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Registro de emissões de CO2 no Brasil ganha cartilha e base de dados pública

Para as companhias, o registro de emissões pode se tornar uma ferramenta de gestão, além de contribuir com o aumento da competitividade e ao fomento à inovação.

Por Fernanda Dalla Costa – Revista Sustentabilidade

O Centro de Estudos de Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (GVces), o World Resources Institute (WRI) e o World Business Council for Sustainable Development (WBCSD) lançaram, em 22 de junho, as especificações do Programa Brasileiro GHG Protocol – que orientam as empresas sobre as normas de elaboração de relatórios de emissão de CO2 – e o Registro Público de Emissões, no qual as empresas poderão incluir seus dados em uma base online aberta.

O evento contou também com a apresentação dos relatórios de 35 empresas, o que segundo Marina Grossi, presidente executiva do Conselho Empresarial Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável (Cebds), representa um grande avanço para o país e mostra como o setor privado está se posicionando na discussão de metas do governo. "O setor produtivo que pode realmente reduzir as emissões e cumprir as metas adotadas pelo governo em Copenhague", afirmou Grossi.

Para as companhias, o registro de emissões pode se tornar uma ferramenta de gestão, além de contribuir com o aumento da competitividade e ao fomento à inovação, já que representa o registro histórico das emissões e estimula o surgimento de novas tecnologias que emitam menos carbono. "O registro de emissões representa um passo significativo das empresas no sentido de buscar alternativas para uma economia de baixo carbono", afirmou Maria Tereza Leme Fleury, diretora da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas.

A associada sênior do World Resources Institute, Taryn Fransen, declarou no evento que o registro de emissões fortalece a relação das empresas com seus investidores, clientes e fornecedores, indicando transparência em suas ações e influencia a formulação de políticas públicas. Os programas voluntários de registro de emissões, segundo Fransen, estão servindo de base para a formulação de políticas em vários estados dos EUA e do Brasil. "Em Nevada e em Massachusetts os registros já são obrigatórios”, disse.

Segundo a coordenadora adjunta do GVCes, Raquel Biderman, os estados de São Paulo, Pará, Amapá, Mato Grosso, Pernambuco e a cidade de São Paulo já consideram a hipótese de incluir os registros em projetos de lei para políticas voltadas ao clima. Os registros, podem também beneficiar as empresas em negociações internacionais sobre as políticas de mudanças no clima, além de aumentar a ênfase na cadeia de suprimentos, já que os investidores estão pedindo cada vez mais transparência e detalhes dos processos produtivos.

Relatórios

As emissões das 35 empresas que participaram do programa somaram quase 89 milhões de toneladas de CO2 equivalentes em 2009. O setor de transformação foi o responsável por 89% dessas emissões, sendo que as petroquímicas e a fabricação de combustíveis foram os segmentos que mais contribuíram com esse montante.

O setor de mineração emitiu 10% do volume e os setores de saneamento, energia, agronegócio, serviços financeiros e serviços públicos somaram 1%. Esses dados, quando comparados com os resultados do Inventário Nacional Preliminar do Ministério da Ciência e Tecnologia, indicam que as 35 empresas contribuíram com 4% das emissões brasileiras ou 20%, se excluirmos as emissões da agricultura e mudanças no uso da terra.

Revista Sustentabilidade/EcoAgência

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