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COP 15: Aquecimento do Brasil nas próximas décadas será 20% maior que a média mundial

 

O aquecimento no Brasil pode ser 20% maior que a média mundial nas próximas décadas. Uma das principais consequências será o aumento das chuvas no sul do país. A Amazônia e o interior do Nordeste, por outro lado, devem ficar mais secos. É o que revela um estudo inédito divulgado nesta sexta, dia 11, durante a Conferência da ONU sobre mudanças climáticas, em Copenhague.

Num dia marcado pelas discussões sobre esboços de tratado, a comunidade científica deu mais um recado para os líderes político: se as ações contra as mudanças climáticas demorarem, prejuízos para a economia e o meio-ambiente vão crescer.

O estudo foi feito por cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais, o INPE, e pelo conceituado escritório de meteorologia do governo britânico (Met Office). Foram analisados três cenários e em todos eles, está prevista uma grande redução das chuvas nas próximas décadas.

Segundo os cientistas, o aquecimento das águas dos oceanos pacífico e atlântico deve modificar todo o regime de precipitações e ventos na América do Sul. A bacia dos rios da Prata e do Paraná, que inclui Rio Grande do Sul e Santa Catarina, ficará mais chuvosa até 2080: entre 2% e 7%.

Os maiores prejudicados devem ser os moradores do sertão nordestino. A região do Rio São Francisco poderá ter as chuvas reduzidas pela metade, no cenário mais pessimista.

A região amazônica também terá prejuízos. Pode haver redução drástica nas chuvas. Com menos umidade e mais calor, a vegetação deve começar a morrer. O círculo vicioso continua: com menos árvores, diminui a evaporação:

— As florestas fazem uma espécie de reciclagem da chuva, devolvendo a umidade na atmosfera. É a evaporação das árvores, que reforça a cobertura de nuvens e provoca mais chuvas. Se a floresta é desmatada, também vai diminuir o volume de chuvas — explica diretor de impactos climáticos do Centro Hadley de Meteorologia do Reino Unido, Richard Betts.

Os estudos feitos nos computadores britânicos em conjunto com as pesquisas brasileiras mostram que se a temperatura do planeta aumentar impressionantes 5,5 graus até 2080, no Brasil a situação será ainda pior: crescimento de 6,6 graus.

por Gustavo Bonato, Copenhague

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