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Tende piedade de nós, por Rafael Bán Jacobsen

   Para quem não sabe, costumo dedicar pelo menos duas manhãs de sábado por mês para divulgar o veganismo e os direitos animais, distribuindo e vendendo materiais pertinentes a tais temas e também conversando com o público em uma famosa feira ecológica aqui de Porto Alegre. Essa última parte – conversar com o público – costuma ser a mais difícil.

Em um dos últimos sábados em que estive na tal feira exercitando meu modesto ativismo, uma senhora carrancuda aproximou-se, observou em silêncio os cartazes e panfletos exibidos na banquinha, franziu o cenho e, enfim, perguntou: O que é que tu comes? Não, não havia qualquer resquício de curiosidade no tom da indagação; a fala tinha entonação bem mais parecida – imagino – com aquela dos agentes do DOPS ao interrogarem um jovem e cabeludo estudante de filosofia detido durante uma passeata contra o governo Geisel, com três baseados e um exemplar de “O Capital” no bolso da jaqueta.

Tentei sorrir para ela, mas não consegui. Minha voz, ao menos, saiu macia: Eu sou vegetariano, então não como nada que tenha origem animal. E o que é que tu comes?, repetiu ela, os olhos faiscando. Comecei a enumerar – arroz, feijão, lentilha, soja, grão-de-bico, berinjela, espinafre, batata, cenoura, tomate, abóbora –, mas não foi possível ir muito longe, pois logo ela me interrompeu: Eu quero saber o que tu comes de proteína. O sargento perdia a paciência. Pois então, senhora: como arroz, feijão, lentilha, soja, grão-de-bico. Fui cortado aos berros: Eu perguntei o que tu comes de proteína; tu és surdo ou o quê? Invoquei a didática: Na verdade, senhora, essa idéia de que “carne é sinônimo de proteína e proteína é sinônimo de carne e não se fala mais nisso” está incorreta; todos aminoácidos essenciais podem ser encontrados em fontes vegetais.

A rigor, se bem me recordo, nem cheguei a pronunciar a palavra “vegetais”, pois ela não estava muito interessada em didática ou aminoácidos, queria tocar adiante o interrogatório: E vacina, tu tomas? Quis explicar a ela que, na minha modesta compreensão, não estava assim tão convencido da imprescindibilidade de todas as quatrocentas vacinas que os órgãos de saúde tentam, a todo custo, injetar na população; confessei que não aderira a várias campanhas de vacinação em massa, inclusive as últimas, contra meningite e rubéola; porém, quando eu era criança, meus pais haviam me dado algumas vacinas sim – mostrei, inclusive, uma marquinha que tenho no braço, de alguma agulhada dessas, tentando criar um mínimo de cumplicidade com aquele ser cujas faces já se contorciam de raiva ou algum sentimento parecido. Para tentar me fazer um pouco mais humano aos olhos de minha interlocutora, admiti que nem todas minhas motivações para fugir das vacinas eram assim tão filosóficas, nem tudo era devido a uma postura de questionamento à indústria farmacêutica, à exploração animal implícita no processo ou ao sistema de “saúde” pública e suas desastradas (e dispendiosas) políticas: eu tinha um medo danado de agulha, fobia mesmo. Basta ver aquela coisinha fina, metálica e pontiaguda para meu coração disparar, as pernas ficarem bambas, a pele embranquecer feito cera.

Então quer dizer que tu vais pegar tétano, difteria, tuberculose e tudo mais?, continuou a senhora, impaciente. Eu respondi: Olha, até hoje não peguei e não creio que vá pegar, mas, se acontecer, dá para tratar, não é? Para variar, ela respondeu com outra pergunta: E teus filhos tu vais criar desse jeito? Que jeito, senhora? Desse jeito: sem carne, sem vacina.

Foi então que cometi o maior dos pecados: disse que não pretendia ter filho algum, pois, além de já haver pessoas demais no mundo (consumindo, explorando, sujando, poluindo, degradando), eu acreditava que o planeta Terra seria um lugar bem mais aprazível sem a presença de um homo sapiens sequer sobre ele. Ademais, expus minhas reflexões pessoais acerca do vazio da existência, da escassez de sentido em tudo aquilo que se passa entre a concepção e o último suspiro, e coroei com uma clássica citação de Machado: “Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria.” No entanto, mais uma vez, quis demonstrar que nem tudo em minha postura era guiado pela razão e pela vontade de fazer o bem, minimizando os danos ao planeta e evitando que mais um ser viesse penar nesse nosso purgatório telúrico: havia, sim, um quê de egoísmo na minha decisão de não procriar. Sempre preferi viagens a fraldas, pós-graduação a maternal e colégio, automóveis a triciclos, boa comida a papinha, James Joyce a “Os 3 Porquinhos”, Rachmaninoff a “Xuxa só para Baixinhos”. Arrematei sacando da mochila o livro que estava lendo na época – “O Filho Eterno”, de Cristovão Tezza, um furacão arrebatador de praticamente todos os mais importantes prêmios da literatura em língua portuguesa – e li o seguinte trecho para a azeda senhora:

A primeira criança de um casamento é uma aporrinhação monumental – o intruso exige espaço e atenção, chora demais, não tem horários nem limites, praticamente nenhuma linguagem comum, não controla nada em seu corpo, que vive a borbulhar por conta própria, depende de uma quantidade enorme de objetos (do berço à mamadeira, do funil de plástico às fraldas, milhares delas) até então desconhecidos pelos pais, drena as economias, o tempo, a paciência, a tolerância, sofre de males inexplicáveis e intraduzíveis, instaura em torno de si o terror da fragilidade e da ignorância, e afasta, quase que aos pontapés, o pai da mãe. E é uma criança – como todo recém-nascido – feia. É difícil imaginar que daquela coisa mal-amassada surja como que por encanto algum ser humano, só pela força do tempo.

Mais uma vez, não cheguei ao final do que pretendia dizer. Lá pela metade da leitura, a mulher já urrava: Então quer dizer que tu não vais ter filhos, é? Sim, eu confirmei, não vou. Foi então que, antes de virar as costas e partir em passo quase marcial, ela lançou sua derradeira frase, triunfante, articulando com gosto cada palavra: Eu tenho pena de ti! Caprichou na pronúncia de cada fonema, especialmente o “p”, cuja vocalização se fez través de um nítido espocar dos lábios, acompanhado de alguns perdigotos, e foi embora.

Fiquei ali, basbaque, tentando digerir aquela súbita declaração de piedade. Provavelmente, a senhora enxergara, no somatório de minhas atitudes e posturas, a pavimentação de um caminho reto e direto para a infelicidade. Por isso, por antever minha miséria vindoura, apiedara-se de mim. Para ela, com certeza, a imagem da plena felicidade era uma bela churrascada com crianças correndo por todos os lados (todas bem vacinadinhas, claro), e eu jamais desfrutaria de tal paraíso – eu era, portanto, um ser digno de pena. Fiquei indignado. Quem ela pensava que era para se dar o direito de ter pena de mim? Porque sim: a sua piedade pressupunha uma hierarquia – em algum critério, ela se via em posição de superioridade em relação a mim, e a consciência dessa superioridade se manifestava através da misericórdia. Ela estava por cima, e eu por baixo (sem nenhuma conotação impudica, por favor). Ela era a bem sucedida artista plástica, casada com um rico empresário, que, passeando pelas ruas da cidade em seu carro importado à caminho do shopping, vê um sujeito maltrapilho – eu – caído na calçada, chafurdando na lama fria em pleno entardecer invernal e sente pena, muita pena. Assim ela me via: um fracassado, um excluído, um ser sujo. Com meu orgulho ferido, pensei em ir atrás dela e dizer umas verdades, mas ela já havia desaparecido entre os transeuntes.

Foi quando veio até mim um senhor que, quase todos os sábados, visita a banquinha e troca algumas palavras comigo. Trazia uma espiga de milho recém-cozida, comprada em outra banquinha mais adiante, e, estendendo-a para mim, disse: É para ti, guerreiro; passei, te vi aí sozinho nessa véspera de feriado, trabalhando pela causa, e fiquei com pena – tem que ter pelo menos alguma coisa boa para comer, não é mesmo? Ele nem me deu tempo para agradecer, parecia apressado. Entregou-me a espiga e se foi, sorrindo e acenando.

Agora, eu estava duplamente confuso: mais alguém sentira pena de mim. De fato, era um sábado em que a cidade estava muito vazia, quase ninguém estava trabalhando, milhares de pessoas estavam refugiadas nas praias até terça-feira, dado que segunda era dia de feriado municipal em Porto Alegre, mas eu estava ali: cumprindo minha rotina, fazendo minha parte, lutando – ainda que timidamente – pelas coisas em que acredito. O segundo arroubo de piedade daquela manhã, implicitamente, reconhecia tudo isso: eu poderia estar na praia, de pernas para o ar, tomando água de coco, poderia estar em casa dormindo, mas, por vontade própria e movido por minhas convicções, eu estava ali, na labuta. Aquele segundo sentimento de piedade em nada me escandalizou; ao contrário, fez com que eu me sentisse surpreendentemente bem. Comi o milho com prazer, pensando que, na verdade, sentimentos como pena, piedade, comiseração, misericórdia, clemência e tantos outros parecidos não deveriam ser encarados como sentimentos negativos. Em essência, são coisas boas: nós, humanos, em nossa imperfeição e arrogância, teimamos em corrompê-los associando-os a outros sentimentos bem menos nobres, como soberba, desprezo, asco, desdém. Não há nada mais belo do que a comiseração (o nome pomposo para a boa e velha “pena”), isto é, a compaixão sincera experimentada diante dos infortúnios alheios, emoção que experimentamos quando nos colocamos no mesmo patamar do outro e com ele dividimos alguma dor ou dificuldade que, em princípio, não é nossa. Estar ali, em um sábado abafado, trabalhando enquanto muitos outros se divertiam, era, em certa medida, um infortúnio ou, pelo menos, uma dificuldade – e o senhor do milho sabia disso, assim como eu sabia. Mas era ali que eu queria estar, e isso o senhor do milho também sabia, mas ele, colocando-se no meu lugar, sabia ainda que era possível fazer algo para que as minhas horas ali passassem de modo mais agradável.

Estamos calejados de modo a encarar a piedade sempre como algo ruim, mesmo no contexto da luta pelos direitos animais. Não concordo totalmente. Certa vez, alguém me disse que “peninha dos bichinhos só serve para fazer a Barbie virar ovolactovegetariana por uma semana”, ou seja, que sentir pena dos animais não é, via de regra, capaz de fazer alguém abolir a exploração animal de sua vida de modo consistente e duradouro. Penso que, de fato, o caminho da razão é o mais promissor: um escrutínio ético rigoroso acerca dos limites para utilização de animais não-humanos para nossos particulares fins, de preferência guiado por farta bibliografia de grandes pensadores, dificilmente falhará em apontar para o sujeito o caminho do veganismo, da abolição, e mais dificilmente ainda falhará em explicitar a validade imperativa dessas posturas. Mas nem todos estão dispostos a essa jornada, que é longa, complexa e, por vezes, cansativa. Por esse motivo, ainda quero crer no sucesso da piedade em certos casos. Se a razão e a reflexão filosófica são o caminho mais seguro, a “pena dos bichinhos” ainda é um atalho. Assim como certos pensadores, eu ainda teimo em acreditar incompleta qualquer ética alicerçada exclusivamente na razão, sem espaço algum para a compaixão. Como não sou filósofo, peço socorro para os profissionais da área e, na esperança de me fazer entender, transcrevo a seguir um trecho do artigo “Man-eating aliens” (isso mesmo, “Alienígenas que comem gente”), de autoria de William Davis, da Universidade de Auburn (Journal of Value Inquiry, v.10, 1976, p.178-185). Nesse fragmento, Davis revisita o trabalho de outro filósofo, o norte-americano Charles Sanders Peirce (1839-1914), contrapondo a visão de moral deste à de Immanuel Kant (1724-1804):

Sim, precisamos “amar aos outros como a nós mesmos”. Mas como isso ocorre? Como amamos a nós mesmos? Através da razão? Não, por natureza. E nosso amor por outras pessoas é, de maneira similar, baseado em elementos de nossa natureza. Esse amor pode ser servido pela razão, mas não está alicerçado sobre a razão. (…) A razão busca apreender a lei que está em todas as coisas. Busca enxergar os princípios gerais sobre os quais a natureza opera. Mais do que isso, a razão busca trazer racionalidade, consistência, generalidade para nossas próprias vidas e para aquelas partes da sociedade e da natureza sobre as quais temos influência. Mas a razão é guiada, em todos os seus movimentos, pelo sentimento. A razão é guiada por um tipo instintivo de poder de adivinhação. Ou seja, os homens são por natureza dotados de uma primitiva percepção de como as coisas são e de quais caminhos as coisas tendem a seguir. A razão, sem o seu alicerce na percepção e no sentimento, perderia todo senso de relevância. É a nossa percepção geral de como as coisas são que, por si só, evita que a razão vague a esmo, cegamente, entre o infinito número de hipóteses errôneas com as quais se depara a cada instante. O que é interessante a respeito disso é que, para Peirce, os movimentos da razão corram tão paralelamente aos movimentos da vida moral. O sentimento moral e a vida moral constituem, para Peirce, uma contínua expansão de nossa natureza simpática, uma generalização de nossos interesses pessoais junto com os interesses dos outros, uma subordinação de nossa individualidade e particularidade à contínua expansão dos interesses do todo. Em resumo, tanto a razão quanto a moralidade nos dão o mesmo comando: generalizar. (Na verdade, embora a palavra-chave para Kant fosse “consistência”, refletindo, ao mesmo tempo, um ingrediente fundamental tanto na razão quanto na moralidade (trate os outros como gostaria de ser tratado, etc.), Kant também enxergava a razão como uma tendência generalizante. Se Kant pudesse ter se colocado em posição capaz de reconhecer a importância do elemento emocional na vida moral (amor) e na vida racional, ele poderia ter dito quase a mesma coisa que nos diz Peirce.) (…) as faculdades da mente não são tão separadas e separáveis quanto o nosso discurso necessariamente pressupõe. Em outras palavras, uma faculdade psicológica nos permite separar o coração do intelecto de uma maneira que pode ser distorciva de uma realidade sem inteiriça, fluida e orgânica. Ademais, esse argumento é um enorme aperfeiçoamento sobre a posição puramente kantiana. Eu não sou o único a pensar que é um terrível defeito não haver espaço para a compaixão ou amor em seu sistema (filosófico). Para Kant, a maneira pela qual a moralidade se conecta com a razão é puramente abstrata: enxergamos uma lei moral da mesma maneira que enxergamos a verdade de uma proposição em geometria e temos a mesma obrigação de aquiescer em ambos os casos. Kant não tinha noção de que o intelecto extrai sua vida de nossa natureza sensível.

Estava aqui, em frente ao computador, refletindo sobre o caráter dual da pena, quando recebi um e-mail de um amigo, indicando um vídeo de uma ação pró-vegetarianismo realizada já há algum tempo no Rio de Janeiro: http://www.youtube.com/watch?v=xWCtKUvwHI0. Nele, minhas amigas e ativistas T.  e B. inflitram-se em uma oficina de culinária para crianças. O objetivo da oficina era ensinar aos pimpolhos como fazer hambúrgueres. Lá pelas tantas, T., com toda sua típica gentileza, pega o microfone e diz: Oi, criançada! Vocês sabiam que estão mexendo em vaquinha morta, bezerrinho morto e franguinho morto? A B., ansiosa por dar sua contribuição, assume o microfone, brandindo algumas vaquinhas de pelúcia: Cadáver! Cadáver! É galinha morta! O que tá por trás do hambúrguer de vocês é animal assassinado. Por que é que eles não ensinam? É vaca! É vaca morta! É bicho morto que tá aí, ó! As manifestações são rapidamente sufocadas por uma onda de vaias e exclamações de “sai fora! sai fora!” que começa com os adultos presentes e logo ganha adeptos entre as crianças. A seguir, as ativistas são “gentilmente” escoltadas até a saída, e a normalidade retorna ao lúdico evento, com o animador abestalhado retomando o microfone e falando: Quem tá com vontade de comer hambúrguer? Quem veio pra cá pra aprender a fazer hambúrguer? Então vamos fazer hambúrguer! Todos aplaudem. As crianças riem, dão gritinhos de alegria, sacodem os braços. Viva! Vamos fazer hambúrgueres!

Ao ver o vídeo, senti reforçada minha convicção de não ter filhos. Ver todos aqueles pestinhas barulhentos com as mãozinhas atoladas na pasta de vaquinha morta me revoltou. Eu seria capaz de tolerar as maiores barbaridades vindas de um filho, mas jamais conseguiria conviver com a transformação de um filho criado vegano em um filho carnívoro. Jamais. Podem me chamar de intolerante, radical, xiita, o que quiserem, mas é a pura verdade. Por mais que me esforçasse em demonstrar ao meu filho as belezas, as delícias e as verdades de uma vida vegana, ainda acho que o mundo tem perfídia de sobra para corromper qualquer um, por mais bem educado que seja, e eu não estou pronto para suportar o golpe de ver um filhinho criado à base de tofu se empanturrar com uma costeleta de cordeiro bem gorda. Além do mais, quem gostaria de ser criado por um intolerante, radical e xiita feito eu? Vasectomia já!

Mas outro sentimento mais relevante me tomou de assalto com esse vídeo. Senti pena das duas moças. Muita pena. Mas juro que é uma pena daquele segundo tipo, um sentimento de honesta comiseração que me colocou ao lado de minhas amigas, não acima e nem abaixo delas. Ao ver as imagens, experimentei com elas a frustração de viver em um mundo tão hostil aos conceitos éticos mais básicos, cercado por pessoas que pouco pensam, pouco questionam e muito apedrejam aqueles que o fazem (com sorte, apenas vaiam, xingam ou jogam tomates). Passou, em minha mente, um velocíssimo slide show com todos aqueles momentos em que eu também fui ridicularizado ao erguer a voz para defender aqueles que não a tem, precisando me contentar com o pensamento de que, talvez, em meio às vaias ou à indiferença, eu tenha “plantado uma sementinha” na cabeça de alguém. Frustrante, patético. Senti pena das minhas duas amigas, senti pena de mim mesmo e de todos os ativistas que seguem por aí, feito nós, dando murros em ponta de facas. Dói bastante, e eu sinto pena. Por falar nisso, alguém aí aceita um milho verde sem manteiga?

 

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Rafael Bán Jacobsen é físico, professor, escritor, poeta e músico, além de atuante defensor dos direitos animais. Nasceu em Porto Alegre, no dia 21 de maio de 1981. Vegetariano ativista, é fundador e atual coordenador da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) em Porto Alegre, proferindo palestras sobre o tema em encontros nacionais (site www.svbpoa.org).

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