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Archive for agosto \30\UTC 2009

Sábado da Gripe…

   
         Pois é, eu que estava tão feliz por não ter pego nenhum resfriado neste universo onde a moda é gripe, hoje me vejo assistindo a filminhos na tv e  tomando chá !!!    É o fim do mundo… Pior, há pouco recebi a visita de um colega que, devido as circunstâncias, me disse ter trazido uma caixa de remédio em vez de um vinho, …..isso em pleno sábado…
 
                      Já que não tem jeito mesmo, resolvi homenagear o tal resfriado com um texto do José Saramago – sobre gripe, claro…
 
 
                       Gripe suína e a morte da honradez
 

Por José Saramago

Há muito tempo que os especialistas em virologia estão convencidos de que o sistema de agricultura intensiva da China meridional foi o principal vetor da mutação gripal: tanto da ”deriva” estacional como do episódico ”intercâmbio” genômico.

Há já seis anos que a revista Science publicava um artigo importante em que mostrava que, depois de anos de estabilidade, o vírus da gripe suína da América do Norte havia dado um salto evolutivo vertiginoso.

A industrialização, por grandes empresas, da produção pecuária rompeu o que até então tinha sido o monopólio natural da China na evolução da gripe. Nas últimas décadas, o setor pecuário transformou-se em algo que se parece mais à indústria petroquímica que à bucólica quinta familiar que os livros de texto na escola se comprazem em descrever…

Em 1966, por exemplo, havia nos Estados Unidos 53 milhões de suínos distribuídos por um milhão de granjas. Actualmente, 65 milhões de porcos concentram-se em 65.000 instalações.

Isso significou passar das antigas pocilgas aos ciclópicos infernos fecais de hoje, nos quais, entre o esterco e sob um calor sufocante, prontos para intercambiar agente patogênicos à velocidade do raio, se amontoam dezenas de milhões de animais com mais do que debilitados sistemas imunitários.

Não será, certamente, a única causa, mas não poderá ser ignorada.

No ano passado, uma comissão convocada pelo Pew Research Center publicou um relatório sobre a ”produção animal em granjas industriais, onde se chamava a atenção para o grave perigo de que a contínua circulação de vírus, característica das enormes varas ou rebanhos, aumentasse as possibilidades de aparecimento de novos vírus por processos de mutação ou de recombinação que poderiam gerar vírus mais eficientes na transmissão entre humanos”.

A comissão alertou também para o fato de que o uso promíscuo de antibióticos nas fábricas porcinas – mais barato que em ambientes humanos – estava proporcionando o auge de infecções estafilocócicas resistentes, ao mesmo tempo que as descargas residuais geravam manifestações de escherichia coli e de pfiesteria (o protozoário que matou milhares de peixes nos estuários da Carolina do Norte e contagiou dezenas de pescadores).

Qualquer melhoria na ecologia deste novo agente patogênico teria que enfrentar-se ao monstruoso poder dos grandes conglomerados empresariais avícolas e ganadeiros, como Smithfield Farms (suíno e vacum) e Tyson (frangos).

A comissão falou de uma obstrução sistemática das suas investigações por parte das grandes empresas, incluídas umas nada recatadas ameaças de suprimir o financiamento dos investigadores que cooperaram com a comissão.

Trata-se de uma indústria muito globalizada e com influências políticas.

Assim como o gigante avícola Charoen Pokphand, radicado em Bangkok, foi capaz de desbaratar as investigações sobre o seu papel na propagação da gripe aviária no Sudeste asiático, o mais provável é que a epidemiologia forense do surto da gripe suína esbarre contra a pétrea muralha da indústria do porco.

Isso não quer dizer que não venha a encontrar-se nunca um dedo acusador: já corre na imprensa mexicana o rumor de um epicentro da gripe situado numa gigantesca filial de Smithfield no estado de Veracruz.

Mas o mais importante é o bosque, não as árvores: a fracassada estratégia antipandêmica da Organização Mundial de Saúde, o progressivo deterioramento da saúde pública mundial, a mordaça aplicada pelas grandes transnacionais farmacêuticas a medicamentos vitais e a catástrofe planetária que é uma produção pecuária industralizada e ecologicamente sem discernimento.

Como se observa, os contágios são muito mais complicados que entrar um vírus presumivelmente mortal nos pulmões de um cidadão apanhado na teia dos interesses materiais e da falta de escrúpulos das grandes empresas. Tudo está contagiando tudo. A primeira morte, há longo tempo, foi a da honradez. Mas poderá, realmente, pedir-se honradez a uma transnacional? Quem nos acode?

Fonte: Blog de José Saramago.
Via: ANDA

 
 
 
 
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Casa de passarinho ecológica

       Achei muito legal essa idéia do blog do Rodrigo Borba!!!   Na primeira foto  a gente vê  como aquele sapato velho  pode servir prá casa do próximo (literalmente, se pensarmos no próximo como um passarinho…).   E a outra foto?  Olha só que  genial o que se pode fazer com aquelas pastas velhas e alguns lacres….

 
                     
           
         
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WEB VERDE – Faça sua parte

     
 
        Atendendo a solicitação da Cybele Meyer para uma blogagem coletiva sobre consumo consciente entre 24  e  30 de agosto, tô colocando abaixo algumas notícias interessantes, basta clicar…
 

H1N1 e o impacto ambiental – A paranóia excessiva pode ter um impacto ambiental de grandes proporções.

A água mineral banida de NY – Sonia Hirsch conta por que as garrafas plásticas de água mineral estão com os dias contados em Nova York.

Dicas da Lucia Freitas:

Nike e Timberland dizem "não" ao couro da Amazônia – Elas não querem mais saber de couro proveniente de áreas recém desmatadas para a prática da pecuária.

O ipê que virou poste que virou ipê – A força da natureza.

Desmatamento da Amazônia em julho

Um lixo de arte – Arte para reciclar e pensar.

Madeireiros peruanos acampados em território indígena – Fala sério, né? Prendem o cara que quer proteger a sua floresta, mas esses daí ninguém pega?

E da Taís Vinha:

O mito do óleo de cozinha – Neste breve artigo, Germano Woehl Jr., do Instituto Rã-Bugio (www.ra-bugio.org.br), mostra como o descarte do óleo de cozinha é o menor dos nossos problemas.

 

 
 
 
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Ecoblogs

 
 
     Visitando um ecoblog, encontrei dicas muito interessantes. Aí vão:
 
 

Cozinha sustentável em 10 ações
11.04.09 – 6:15 | Categorias: Alimentação, Dicas, Sustentabilidade
Green Your Home no flickr de kimberlyfaye

Green Your Home no flickr de kimberlyfaye

Dicas preciosas para manter a cozinha, coração da sua casa, ecológica e sustentável.

Ato 1: Reduza o consumo de água 
Use os 
redutores de fluxo nas torneiras para diminuir o consumo de água.

Ato 2: lava-louças pode economizar 
Na verdade, se você usar a lava-louças cheia (o mesmo vale para lavar roupas) e escolher o melhor ciclo e forma de secagem, você economiza água. Os testes nos Estados Unidos indicam que enxaguar os pratos antes de colocá-los na máquina desperdiça 75 litros de água. E a gente sabe que pode usar a água da saída para lavar a cozinha e/ou quintal…

Ato 3: sabão biodegradável, por favor. 
Procure usar sabão biodegradável em todos os lugares: lava-louças (nós não temos no Brasil, até onde eu sei); lava-roupas e para todo o resto da casa. Infelizmente não temos estudos – muito menos comprovação isenta – de qual sabão é realmente biodegradável. De toda forma, temos a 
receita pra fazer sabão ecológico em casa

Ato 4: Faça compostagem com restos orgânicos 
Você pode ter adubo de graça com os restos de comida. A solução, eu já mostrei aqui: 
composteira Terra Boa. Você pode, também, produzir a sua própria composteira – e não importa se mora em apartamento ou casa.

Ato 5: Reduza as embalagens 
Quando for às compras evite a alface (orgânica) na bandeja de isopor e envelopada em plástico filme. Fuja de coisas que têm embalagem em excesso e prefira as embalagens maiores de bebidas ou iogurtes (que inclusive, são mais fáceis de reciclar). Em casa, deixe o filme e o alumínio de lado e prefira tigelas com tampa (leia o próximo ato, por favor).

Ato 6: Troque plástico por vidro 
Em vez de usar plástico para as sobras (seja ziploc ou tupperware) prefira os novíssimos conjuntos feitos de vidro ou inox (com tampas) para esta função. Ok, muitos plásticos podem ser reciclados, mas eles são feitos de petróleo, lembra?

Ato 7: esquente só o necessário 
Esta é uma dica sensacional. Se você vai esquentar uma pequena porção de comida ou o que restou de outra refeição, o seu microondas ou torradeira consumirá menos energia que o forno ou o fogão. Eu, por exemplo, tenho praticado esquentar o exato volume de chá, café ou água quente (mate!) que vou consumir…

Ato 8: eletrodomésticos eficientes 
Prefira sempre os 
eletrodomésticos eficientes na hora de comprar.

Ato 9: Vasinhos para refrescar 
Os 
vasinhos de temperos além de enfeitar a cozinha ajudam a absorver o CO2 e liberam oxigênio… Simples e fácil.

Ato 10: reduza, reduza, reduza 
Nada disso adianta se a gente não mudar hábitos de consumo e consumir menos. É fundamental.

Inspirado em dicas do Better Home and Gardens, dica da LuMonte

Foto: Green Your Home, no Flickr de Kimberly Faye

 

        Achei ótimas as dicas do blog.  Para conferir, o endereço é  www.ecoblogs.com.br

 

 

 

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Vírus…o inferno!!!!!!!

   Nada melhor para te enlouquecer do que precisar usar os computadores do teu trabalho e eles estarem com vírus…. Passa para pen-drives, cartões de memória, o diabo!!!  Trabalhão infernal…
                     Já começa a via crusis quando, chegando para um plantãozinho básico, se descobre que há reforminhas no local….tudo sem aviso, claro… prá quê, né?
                     Detonaram os dormitórios, há colchões encostados nas paredes dos corredores (é prá dormir de pé?)…material de construção esparramado por tudo… o banheiro tá sem lavatório e o chuveiro não funciona…
                      Um calorão dos infernos (prá combinar) e todos os aparelhos de ar condicionado só ventilam. E outra coisa, cadê o papel higiênico????
                      Na rua tá até agradável…todo mundo resolveu sair e se divertir… É isso? Nem tanto – não pára de dar locais – acidente de trânsito, incêndios, homicídios…. Ôôôô  droga!!!!!
                     Dá chamado, saí para local, volta, registra, vai usar o computador – tá com vírus… É na rede do IGP. Já foi avisado???
                     Ihh, faz um tempão – dizem….
                    
                     E tá quente…
                     E o ar não funciona…
                     O chuveiro tbm não…      
                     O computador………
                     Ôps, deu outro local…putz…
 
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Liiiindooooooo!!!!!

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insights de quinta (feira) ….

 
   Depois de cruzar o estado, não me vejo cansada como era o esperado. Simples: a mágica ocorre quando, em boa companhia , driblamos o cansaço  e transformamos momentos não tão agradáveis em um quase-lazer.  Isso só é possível porque quando embretadas em uma situação de tempo espaço, pessoas desconhecidas criam situações de troca – de saberes, informações, afetos…No caso em questão, situações conduzidas de forma agradável – mas nem sempre é assim…
 
 Indo por esta trilha, lembro  das relações de troca que permeiam todas as atividades humanas ditas civilizadas, seja no âmbito das coletividades ou nos microespaços das relações entre indivíduos, sustentando assim as relações sociais.
 Porém, nestas relações muitas vezes os indivíduos abrem mão do seu direito à liberdade individual absoluta substituindo-a pela segurança do estado de sociedade. Esta submissão gera o "mal-estar da cultura"  admitido por Freud e Hobbes.
 Este mal-estar fica bem claro quando Sartre diz que toda troca colocaria frente a frente um “ser de escassez” com outro “ser de escassez”, cada qual constituindo uma ameaça para o outro. Sartre vê na “luta contra a escassez” a fonte da História, que acaba, muitas vezes, desembocando na violência.
 
 Assim , podemos tomar as relações de troca não apenas como uma fonte de consolidação da partilha e da harmonia entre os indivíduos e instituições, mas como uma fonte permanente de conflitos.
 
Qual a necessidade social dos conflitos? Seria um elemento absolutamente necessário à relações?
 
Para terminar os "insights de quinta", um texto do filósofo de Könisberg:

Sem essas qualidades de insociabilidade, pouco simpáticas em si mesmas, fonte da resistência que cada qual deve necessariamente encontrar, face às suas pretensões egoístas, todos os talentos permaneceriam para sempre ocultos em germe, no meio de uma existência de pastores de Arcadia, em uma concórdia, uma satisfação e um amor mútuos perfeitos. Os homens, doces como as ovelhas que eles fazem pastar, praticamente não dariam à sua existência mais valor que aquele dado aos seus animais; eles não preencheriam o nada da criação (…) Agradeçamos à natureza por este humor pouco conciliante, pela vaidade que rivaliza com a inveja, pelo apetite insaciável de posse ou mesmo de dominação. Sem isso, todas as excelentes disposições naturais da humanidade seriam sufocadas por um eterno sonho. O homem quer a concórdia, mas a natureza sabe melhor que ele aquilo que é bom para a sua espécie: ela quer a discórdia. (Kant)

 

 
 
 
 
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