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Tecnologia: Lixo tratado com micro-ondas vira energia

 

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SÃO PAULO – Empresa brasileira cria sistema que aproveita o lixo para gerar material alternativo à combustão do carvão.

O método trata resíduos urbanos, hospitalares e industriais para obtenção de energia e combustível por meio da aplicação de micro-ondas, evitando que o material se acumule em aterros.

A Propower Energy, que desenvolve tecnologias associadas à geração de energia elétrica e produção de combustíveis, iniciou o projeto em 2004 em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina.

“O método utiliza as micro-ondas para desidratar e desinfetar os resíduos urbanos”, explica Luciano Prozillo, fundador da Propower. “Ele mata as bactérias e o material passa a ficar em um bom nível de combustível para uma unidade termogeradora. Com o sistema, uma cidade de 100 mil habitantes gera um megawat/hora, uma energia capaz de atender 5 mil residências por hora”, diz.

Como o processo de aproveitamento utiliza somente resíduos orgânicos, é necessário separar o lixo antes de desidratá-lo. Na chamada “Unidade de Tratamento de Resíduos Urbanos”, feita de aço inox, o sistema de processamento começa em uma esteira de triagem, onde são separados os metais e vidros do restante do lixo.

Nessa etapa, os produtos reciclados são retirados e podem ser encaminhados a centros de tratamento. Depois da esteira, todo o material é triturado e levado ao “Reator de Micro-ondas”, onde é aquecido a uma temperatura controlada. “A ação das micro-ondas gera a evaporação da água, que leva embora 20 elementos químicos voláteis”, explica Prozillo.

Essa água retirada é filtrada antes de ser devolvida à natureza ou reaproveitada. Os resíduos, já secos, são transferidos para uma Unidade Termogeradora, que produzirá energia elétrica pela combustão direta do material – para evitar as emissões causadas pela queima, um filtro é instalado na saída.

O balanço energético é positivo, pois o sistema consome internamente 15% do conteúdo energético. Além da transformação em energia, outro processo incluindo é o Craqueamento do plástico, que gera combustível. Apesar de não se tratar de biodiesel, o reaproveitamento de hidrocarbonetos contidos no material original é menos agressivo por não conter enxofre. O índice de conversão vai de 75% a 98%, dependendo do material utilizado.

“O lixo urbano é sempre uma média”, explica Prozillo. “Existem variações regionais, mas o material orgânico e resíduo alimentar são 50%, 60%; outros 20% são materiais recicláveis e o restante são não recicláveis”, diz.

O custo de instalação para uma unidade padrão que atenda 100 mil habitantes gira em torno de 10 a 15 milhões de reais, incluindo o craqueamento do plástico. “Em seis ou sete anos, o equipamento, que dura 20, se paga”, diz Prozillo.

Depois de passar por processos de licitação pública, o sistema deve ser implementado em breve em três cidades paulistas: Tietê, Leme e Araraquara.

 

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