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Plantas sentem dor ?

 

N ós veganos,  às vezes ainda ouvimos dos não vegetarianos algumas questões sobre sensciência em plantas, apesar de serem argumentos bastante antigos e já fartamente debatidos. Talvez a questão seja se as plantas tem alguma maneira de expressar sentimentos ou emoções.  Perguntei a meu amigo C. Naconecy sobre a origem de tais argumentos.   Como algo que não tem cordas vocais pode gritar?

Ele me informou então que essa noção foi popularizada pelo livro "The Secret Life of Plants", escrito por Tompkins e Bird em 1972. O livro descreve "experimentos" nos quais se alega que as plantas responderam à ferimentos e até mesmo aos pensamentos e emoções dos humanos envolvidos. Porém as respostas consistiam de mudanças na condutividade elétrica de suas folhas.  A verdade é que nada resultou quando se tentaram reproduzir esses experimentos.

Para algumas avaliações sobre tal experimento, veja a revista Science, 1975, 189:478 e o The Skeptical Inquirer, 1978, 2(2):57.

Mas e as plantas que respondem à presença de um inseto invasor?  Isso significa que as plantas "sentem" dor? Nenhum livro publicado ou artigo em revistas cientificas tem sido citado para apoiar a alegação de que "plantas sentem dor".
Existem dados interessantes sugerindo que as plantas reagem a ferimentos nos tecidos locais e até mesmo emitem moléculas que servem para estimular os mecanismos de defesa das plantas vizinhas. Mas isso implica que as plantas sintam dor e sofram? Onde estariam os experimentos repetidos e as citações e revisões da comunidade cientifica  sobre esse alegado fato?  Não há nenhum.

Nas palavras da filósofa Sônia Teresinha Felipe:
”…os frutos, os cereais, as sementes e os grãos, embora estejam vivos, no sentido de
que mantém processos físico-químicos de produção e absorção de energéticos, não são vivos
no mesmo sentido em que os animais . O que lhes acontece passa imediatamente em seu
sistema orgânico, não restando lugar do processo qualquer imagem ligada a emoções,
pensamento e consciência(…) Se não comemos os vegetais maduros, ou frutos grãos e
sementes, sua energia vital não será aproveitada de qualquer modo, no máximo pode nutrir o
solo. O mesmo não se pode pensar dos animais que matamos. Se precisamos matá-los é
porque não tinham ainda concluído seu processo vital.”

Esticando um pouco a questão do sofrimento,  segundo os cientistas e biólogos, alguns animais não tem capacidade de sofrer.  Por exemplo,  a minhoca.  Mas se a pegarmos veremos que ela tentará fugir, quanto à formiga e outros invertebrados acontecerá a mesma coisa, provando dessa forma, que os invertebrados, embora não possuam a capacidade de sofrer, têm consciência da própria vida, vontade de viver e escolhas a fazer – movimentar-se, onde ir, quando, o que fazer, entre outros (seguindo seu instinto de sobrevivência, é claro). Eu penso que isso tira o direito dos seres humanos de  explorá-los.

“ Pessoalmente defendo uma concepção ética baseada no seguinte: minhocas e insetos, por exemplo, têm capacidades biológicas, que se revertem em necessidades, que implicam em vulnerabilidades. Neste caso, quanto maior a vulnerabilidade do indivíduo, mais ele terá a perder com a violência, e mais precisará de proteção. Essa concepção transcende a sensciência e articula uma Ética de Respeito pela Vida,  que acabará abrangendo os 93% dos
animais que a Ética Animal deixa de fora”(Carlos Naconecy).

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