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Método “Trap-Neuter-Return” (Pega-Castra-Solta) para cuidar de gatos que vivem nas ruas

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    Uma Praça não muito frequentada ao lado de minha casa era um local já conhecido por aqueles que pretendiam livrar-se de seus bichos, principalmente gatinhos. Volta e meia encontrávamos caixas de papelão com ninhadas. Normalmente recolhiamos os bichinhos que recebiam tratamento antes de serem colocados para adoção em consultórios veterinários. Acontece que o número de gatinhos abandonados sempre superou o número de adotados. Os bichinhos cresciam e lá ficavam.

   Hoje adotamos o método TNR para cuidar desses animais. São três ONGs que através de seus voluntários, recolhem, castram e devolvem os bichinhos à Praça. Eles também são fotografados e suas fotos disponibilizadas nos sites para adoção.

   O método tem dado certo. Eles são tratados, alimentados e aguardam adoção livres. Não geram problemas com os frequentadores da praça, pois quando não gostam de algo, ficam nas árvores. Por estarem alimentados não chegam a ameaçar os pássaros do local.

   Creio que o entendimento entre a prefeitura, moradores e ONGs poderia amenizar muito o problema dos animais de rua. Basta boa vontade e engajamento.

 

Abaixo, uma matéria da ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais) que fala sobre este método nos EUA:

 

 

Método dos EUA castra e trata gatos de rua para conter população

 

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O quintal dos fundos de Suzanne Des Marais, moradora de Washington DC (EUA), parece uma colônia de gatos de rua que ela supostamente alimenta.

Entrando no local não há sinal de felinos, até que um par de olhos amarelos surge entre os arbustos. O gato negro mantém distância, aparentemente só, então ela mostra as tigelas de comida e de repente três gatos estão de olho do outro lado do jardim.

“Eles conhecem o som dos pratinhos de comida”, diz a moça.

Des Marais é uma voluntária defensora de animais que utiliza o método “Trap-Neuter-Return” (Pega-Castra-Solta) para cuidar de gatos que vivem nas ruas.

O método, conhecido como TNR, costumava fazer parte de um movimento alternativo, mas agora já é reconhecido por grandes organizações de defesa animal como a American Society for the Prevention of Cruelty to Animals e a Humane Society.

O distrito de Colúmbia tem por volta de 400 colônias de gatos com mais de 2.000 felinos que foram castrados, vermifugados e vacinados pelo programa CatNipp da Humane Society.

Os vizinhos costumam ficar receosos no começo: por que capturar os gatos e colocá-los de volta em vez de encontrar lares para eles?

Os programas de TNR geralmente tentam reabilitar os gatos selvagens para que possam ser adotados. Mas, a maioria deles, já nascidos nas ruas, atravessam um período crucial de sua vida (antes das 8 semanas), no qual ocorre a adaptação aos humanos sem qualquer contato.

Talvez alguns deles pudessem passar por um processo de longo prazo e socializar-se com humanos, mas os abrigos locais não possuem recursos para aplicar a reabilitação. Com tantos milhares de gatos já adaptados ao convívio humano abandonados, levar os gatos selvagens aos abrigos só serve para colocá-los no corredor da morte para a eutanásia.

A estratégia TNR tem colaborado para diminuir o número de gatos de rua. Considerando que os gatos são territoriais, novos gatos raramente se unem aos grupos já existentes. Graças à castração, os animais não se reproduzem e o problema não se agrava.

O trabalho de  voluntárias como Des Marais é fundamental para o sucesso do método TNR. “Nem sequer os chamo de gatos selvagens, chamo de gatos comunitários,” diz Cimeron Morrisey, voluntária de um órgão que atende gatos em São Francisco. “Gatos selvagens não seriam da responsabilidade de ninguém, porém estes gatos que vivem nas ruas são sim responsabilidade de todos. As pessoas precisam se mexer e fazer a coisa certa por eles”.

ANDA com informações de Los Angeles Times

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