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“Parar de comer carne não seria solução” – ASNEIRAS DE UM JORNALISTA DESCUIDADO…

 

Pois é,  mesmo tendo dito lá nos comentários do blog Arpuro (http://wp.clicrbs.com.br/blogarpuro/2010/02/18/vereador-propoe-criacao-da-segunda-sem-carne/) que não participaria mais de discussões na mídia, acabo indignando-me com a falta de qualidade de alguns na imprensa nacional que, sem nenhum critério acabam lançando asneiras e deturpando idéias. No tal texto, a jornalista dá informações equivocadas sem ao menos citar a fonte.

Fora isso, blogs como o do Edimilson (tecnologia-acao.blogspot.com) prosseguem no cltrV direto da INFO, dando divulgação às bobagens…

O título da matéria que me refiro, escrita ontem , 25/mar, por Paula Tothman da INFO Online é: 

Tecnologias verdes

Parar de comer carne não seria solução

 

Na matéria o pesquisador Dr. Frank Mitloehner, perito em qualidade do ar da Universidade da Califórnia-Davis, tem suas idéias revistas e reescritas conforme o julgamento descuidado e superficial da jornalista.

Arrumando as coisas – A realidade dos fatos:

A conclusão a que se refere a matéria da INFO, foi apresentada no 239º  Encontro Nacional da Sociedade Americana de Química e, na verdade o pesquisador diz que não é cientificamente correto culpar APENAS vacas e porcos pelo efeito estufa, pois isso tira o foco de outras causas também relevantes. 

“Reduzir a produção e o consumo traria benefícios menores ao meio ambiente do que o que se acreditava”, foi o que afirmou o cientista Frank Mitloehner, da Universidade da Califórnia em Davis (UCD) no 239º Encontro da ACS.

Entendendo a situação:

Um relatório de 2006 – intitulado A Grande Sombra do Gado, publicado pela FAO, a agência da ONU para alimentação e agricultura – concluiu que a produção de carne é responsável por 18% das emissões de gases nocivos ao ambiente. Pelo relatório, a indústria da carne polui mais do que o setor de transporte. Este relatório vem sendo citado por ativistas e celebridades que fazem campanha por dietas mais baseadas em vegetais, como o ex-beatle Paul McCartney (no ano passado, o músico lançou uma campanha com o lema "Menos carne = menos calor").

No início da semana, durante  o 239º Encontro Nacional da Sociedade Americana de Química, o pesquisador Frank Mitloehner argumentou que, no relatório da FAO de 2006, a comparação da produção de carne com o setor de transporte é equivocada. Mitloehner afirma que os autores do relatório não calcularam as emissões do setor de transporte da mesma forma, se limitando a usar dados do IPCC que só incluem queima de combustíveis fósseis.

Um dos autores do relatório da FAO, Pierre Gerber, disse à BBC que aceita a crítica feita por Mitloehner. "Eu tenho que dizer que, sinceramente, ele tem razão em um ponto – nós analisamos tudo na produção de carne, e não fizemos a mesma coisa com transporte", disse ele. "Mas o resto do relatório eu creio que não foi realmente contestado." Ainda: "Eu tenho que dizer que, sinceramente, ele tem razão em um ponto – nós analisamos tudo na produção de carne, e não fizemos a mesma coisa com transporte. A FAO está preparando agora uma análise mais abrangente de emissões do setor de alimentos, disse Gerber."

O relatório será concluído até o final do ano e deve permitir comparações mais precisa entre diferentes tipos de dietas – tanto com carne como vegetarianas.

Organizações usam métodos diferentes para alocar emissões entre setores da economia. Em uma tentativa de capturar tudo que é associado com produção de carne, a equipe da FAO inclui contribuições, por exemplo, de transporte e desmatamento.

A metodologia usada pelo IPCC  separa emissões de desmatamento em uma categoria diferente, mesmo que algumas árvores tenham sido derrubadas para contribuir para a agricultura. O mesmo acontece com o transporte. Por isso, para alguns analistas, o índice de 18% de emissões produzidas pela indústria da carne no relatório da FAO é tão elevado. A maioria das emissões relacionadas à indústria da carne vem da abertura de campos – feita por desmatamento – e das emissões associadas à digestão de animais.

Outros cientistas argumentam que a carne é uma fonte necessária de proteína em algumas sociedades com pouca diversidade de alimentos, e que em regiões do leste africano e do Ártico não há possibilidade de plantas sobreviverem. Nesses lugares, a dieta baseada em carne é a única opção.

 

Feita a crítica, confesso que não pude deixar de postar um comentário na página da INFO. Não deu…

Até porque os motivos para alguém se tornar vegano (ou vegetariano, sendo menos radical) não se baseiam apenas (tão-somente)  no efeito estufa…

 

Para quem quiser conferir:

http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2010/03/100324_carne_clima_dg.shtml

http://info.abril.com.br/noticias/tecnologias-verdes/parar-de-comer-carne-nao-seria-solucao-24032010-7.shl

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