Atividade:
Categoria da Inscrição:

( ) Interessados – R$ 80,00
Área/Instituição:

( ) Estudante – R$ 50,00 –
( ) Graduação ( ) Pós-graduação
Instituição:

( ) Jornalistas R$ 100,00
Empresa/Instituição:

Anexar o comprovante de transferência/depósito bancário para:
Núcleo de Ecojornalistas do RS
Banrisul: Agência – 0041 Conta – 06.008993.0-4
A confirmação acontecerá em até 24h depois do envio.

Programa completo:

Sexta-feira (dia 20 de agosto), das 19 às 21 horas – Palestra do Prof. Dr. Rualdo Menegat (UFRGS), com o tema "A cegueira da civilização contemporânea em relação à natureza".
Sábado (dia 21 de agosto), das 9 às 12 horas – Palestra com o jornalista Hernán Sorhuet sobre os desafios da cobertura ambiental
Sábado (dia 21 de agosto), das 14 às 18 horas – Oficina com o Prof. Msc., Fernando Antunes (UFRGS) sobre o uso de ferramentas multimídias na cobertura ambiental.

Para receber os certificados, os participantes que realizarem a oficina (jornalistas e estudantes de jornalismo) deverão entregar matéria ambiental que será publicada no blog de cursos da EcoAgência. Estes terão o prazo de sete dias para desenvolver o trabalho e serão orientados pelos integrantes do NEJ/RS: Lisete Ghiggi (Professora do IPA), Ilza Girardi (Professora da UFRGS), Juarez Tosi (Editor da Ecoagência), Eliege Fante (Mestranda PPGCOM/UFRGS) e Reges Schwaab (Doutorando PPGCOM/UFRGS).

fonte: EcoAgência

Terça Ecológica: A situação do saneamento ambiental, 10/ago na Fabico

Categorias:ATIVISMO, ECONOTÍCIAS

Desmatamento: Ministra do Meio Ambiente apresenta dados parciais

Governo anuncia queda no desmatamento da Amazônia antes de fechar análise anual. Ainda que o corte raso diminua, extração de madeira se mantém.

Na foto: Izabella Teixeira, ministra do Meio Ambiente: anunciados precocemente, dados parciais do desmatamento abrem espaço para constrovérsias. Foto: José Cruz/ABr

No fim da última semana, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, chamou a imprensa para divulgar "dados parciais" da taxa de desmatamento na Amazônia. Com números do sistema Deter (Detecção de Desmatamento em Tempo Real), ela afirmou que, entre agosto de 2009 e maio de 2010, o desmatamento na região caiu 47% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Na festa propagada pelo governo, no entanto, pouca voz foi dada a quem entende de monitoramento. Dalton Valeriano, chefe da Divisão de Sensoriamento Remoto do Inpe, foi categórico no jornal "Folha de S.Paulo": "Afirmar que o país está desmatando menos ainda é mera especulação".

Valeriano se refere à imprecisão do Deter em medir o tamanho das áreas devastadas. Criado em 2004 pelo Inpe, o sistema veio com o objetivo de, mensalmente, alertar os órgãos de fiscalização quando algo estivesse errado pela floresta. Usando imagens de satélite, o sensor Modis é capaz de "enxergar" cortes rasos e processos de degradação por extração de madeira, mas somente em áreas maiores que 25 hectares. As derrubadas menores que isso ficam de fora. O que não é pouca coisa. De acordo com o próprio pesquisador, hoje os desmatamentos menores representam 60% de toda a devastação.

"Quando o governo começou a usar o Deter e a mandar equipes de fiscalização para os locais que estavam sendo desmatados, os grandes desmatadores entenderam a lógica. Agora, em vez de desmatar uma extensão enorme, eles desmatam várias áreas menores, para que o Deter não pegue", explica André Muggiati, da Campanha da Amazônia do Greenpeace, acrescentando que a imprecisão também ocorre por conta das nuvens: quando o céu está coberto – o que não é incomum na região – nem todas as áreas são identificadas. "Qualquer dado que se refira à área desmatada é equivocado se for gerado por esse sistema. O Deter não foi feito para medir o tamanho do desmatamento".

Dados imprecisos

Por se tratarem de números falhos, o anúncio feito pelo MMA acaba gerando interpretações equivocadas, de que as estatísticas indicam que a agricultura e a pecuária seguem trilhas mais saudáveis, ao mesmo tempo em que a extração predatória de madeira mingua. Ledo engano.

Se o agronegócio está, aos poucos, diminuindo sua pressão sobre a floresta, não se pode falar o mesmo do setor madeireiro. Quem o diz é também o Inpe, com dados do sistema Degrad, criado há dois anos para medir, aí sim, o tamanho de áreas em processo de degradação por extração predatória de madeira.

O gráfico mostra a diferença entre os números do Deter e do Prodes. Os dados de 2010 do Deter ainda não estão completos, e o Prodes ainda não saiu.
Enquanto o desmatamento demonstra queda nos últimos anos, o Degrad mostra que a degradação na floresta seguiu o caminho inverso. Enquanto, em 2007, quase 16 mil quilômetros quadrados foram identificados em estágio de degradação, a taxa subiu para mais de 27 mil km2 no ano seguinte. Os números de 2009, que já deveriam ter ido para a rua, o MMA ainda não soltou.

Para calcular as áreas degradadas, o Inpe utiliza imagens do satélite Landsat, muito mais preciso que o usado pelo Deter. É a partir do que ele aponta que são geradas as taxas anuais de desmatamento na Amazônia. A metodologia adotada para se fazer essa análise ganhou o nome de Prodes (Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia). Muito mais refinado que o Deter, esse sistema consegue identificar desmatamentos a partir de 6,25 hectares, deixando de fora uma fatia muito menor da devastação.

Para exemplificar a diferença na precisão entre os dois sistemas, não é preciso ir muito longe. Em 2009, o Deter apontou cerca de 4 mil quilômetros quadrados de desmatamento na Amazônia. Pouco tempo depois, saíram os números do Prodes, que havia identificado muito mais: quase 7.500 quilômetros quadrados derrubados. Nesta terça-feira, a ONG Imazon também soltou seus números de monitoramento mensal. Contrapondo os dados do Deter, o instituto afirma que, de agosto de 2009 a junho de 2010 houve, não declínio, mas um aumento de 8% no desmatamento, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Portanto, todo cuidado é pouco na hora de falar de números, ainda mais se tratando de ano eleitoral. "Uma série de fatores levou à tendência de redução do desmatamento nos últimos anos. A moratória da soja e o compromisso público assumido pelos grandes frigoríficos de não comprar mais gado de áreas devastadas influenciaram bastante, assim como as ações de fiscalização", diz Marcio Astrini, da Campanha Amazônia do Greenpeace. "No ano passado, com crise financeira mundial, o que caiu foi a procura pelas commodities. Com menor demanda, os setores que produziam pressionando a floresta diminuíram o ritmo, e isso teve reflexo na queda do desmate."

Tendências à parte, a atenção deve ser redobrada. Julho é quando começa o período de seca e as motosserras são ligadas a todo vapor. Quantas árvores vão cair nos próximos meses, ainda não se sabe. Mas elas têm de entrar na conta antes que qualquer anúncio seja feito.

 

fonte: Greenpeace

Categorias:ECONOTÍCIAS